sábado, 30 de abril de 2011

Avenida dos Eucaliptos, 144
  
Gama  jornais e revistas

Ana Maria e Homero Almeida
A banca existe desde 1996  e além de todos os jornais e revistas  é possível encontrar ali  com a Ana e o Homero, a qualquer hora um aconchego,um bom bate papo!
E para quem logo cedo costuma fazer as caminhadas pelo bairro pode ter como companhia o Homero que um dia sim e o outro também está sempre firme no seu propósito.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Avenida Macuco, ano 1946

 Meu pai em convalescença do tifo,adquirido num mergulho no Rio Pinheiros lá para os lados da Chácara Santo Antonio,onde havia pontos de areia,cuida para que eu não despenque do cadeirão enquanto minha mãe faz a foto. Do outro lado da rua,duas casas típicas da época,rentes à rua.Uma delas era a barbearia onde pela primeira vez meus cabelos foram cortados, isso,muito tempo depois, aí nem os tinha. Daquela feita,ao ver o barbeiro com a tesoura em punho, tapei as orelhas com as mãos e pus-mea gritar com medo que ele cortasse os meus brincos.
 Escrevendo isso agora tomo consciência de que amor aos brincos é uma característica que me acompanha. Não uso maquiagem,não pinto os cabelos, sou bem relaxada quando se trata de vaidade,mas nunca saio de casa sem brincos, é como se faltasse uma peça de roupa. Foi nessa rua em Moema, que até meus 4 anos e meio, morei numa casa de fundos.
Nossos senhorios eram os irmãos Crêem já idosos: João funcionário administrativo da Light, Leonor  organista da Igreja Metodista, Amélia dona de casa e Mario, professor primário aposentado e pastor da igreja Metodista, que eu chamava de avô.Vivia comigo nos ombros,contando histórias e ensinando-me hinos evangélicos.
 Todos os dias colocava-me sobre o muro que nos separava da chácara de verduras e cabras e durante horas conversava com o proprietário, seu José, um português de meia idade, muito simpático,que assim que me via exclamava:"Bom dia rica menina,como estás?".Eu gostava do jeito dele falar, que logo só falava o português de Portugal, para desgosto da minha mãe.
Aos domingos ia com meu pai à confeitaria alemã de seu Estegman,na Avenida Jandira,ao lado da casa Eurico de calçados.Comia uma bomba de chocolate e toda lambuzada ia ver o tanque de carpas vermelhas da indústria Aço Brasil, na Macuco esquina co m a linha do bonde,depois visitava a loja do Ernesto Cinquetti, parente distante da  Gigliola  e candidato a vereador. Cinquetti,muito bom, ajudava a todos. Foi ele que pagou a lotação para  meu pai, desempregado, trazer da Maternidade São Paulo,na Frei Caneca, minha mãe e eu, naquele difícil ano de 1945. Outra parada era na farmácia so seu Domiciano, um farmacêutico prático, curandeiro de todos nós. Foi ele que furou as orelhas e colocou meu primeiro par de brincos- isso não posso esquecer.
No quintal de nossa casa, moravam também dona Etelvina e seu filho Titico, que nas horas vagas tocava bandolim para mim. Bem próximo,na Rua Arapanés,moravam  meus avós, meu tio, a dona Tegna, uma judia que jogava no bicho todos os dias e tricotava luvas de linha finíssima, enquanto conversava com vovó. Havia também a dona Maria, enfermeira e massagista cujo filho suicidou-se e seu Dário, dono do armazém, que vendia fiado,"na caderneta". A Aço Brasil consumiu-se em um incêndio,acho que em 1948. A Casa Eurico ainda está lá, no mesmo lugar,vendendo calçado de tamanhos especiais, do Cinquetti, fui professora de uma sobrinha neta em 1988 e exceto meu pai, todos os outros já faleceram. Aquele pedacinho da cidade com seus moradodres amigos e solidários era o mundo que eu conhecia a parte da história de São Paulo que eu vivi que posso e devo compartilhar, sem saudosismo!

escrito por: Lidia Walder

Ana Maria  a avó de Lidia  morou na Macuco número 26 em 1929 e  a casa onde a Lidia morou hoje é o Hortifruti Oba.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Rua Normandia


