sexta-feira, 1 de junho de 2012

                                     CONCERTO  PELA  VIDA                    

                             EM  PROL   DO HOSPITAL DO CÃNCER                  
                                              AC     DE CARVALHO                

                                    
                                  TEATRO     MUNICIPAL  DE SÃO PAULO
                                                Praça  Ramos  de Azevedo
                                            de 20 de junho de 2012, às 20:00h
                              




                                 
                                                                                  

                                                                                                   
                          Orquestra  ALLEGRO: regência: Maestro  RENATO MISIUK

                                    Participações:    Giovanna Maíra e Brenner  Bianco

                                              TENOR:   JORGE  DURIAN



maiores informações: (11) 31728388       (11) 40968428


                                      
                                                                 
                                                    

                                                        

                                                        
                                              

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Na Alameda dos Nhambiquaras


Na Alameda dos Nhambiquaras