Nasci em 1957. Acho que foi na Maternidade do Hospital São Luís, na Av. Santo Amaro. E desde então, até mudar com minha mãe e irmãos para Goiânia, em 1975, morei em um só endereço: Rua Normandia n. 33 – Moema. Era um quarteirão pequeno limitado pela Av. dos Eucaliptos e Alameda Cotovia. Éramos, portanto, vizinhos da fábrica de Q.refresco e chicletes Ploc. Lembro-me que uma vez por mês, funcionários da fábrica passavam de casa em casa distribuindo uma caixa repleta de produtos: chicletes, pirulitos, saquinhos de refresco, etc. De uma certa forma, a Rua Normandia era uma comunidade e os laços de amizade eram mais estreitos quanto mais próximos morávamos uns dos outros e minha infância, pré-adolescência e parte da adolescência passaram-se com a presença dos amigos da rua: Fernandinho, o IOW, o qual o milagre da internet permitiu que nos encontrássemos no espaço cibernético, o Paulinho Leporace (sobrinho do radialista Vicente Leporace e primo da Gracinha Leporace que integrava a banda de Sérgio Mendes), o Eduardo Saliba e irmãos (Vicente, Alexandre, Fauzi e Ana Lúcia), o Caito (filho do comentarista de futebol da Rádio Tupy, José Carlos Ávila Machado que em viagem ao rio de Janeiro, sofreu acidente na Dutra e sua esposa Elizabeth veio a falecer) e os irmãos Rodrigo, Renato e Silvana (linda) e o Toninho. Da Eucaliptos tinha o Sérgio Colela e da Gaivota tinha o Luis Otávio Paternostro, que viria a ser piloto de corridas (sua irmã Helô, casou-se com um da família Losaco e me parece que o filho, também, é piloto). E essa turminha, como toda turminha, fazia das suas: tocar campainha e sair correndo; chamar táxi e se esconder; nos sábados pela manhã, pulávamos a cerca de uma escolinha municipal que tinha por ali, e brincávamos nos balanços, escorregadores e todos os brinquedos que havia; ir para o riozinho (córrego Traição, onde hoje é a Av. dos Bandeirantes) e fabricar barquinhos com a casca do tronco dos eucaliptos e vê-los descer córrego abaixo; atravessávamos para o outro lado para buscar pequenas réguas defeituosas de uma fábrica de “metro” de marceneiro, com as quais construíamos o que viesse na imaginação. Havia uma ponte sobre o córrego por onde passava o bonde e pegávamos pedra e colocávamos no trilho só pra ver o que acontecia quando o bonde passava em cima. Eu e meu irmão Fernando, hoje médico cardiologista, íamos à pé até Congonhas e ficávamos na ala internacional procurando maços vazios de cigarros que os estrangeiros jogavam no chão, para enriquecer nossa coleção de marcas de cigarro. Lembro-me de quando a Rainha Elizabeth II veio a São Paulo para inaugurar o Laboratório Welcome, que ficava entre a Eucaliptos, Cotovia e Av. Sto. Amaro. Hoje, no local, foi construído um conjunto de apartamentos. A diversidade da Rua Normandia era algo interessante, havia médicos, advogados, comandantes de avião, gregos, portugueses, argentinos, mecânicos. Meu vizinho da casa 31, Seu Fernando, trabalhava na Phillips e depois que nos mudamos pra Goiás (minha mãe é goiana de Catalão) soubemos que a filha Patrícia fora assassinada. E na esquina da cotovia com Gaivota tinha a mercearia do Seu Manuel, português, esposo de D. Joaquina, também portuguesa e que depois transformou-se no supermercado São Manoel e mais pra baixo tinha a feira onde minha mãe fazia as compras. Ali pertinho, na Eucaliptos bem próximo da Ibirapuera tinha a Jardim Escola Nova onde estudei depois de ter saído do Napoleão de Carvalho Freire. Dois anos depois, em 1967 fui para o Ginásio Friburgo, na Rua Benjamim Constant, o bairro acho que era Campo Belo. Ia de ônibus, da viação Tânia. Mais tarde fui para o Col. Santo Agostinho, no Paraíso ia de Viação Moema. Nessa época o Metro estava em construção, na Av. Jabaquara, e o trajeto até o colégio demora uma década. Depois fui para o Santo Alberto, na Martiniano de Carvalho e ia, também, de Viação Moema. Na Av. Sto. Amaro íamos no Cine Guarujá, Cine Radar e Cine Vila Rica. Nessa época, a Pizzaria do Paulino era uma das mais famosas e costumávamos frequentar a loja da Av. Santo Amaro, em frente onde hoje tem uma Universidade e onde antes fora um Laboratório, o Mead Johnson. Quando meus avós e tios vinham de Catalão, hospedavam-se em casa e sempre nos dava um presentinho em dinheiro. Eu não perdia tempo, ía até a Casa Yara, na Santo Amaro, em frente ao Welcome e comprava o que pudesse de carrinhos Matchbox para minha coleção. Infelizmente não se pode parar o tempo, nem parar no tempo. O bonde da história tem que seguir seu curso mesmo que haja uma pedra no trilho. E o tempo foi passando, alguns prédios começaram a ser erguidos, as grandes redes de supermercado começaram a aparecer na área, veio o shopping Ibirapuera, a Normandia foi transformada em um shopping e, como diz a canção “na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais”...

Escrito por Silvio Lorenzi Netto
 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Velha Moema :

Nem era minha bicicleta mas adorava rouba-la de minha irmã e
buscar minha  mãe no trabalho.As ruas eram de terra e ir buscar minha mãe
significava buscar canudos de mamona para brincar de bolinhas de sabao na
atual Av bandeirantes onde havia um corrego e uma chacara,nao me lembro da
chácara mas do corrego sim, era lugar de aventura e descobertas muitas vezes
não muito agradavéis enfim...saia da nhambiquaras, virava na Tupiniquins e
pronto caminho livre,lógicamente encontrava com diversos amigos que na rua
brincavam de taco,bolinha de gude queimada e eu nao perdia a oportunidade de
brincar também, jogava a bicicleta no chão brincava por uma meia hora pegava
a bicicleta de volta e continuava o caminho...Bons tempos...
Muitas vezes adorava ir buscar linha zipper botões pra minha mãe isso era na
Sulamita na Av Ibirapuera passava sempre pela brindes Pombo,comprava o que
era preciso e voltava pela Jamaris sem antes dizer alô para o Sr Julio o
relojoeiro do bairo.Aos domingos :feira na Lavandisca e na volta comprar o
frango abatido na hora na Av Ibirapuera do outro lado da lojas Sulamitas.
Junho e Julho era mes de festa os vizinhos se reuniam e no minimo uma vez no
mes a festa rolava na rua ,muito quentao batata doce assada na foqueira bolo
de fuba muitos fogos estrelinhas baloes e sem esquecer das advinhacoes de
Santo Antonio.. era uma farra!!!!
Lembro das festas de 15 anos ...a turma da padaria ( esquina da Aratãns com
a Maracatins ) sempre invadiam as festas era confusão na certa!
Ahhhh...e os bailinhos na casa da Manja e no Cauí (clube que ficava na
Maracatins),muitos namoros que comecavam e muitos outros que se acabavam ao
som dos Beatles ,Ray charles ,Golden Boys RonnieVon ,Roberto Carlos Marcos
roberto etc...
Saudade... por andam esses rostos?!?!?! Marilisa,Arlete,Sonia,Roberto,Jose Augusto Nilton,Manja....Talves como eu pendurados
nos arranha ceus da nova Moema entrelacados na multidao do Shopping
Ibirapuera ou em cruzamentos do transito horroroso da Av Bandeirantes..com
as mesmas lembrancas a mesma saudade de um tempo que nao volta jamais...
escrito por Iara Schaeffer

terça-feira, 12 de abril de 2011

Aeroporto  de Congonhas
Foi inaugurado em 1936 e seu primeiro voo teve como destino a cidade
do Rio de Janeiro em um aeroplano da VASP.                                         
Nos finais de semana as pessoas vinham de  seus  bairros para um passeio  no
aeroporto e muitas  vezes  ali ficavam  por horas vendo os aviôes    partindo  e chegando.
Uma vez  ou outra quando alguns amigos depois   do   Levy vinham  almoçar em casa, por não ser
tão longe de Moema, íamos até o Aeroporto saborear o gostoso e famoso cafezinho.

Avião durante aproximação de pouso em Congonhas, visto da Avenida
Rubem Berta/Folha de São Paulo

Aeroporto /g1.globo.com /caderno de Economia e Negócios
foto de Daigo Oliva

Movimentação de passageiros na pista do aeroporto/foto:ano 1981
Folha de São Paulo
Taxis em frente ao aeroporto/1981 arquivo Folha de S.Paulo

aeroporto ano 1946/DC3 Linhas Aéreas Brasileiras
(de camisa branca amigo de Mario Lippi)
foto enviada por Ronaldo Lippi

Aeroporto ano: 1946   avião da Panair do Brasil
foto enviada por  Ronaldo Lippi
Movimentação de pessoas na pista do aeroporto/ano: 1960
foto enviada por  Ronaldo Lippi
Alameda Iraé residência de Humberto e Ester, tios de Ronaldo Lippi
Hoje é a saída do estacionamento da  Caixa. Os comércios à direita
ainda existem: lotérica, cabelereiro,bar etc...
foto de José Lenzi
foto enviado por Ronaldo Lippi

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Avião sobre  Moema

Avião sobre o bairro de Moema, se aproxima da pista do aeroporto de Congonhas

foto de : Paulo Pampolin/Hype

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Amor e amores

Meu pai Altivo Ovando,advogado, formado pela Faculdade do Largo de São Francisco, minha mãe Tina Ovando uma artista plena nas artes com os fios, linhas, tecidos, agulhas....
Meus filhos Thiago sentado no muro, Fabio no colo da vovó e Arthur em pé, encostado na vovó foto em frente a casa de nossa vizinha Teca Mendes
Ano da foto: 1975

sábado, 2 de abril de 2011

1964

Foto/video/oficina de tv?Universidade Federal de Minas Gerais/Luis Nassif online

terça-feira, 29 de março de 2011

Dona Maria das flores

      Toda sexta-feira um pouco antes do almoço já do portão de casa a gente conseguia ver dona Maria vindo lá do final da rua empurrando
o seu carrinho de madeira repleto de  flôres.Quanto mais perto ela chegava mais alto a gente gritava: 
      -Mãe a dona Maria! Vem mãe!
      Mamãe largava tudo o que estivesse fazendo e vinha às pressas.
      Dona Maria sempre vestia uma blusa preta, várias saias uma sobre a outra e todas pretas.Na cabeça trazia um lenço grande, colorido, todo enrolado.Era
de fato uma senhorazinha portuguesa.Tinha um sorriso largo e um jeitinho especial, até engraçadinho de falar:
     -O meninas, o que vão querer hoje?
      Mamãe olhava surpresa para o carrinho sem saber ao certo entre tantas flores lindas, quais escolher.Olhava, olhava e, então ia pegando
as palmas, rosas e os cravos que papai gostava tanto.Os seus braços ficavam repletos, ah era bonito de se ver!
      E como num estalar de dedos as vizinhas vinham se aproximando e comprando.
      Dona Maria das flores se despedia promentendo voltar na próxima semana. Empurrando o seu carrinho, agora já vazio, ia sumindo pela rua de volta à
sua chácara na Vila Olímpia.
      Surpresa maior era entrar em casa e ver tudo tão florido!

sábado, 26 de março de 2011

Reminiscências

Elizabeth Taylor e James Dean em cena de "Assim Caminha a Humanidade" (1956). Um dos melhores filmes que assisti em minha vida,
James Dean morreu jovem, logo depois de fazer esse filme. Elisabeth  Taylon foi muito mais longe, morreu aos 79 anos.
Postado por : Mario Lopomo

terça-feira, 22 de março de 2011

Veja, ilustre passageiro...

Adentrando os imponentes espaços do Instituto Tomie Ohtake, bem ao fundo, ao lado do restaurante, deparamos com duas curiosas exposições, capazes de despertar lembranças saudosas no mais empedernido e circunspecto dos ranzinzas.
Isto depois de termos dado uma olhada, no andar de cima, nas curiosas obras do badalado Vic Muniz. Descendo a escada e passando pela pequena multidão disputando uma mesa, ali estão: a exposição de rótulos de cachaça, desde os mais famosos aos mais primitivos e anônimos de perdidos alambiques do sertão e a dos Annuncios em Bonds.
Annuncios em Bonds... quem, já de certa idade, não se lembra deles, sendo que em alguns casos foram até sua própria motivação para aprender a ler? Veja, ilustre passageiro, o belo tipo faceiro...larga-me, solta-me, deixa-me gritar....assim como me vê, são vistos os anúncios da Annuncios em Bonds...
Cada um tem suas lembranças particulares do qual lhe marcou mais, mas Veja, ilustre passageiro é unanimidade, e justamente por isto dá nome à mostra.
Belos cartazes dos primórdios da propaganda em São Paulo. Fora eu de uma geração anterior, talvez também tivesse trabalhado neles, no Atelier Mirga. O atelier foi criado e dirigido pelo polonês Henrique Mirgalowsky, e entre 1928 e 1970 criou os principais cartazes de bondes e ônibus, que hoje fazem parte de nossa história e do imaginário popular.
Entrei na publicidade mais tarde, quando o atelier já estava fechando suas portas, bem como os saudosos bondes, no caso dos que portas tinham, pois peguei o bonde an
dando, agarrado no balaústre - mais uma coisa, e palavra em desuso, como o bonde...
Ainda assim, conheci alguns dos grandes artistas que trabalharam com Mirga: Fritz Lessin, que parecia um conde alemão, mas, era de uma simplicidade cativante; Ivo Araújo, excelente pessoa e diretor de arte; João Cardacci, já velhinho, dirigindo o estúdio da Almap...
Convido-os, então, a entrar nessa exposição e matar a saudades dos cartazes e ver, espantoso, como as artes eram todas manuais, as letras a anos luz da fotocomposição de hoje. Tudo na munheca, e lindo.
E relembrar os velhos nomes. Eucalol, Vic Maltema, Phymatosan, Lavolho, Duchen, Vinho Centauro...e rever, afinal, até aquele belo passageiro, faceiro, que acredite, quase morreu de bronquite.
10/02 a 10 de abril/2011

Instituto Tomie Ohtake
Av.Faria Lima,201
Entrada pela Rua Caropés,Pinheiros
São Paulo-SP
fone:11- 22451900
aberto de terça-feira a domingo das 11 às 20 horas 
Escrito por: Luiz Saidenberg

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vavo, Beto e Vivo!

José Álvaro F.Barreto(Vavo),Carlos Alberto Coimbra(Beto) e Altivo Ovando Jr.(Vivo) encostados no karmaguia do José Claudio F.Barreto(Cao) em frente a casa dos Barreto  
foto: 1968 enviada por Marta Ovando Obara

sexta-feira, 18 de março de 2011

Um passeio pela Praça Clovis Bevilaqua

Roberto e Ida Lippi
Além de toda elegância do casal dá para ver ao fundo o bonde da CMTC
foto: década de 40 enviada por Ronaldo Lippi

terça-feira, 15 de março de 2011

Rua Divino Salvador
Roberto Lippi nasceu em Lucca, Itália assim como sua esposa Ida e seus dois filhos Silvano e Mario.
Em 1925 Roberto Lippi veio sòzinho para o Brasil e foi morar no bairro Belenzinho . Sòmente no final de 1928
sua esposa e seus dois filhos vieram para o Brasil. A família foi morar na Rua Divino Salvador em Moema, na época o bairro ainda tinha o nome de Indianópolis.


Rua Divino Salvador ao lado do antigo prédio dos padres entre a Alameda Iraé e Alameda Jurupis
na foto a família: Roberto, Ida, Silvano e Mario
ano da foto:1930
foto enviada por Ronaldo Lippi
Mulheres no trajeto
O valoroso biarticulado e reprogramado 5362-10 Praça da Sé.
A reprogramação, com substituições, seccionamentos e implantações, era para contemplar o aumento de 27% na oferta de lugares. Mas os 27 metros do autocarro sai apinhado desde o ponto inicial.

No percurso da Av. Atlântica até a Igreja de Moema, conversas entrecortadas por paradas, primeira e segunda.
-Dormir no emprego não aceito mais não. Nem eu, respondeu a outra.
- Elas escravizam a gente. Não tem hora pra acabar. Falam que é pra gente trabalhar até as 18h e, até nove da noite ainda tem louça pra lavar.
- “A minha”, queria cobrar a travessa que eu quebrei. Muita vez, eu escondo, ou então, levo o que quebra pra casa.
- Já eu, a pior coisa que fiz, foi prender o rabo do cachorro dela. Foi no elevador. Quando vi era só sangue. Ficou só o cotôco. Deu dó. Liguei no serviço dela e contei. Foi um Deus nos acuda. Agora tô fazendo um curso de artesanato. Quero trabalhar em casa, por conta própria. Não agüento mais não.
- Já eu, quero achar serviço numa empresa de limpeza. Preciso do registro por causa das crianças e do INSS.
- O trabalho é muito e o ganho é pouco. Criar filhos, sozinha e ainda cuidar dos filhos dos outros, não é fácil não.
- Morar em lugar debilitado. Debilitada é a saúde. Vida débil de desejos Chuvarada enchentes, desmoronamentos.
- Preciso muito de uma porta-comporta. Sabe o que é? É uma porta que tem borracha embaixo para a água não entrar. Custa caro e o que eu ganho, mal dá para pagar água, luz e comida.
- O gás sempre acaba antes do mês. Faço trempe com tijolo no quintal. Cato lenha e assim vou cozinhando até o dia receber o pagamento.
- Vida cinzenta, cobrança de toda cor e tamanho. TV quebrada, divertimento esfolado.
- Serviço dobrado, faxina que não acaba. O corpo esgarçado. Vida besta.
- No dia em que perdi tudo, eu chorei. Perdi tudo só não perdi a fé.
Domésticos no Brasil são 7.223.000, ou, 7,8% dos trabalhadores (dados do PNAD 2009 e Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE). Na grande SP, o número é 766 mil. Hoje, muitas estão migrando para outras áreas.
A versão moderna da Casa Grande e Senzala são os famosos DCE’s (Dependência Completa de Empregada). Entenda-se um cubículo claustrofóbico, onde mal cabem a cama e o radinho. Acordar com o pé no tanque.
A tecnologia possibilitou muitas facilidades e a educação inseriu a mulher no mercado de trabalho. Mulheres, mães, trabalhadoras com jornadas duplas, triplas até. E quem depende de empregada pra sobreviver, acaba trazendo um problema social pra dentro de casa.
Bem em frente à Igreja de Moema, elas descem para a realização das tarefas de reprodução da vida. Tarefas fundamentais e tão pouco reconhecidas.

Escrito por Suely Aparecida Schraner

sábado, 12 de março de 2011

Turminha boa!

embaixo da foto:em pé Tadeu, Maria Fernanda Ovando (Fê),Rosely Coimbra(Rose), Zezé no meio Maristela Coimbra(Telinha) no chão Altivo(Vivo) e Carlos Alberto Coimbra(Beto) atrás deles a casa da dona Nini e a casa dos Barreto

Foto ano :1966

Foto enviada por Marta Ovando Obara

quinta-feira, 10 de março de 2011

Tudo o que vivi em Moema nos anos 60
Consegui entrar em contato com dois grandes amigos de uma forma que me deixou realmente bastante emocionado. São eles, os irmaos, Ricardo e Mario Jorge, os quais nao vejo desde janeiro de 1971 quando meu pai resolveu se mudar para Belo Horizonte. Até hoje moro em Belo Horizonte, mas os tenho na lembrança por todos esses anos. Foram amigos (ainda são) como irmãos, nossas mães eram muito amigas. Dona Esther e Dona Iracema que entre outras me lembro que faziam tricot numa maquininha chamada lanofix. O dia inteiro uma na casa da outra tricotando e a gente na rua se esbaldando. Fiquei emocionado, senti o corpo arrepiado ao ler os comentários dos meus amigos. O (Tche) entre parenteses foi a gota dágua, nunca mais ninguem me chamou de Tche. Aí eu pensei: Foi verdade.... tudo aquilo que vivi em Moema nos anos 60 foi verdade...Aquilo realmente aconteceu... Da Jaboticabeira como poderia me esquecer?. Parecia um milagre aquela jaboticabeira, pois eram uns 20 moleques que subiam na marquise da casa pelo muro da casa do Bebeto e passavam o dia chupando jaboticaba(pleno verão). A gente pelava o pé e elas não acabavam, no outro dias sempre tinha mais. E elas ficavam na altura da gente sobre a marquise.Como chupar jaboticaba hoje em dia e não se lembrar daquela que foi A Jaboticabeira e consequentemente não se lembrar de quem estava com você naqueles momentos? De vocês meus amigos, me lembro muito e não sei dizer pq nunca nos vimos mais. Não sei dizer. Me lembro do pão com Ketchup, puro, só ketchup. Meu amigo Nikita era viciado nisso. Sentava na calçada e mandava. Me lembro do Chevrolet Bel-air 1956, que maravilha...Me lembro do barulho do carro quando o pai de voces chegava e jogava uma segunda no Bel-air....Inconfundivel... Alguns anos atrás (1987) eu comprei um bel-air 56 mas precisei vender. O Mário Jorge era Corinthiano roxo, doente, também né??... tinha Ado, Rivelino, Aladim, Mirandinha...Me lembro da bicicleta do Mario Jorge que foi comprada do Pedro que morava na Eucaliptos. E o campinho feito ao lado da casa do Nizio. Nós que fizemos, enxada,pá e picareta. Aquilo era um paraíso. O mundo poderia acabar. Lembro da galinha Baronesa, era ovo todo dia, lembro do Dunga que quase pegava a gente na entradinha da garagem para o fundo do quintal. Ele quase pegava. A gente sabia que não mas dava medo assim mesmo. A gente esperava ele ir pro outro lado e saia correndo. Da casinha de boneca da Lu. A unica menina que deixava a gente entrar em sua casinha. E é por isso que eu gostava muito dela, pq além de ser a menina mais linda que eu já vi em toda minha vida, era um doce de pessoa. Me lembro do dia em que ela antes de ir se apresentar no teatro Paulo Eiró, passou lá em casa vestida de bailarina. Quase morri, nunva vi nada igual na minha vida, ela toda maqueada, com aqueles olhos verdes, aqueles cabelos com umas mechas loiras mais claras... Meus amigos, se nao fosse a ideia absurda do meu pai se mudar para BH, certamente seríamos cunhados se assim a Lu quisesse, é claro...

Texto escrito e autorizado por Rogério Zanetti

sexta-feira, 4 de março de 2011

Carnaval em Moema
Marta,Kazumi,Mainah e Mayra
Mulatas da Vai vai,Mayra e Mainah
Marta,Lucia Helena,Mainah e Mayra

Mainah e Mayra
É carnaval e tô aqui lembrando do carnaval do D. Pepe di Nápole em Moema.O bairro todo ficava esperando o dia chegar e as crianças se preparavam fantasiadas para comemorar.De longe se ouvia o batuque do caminhao do som e todos cantando e seguindo com alegria e educaçao.Era bom demais e lá iamos percorrendo as ruas Gaivota,Canario, Cotovia,Inhambu,Lavandisca,
Macuco,Arapanés..E cantando,pulando e dançando passávamos algumas horas na total felicidade.Pena que acabou...
Texto e fotos: Marta Ovando Obara
fotos: ano 1997

quarta-feira, 2 de março de 2011

Colégio Nossa Senhora Aparecida
foto:ano 1940 (foto do arquivo do colégio)
Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida nasceu como Instituto em 1937,idealizado pelos moradores de Moema em união com a Paróquia N.Sra.Aparecida.Funcionou numa casa particular,bem em frente à paróquia, cedida pelo dr. Raul Loureiro na Rua Conselheiro Rodrigues Alves hoje,Avenida Ibirapuera .Depois foi construido um pequeno prédio na Rua Paiaguás, 4 hoje Alameda Jauaperi,416 dando início ao curso primário.Em 1949 teve início o curso ginasial e em 1955 o curso normal.(arquivo do colégio)
                                                           foto : ano 1955
TINHAMOS QUE LEVAR UM TIPO DE CALÇADOS QUE CHAMAVA ALPARGATAS RODA FEITO DE LONA E CORDAS
LEVAVAMOS NUMA SACOLINHA DE PANO E AO ENTRARMOS NO COLEGIO TROCAVAMOS PELO CALCADO NORMAL. AO SAIR VOLTAVAMOS A COLOCAR O SAPATO DE COURO.
ESSA PRATICA ERA OBRIGATORIA E SERVIA PARA NAO RISCAR O ASSOALHO DO COLEGIO SEMPRE MUITO BEM LIMPO E BRILHANTE. BONS TEMPOS EM QUE SE CUMPRIA NORMAS SE RESPEITAVA OS MAIS VELHOS HOJE ATE COM ARMAS SE ENTRA NAS ESCOLAS .
texto e foto de João dos Santos Motta (que na foto é o primeiro em pé da última fila da esquerda para direita)

terça-feira, 1 de março de 2011

Praça Coronel Fernandes de Lima
A menina maior da foto é a Celia que morou na casa de número 34 da praça até os seus 14 anos.
fotos enviadas por: Celia Barcellos  
ano da foto:1965

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

As Ruas dos Passarinhos.
Passando pelo Brooklin bairro onde morei por muitos anos me encantei pelo nome da Rua Pássaros e Flores. Porém meu caminho era o bairro de Moema. Saindo da Avenida Santo Amaro pela Avenida dos Eucaliptos, viro para a Rua Cotovia e, entro na Rua Pintassilgo que no meu tempo de garoto se dizia Pinta Silva, tanto nós meninos como também aqueles fanáticos por prender pássaros na gaiola.
Daí para frente era um comum de ver Ruas com nomes de pássaros e aves. Pavão, Periquito, Graúna, Gaivota, Bem-Te-Vi, Rouxinol, e Tuim, o menor pássaro que vive em bandos, e mora em casa de João de barro. É considerado o menor periquito do conjunto brasileiro.

Quando passo pela Travessa Otavio Muniz (repórter esportivo) lá vem Rua Macuco, Ave das matas virgens, e a Jacutinga, ave de bico e olhos azuis. Só não vi a denominação Maritaca, porque em Moema não se viu uma paineira plantada, senão ela seria também lembrada. Depois entrei na Rua Inhambu desemboquei na Rua Sabiá.

Ai me lembrei do Sabiá Graúna, que foi o nome da primeira composição sertaneja que minha vitrola tocou, e também o Sabia Laranjeira que aportava no quintal de minha casa e era também o sobrenome de uma saudosa cantora, Elza Laranjeira.

Fiquei ali olhando como se orando estivesse. Foi quando uma pessoa que passava por perto me disse: Quer ver mais nomes de Ruas Sabiás? Vai à região de Santo Amaro.

Então retornei, passando pela Vila Uberabinha, Vila Olímpia, Brooklin, escalando pela Chácara Santo Antonio, nesse bairro, dou de cara com a Rua Cancioneiro Popular, bastante pertinente o nome dessa Rua, pois os pássaros são “cantantes”.

Estando no bairro do escultor Julio Guerra, pensei: Quem sabe o artista fez algum pássaro gigante para expor no bairro que ele gostava de mostrar seus trabalhos, ele que é o escultor que fez a estatua de Borba Gato.

Só sei que depois de passar pelos camelôs do Largo 13, onde muitos deles vendiam pássaros contendo água e sabão, de onde saiam bolinhas depois de assoprar.

Mais adiante já entrando no bairro Cidade Dutra em que a primeira Rua com o nome de pássaro era o Sabiá Poca, e no bairro do Grajaú, a Rua Sabiá das Palmeiras.

Pelos lados do Jardim Ângela tinha a Rua Sabiá Coleira.

Para não dizer que só na zona Sul tinha ruas com nomes de pássaros, no Jaguaré (zona oeste) tem a Rua Sabiá Branco e, na Vila Gustavo (zona norte) Sabiá Piranga.

E, o meu tão decantado Sabiá Laranjeira é nome de Rua da Vila Gustavo também na zona Norte.

Com tanto nomes de pássaros só faltava a Rua Alpiste.

E não é que ela existe? Fica no Jardim Eliana, zona Leste.

Escrito por : Mário Lopomo

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ah! era um biquini de bolinha amarelinha......

Ronnie Cord : nascido Ronald Cordovil em Manhuaçu,MG em 22/01/1943 , filho do maestro Hervê Cordovil e Daicy Cordovil,faleceu aos 42 anos, em 1986.
Gravou várias músicas: "Só eu e você","Mulher e meia","Todo o meu amor","Brotinho difícil","My bonnie","Remenber" e outras . Em 1964 gravou a música Rua Augusta(autoria de seu pai) e com ela fez muito sucesso.Em 1965 ganhou o Troféu Chico Viola por ter permanecido em primeiro lugar por 6 meses nas paradas de sucesso com a música "Biquini de bolinha amarelinha" (versão feita por seu pai).
A turma do Roninho costumava se reunir na Praça Coronel Fernandes de Lima, numa casa de esquina para tocar e cantar. Algumas amigas e eu (numa fase de não querer mais ser pirralho e ,sim gente grande) ficávamos na ponta dos pés juntinho do muro da casa tietando o Roninho !

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Grupo Escolar Napoleão de Carvalho Freire

Beto Coimbra o terceiro da esquerda para direita,de joelho...aliás êle continua com a mesma carinha! Sandra Brentare Martinez a loirinha de franja


Beto Coimbra e Sandra Brentare Martinez

foto enviada por Sandra Brentare Martinez/ ano 1970

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011


Imagine, sonhe.
As ruas de Indianópolis, hoje Moema, na sua grande maioria eram de terra. Planas, bem conservadas.  Com exceção da rua que acompanhava a linha do bonde (Av. Ibirapuera) que era muito ruim. Moema naquela época era só a região da Pça. Nsa. Aparecida e adjacências.
Moravámos em casas. Edificios? Só havia um nas redondezas na Rua Inhambú com 8 andares,
no quarteirão da R. Pavão com Cotovia. Eu que nascí na Pavão 451, até a pouco tempo havia uma livraria Nobel na casa, que resistiu o assédio das construtoras, conhecia tudo por lá.
Eu, meu irmão, a molecada da R. Canário e da Família Hirata formavamos um grupo muito unido, principalmente no futebol que jogavamos nos campinhos dos inúmeros terrenos baldios que haviam na região. Para os lados da Av. Santo Amaro me lembro de uma corrida de bicicleta que acontecia no dia 9 de julho e que tinha esse mesmo nome. Os ciclistas vinham lá de Santo Amaro até o Vale do Anhangabaú. Assistimos várias. Isso tudo que estou relatando
é do final da década de 50. Para os lados da Av. Ibirapuera havia a linha do bonde. A molecada
nadava num poção que havia na esquina da Av. Indianópolis com Ibirapuera e o trampolim era justamente os trilhos. Dalí olhando para os lados da Vila Mariana era um imenso capinzal . Hoje vemos o Parque das Bicicletas e o Centro Esportivo do Ibirapuera. Onde hoje é o Shopping, havia uma grande fábrica abandonada (diziam que era das Linhas Indiana) e atrás tinha um campo de futebol onde jogava aos sábados o time da Real Aerolineas Nacional.
Não havia supermercado. Aquí na Pavão todo mundo comprava no empório do Sr. Madeira,
a maioria com caderneta para pagar no final do mês e no acougue do Sr. Adérito. Muias vezes cruzamos a Av. dos eucaliptos e iamos brincar no Parque Novo Mundo. Uma grande area,
quase rural que existia nas margens do corrego da Traição. Levavamos estilingues mas nunca
acertamos nenhum pássaro. Éramos ruins de pontaria (ainda bem). Aí brincavamos de mocinhos e bandidos. Adoravamos passar pela casa do Arrelia. Muitas vezes o vimos por lá. Uma vez ele estava  no quintal e eu começei muito timidamente a cantar o “Como vai, como vai, como vai, como vai, como vai vai vai. Voce vai bem eu vou também....” Ele deu um sorriso e acenou para nós. Naquele dia nos sentimos os moleques mais importantes de São Paulo. Naquele tempo o Canal 7 trazia atrações internacionais para cantar no estudio da Av. Miruna.  Ficavamos orgulhosos  em pensar que estavamos tão perto de Brenda Lee que encantava o mundo na época com I’m  sorry e com o Jambalaia.
Sarita Montiel com La violetera e tantos outros astros e estrelas. A noticia mais triste daquela época foi o incendio do Gran Circus Norte Americano. Muita gente morreu. Nós estavamos combinando de ir com toda molecada num final de semana assiitir o espetáculo.
Como éramos felizes. Bons tempos, velhos dias.
Imagine. Sonhe.

Eescrito por : José Eduardo Soares de Castro

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Apresentação no teatro dos alunos da professora Duilia Milani
 Na Avenida Lavandisca, 196 morava dona Josephina Ruiz Milani com os seus filhos Oswaldo(Vado),Antonio Luiz(Nenê) e Duilia que no mesmo local  dava aulas de piano, violão, flauta para a meninada do bairro.Sempre muito alegre , cativante e moderna  Duilia era muito querida por todos.

Marcio no piano
 Marcio e Nicoleta Colognori(há muitos anos morando em Barga,Itália) conversando,Maria Helena com o violão,Caetano sentado no chão , no piano ?

foto enviada por Marcio Augusto Castellani
década de 60

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Grupo Escolar Napoleão de Carvalho Freire

1962..fui matriculada no Grupo Escolar Professor Napoleao de Carvalho Freire que fica na rua Ilamonia,escola novinha com o muro baixo, pintada de branco com um gramado bem cuidado na frente,corredores largos, classes grandes e um pateo imenso.Ficava a duas quadras da minha casa,morava na rua Olivia.Mamae fazia parte da APM e ajudava  a confecionar os uniformes,sainha de pregas e suspensorio azul e camisa branquinha com gola e botoes,sapatinho boneca preto e meias tres quarto tambem branca.Adorava ir pra escola e no recreio correr pelo pateo,pular corda e amarelinha e brincar de roda-aquela imensa roda onde girava nosso mundinho.As professoras eram muito dedicadas e nos mantiam na disciplina bem comportadinhos e educados.Nao usavamos mochilas eram malinhas de couro preta onde carregavamos os sonhos de pequeninos estudantes,lapis coloridos,cadernos,borrachinhas cartilha e alguns livros.Adorava o diretor o Professor Ismael Marins,pessoa forte nao muito alto e muito bonzinho.Todas as manhas cantavamos o Hino Nacional e como sempre fui a mais baixinha e a primeira da fila tuo acontecia.O dr. Ismael ficava bem na minha frente cantando e de vez em vez vinha um cuspisinho e caia bem em mim,ficava encabulada mas tambem achava muito engraçado.Quando chegava em casa dizia para o papai e a mamae-amanha preciso levar um guarda chuvapra escola,eles perguntavam porque-ora para colocar aberto na minha frente para nao ficar molhadaeles riam muito e diziam so voce mesmo Martinha.Adorava tomar o leite com todi que serviam,era uma delicia,acho que era a gostosura da infancia mesmo.So sei que era tudo bom, ia a pe para a escola sem medo nem perigo,brincavamos muito sem preconceito nem maldade.Lembranças de
Professora Idalina,Prof. Silvia, prof. Natali im memoria prof Vanda, do Dr, Helio dentista que nos qtendia rigorosamente a cada quinze dias com alegria,carinho e muita dedicaçao.Foram anos muito felizes  de aprendizado escolar e aprendizado da vida-conviver em harmonia com educaçao,respeito e alegriaAbraços com saudades a todos que fizeram parte dessa minha historia em moema nos idos 62;63e 64.Quantas lembranças e tantas saudades.
Escrito por Marta Ovando Obara

Foto 2009

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cantinho simpático e bem cuidado pertinho da Rua Ibijau

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A vida na Rua Inhambu 
 ....  continuação

Penso que como todos que moravam no Jardim Novo Mundo, fiz o pré-primário no Grupo Escolar Professor Napoleão de Carvalho Freire. Era perto de casa
e minha mãe levava os três filhos a pé até a escola. Não sei o que meus irmãos achavam de estudar lá, mas eu detestava porque a minha professora, Dona
Wanda, parecia a bruxa má, que havia saído da história da Branca Neve para trabalhar no Grupo Escolar e assustar muito mais crianças. Todos os dias era
uma nova tortura. A única coisa boa que havia ali é que conheci vários amigos e amigas que moravam nas redondezas, e também porque conheci um menino muito
bonitinho e simpático, que, é claro, sempre tentava sentar ao lado dele, cujo nome era bem diferente, Altivo Ovando Júnior, e demorei dias para conseguir
decorar e falar para a minha mãe. Acho que ele foi o meu primeiro amor!!!
        Ai, quase ia me esquecendo de falar sobre o meu primeiro amigo, que também morava  na Rua Inhambu, só que 2 quadras para cima. Era um menino muito
sorridente e acho que o que  chamou a minha atenção  foi seu cabelo vermelho. Seu nome era Marcelo (de Freitas Guimarães, como vim a saber anos mais tarde),
que na adolescência ganhou o apelido de "Fogueira". Hoje brinco com ele de que somos amigos desde sempre.
        Pena que a memória falhe porque não consigo me lembrar em que ano o Córrego da Traição foi canalizado e transformado na Av. dos Bandeirantes. Foram
anos de obras, o sossego acabou, assim como nossa casa na árvore, nosso cantinho à beira do córrego, com banquinho e tudo, os cavalos sumiram, enfim, era
o progresso chegando. O que não me esqueço é que devido as obras, num dia de temporal, o andar de baixo da minha casa ficou todo alagado e cheio de barro.
Perdemos o sofá e poltronas, o carpete e outras coisas que não me lembro. O que não me sai da memória era a tristeza no rosto de minha mãe!!!
        Os anos foram passando, fui estudar no Colégio Cristo Rei em Vila Mariana, só para meninas (penso que minha mãe achou que eu estava muito masculinizada
por só andar com garotos) e, em 1971, lembro-me bem conheci a Evelyn, a Cecilinha, o Edi, a Laís, o Eduardo, o Beto (Carlos Alberto Coimbra)  e reencontrei
o Altivo, que havia sido apelidado de "Vivo". E foi na casa do Vivo que fui ao meu primeiro baile!!! Quanta emoção!! Fui com a Evelyn, de roupa nova, saia/short
amarela, blusa listrada de preto e amarelo e sapato anabela preto de saltinho. Achei que estava linda!! Lembro-me do baile, mas não consigo recordar com
quem dancei. Acho que foi muita emoção!!! O que me recordo é que naquela época eu gostava do Edi, a Evelyn do Beto e a Cecilinha do Eduardo. Amor aos 10/11
anos,mas nada de namoro!!!
        Ah! Foi nesse ano também que conheci a Yarinha, a Maria Sílvia (Pi) e as irmãs Leda e Sylvia, que tinham uma espécie de Clube da Luluzinha. Era
muito legal o clube na casa da Leda e Sylvia.
        No final de 1971 eu e minha família mudamos para o Rio de Janeiro, onde morei por um ano e comecei a me soltar,  ir à praia e viajar com amigas
e amigos, muitos bailes, enfim, foi quando comecei minha adolescência, como também foi uma época inesquecível para mim. Lá convivia todos os dias com a
Lúcia e a Jacira e aprontávamos muito. A Lúcia casou-se com um argentino e hoje mora em Tucumã. A Jacira continua morando em Ipanema e somos muito amigas
até hoje, ainda mais agora com o facebook!!!
        Em 1973 voltei para São Paulo, mas como nossa casa da Rua Inhambú estava alugada, fomos morar na Rua Pavão, bem em frente à casa do Marco, hoje
apelidado de Touché, por quem também fui apaixonada, mas não correspondida como sempre.

        Os próximos capítulos vou mandando, conforme a inspiração.

Escrito por Mariângela Miller Porto

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Turma da Pracinha
 
Encontro 11/02/2011
 
 
M.Silvia Correa Kairalla, Altivo Ovando(vivo), Beto Coimbra, Marcelo Freitas Guimarães(fogueira)
 
 
Renata Cardia, Beto Coimbra, Marina Lebovits Barreto   

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Turma da pracinha

Encontro 11/02/2011
Mariângela Miller Porto,Ana Maria Saguas, Nelson Freire, Fabiola Bergamo, Beto Coimbra
Altivo Ovando(Vivo), Eliana Ponte, Mariângela Miller Porto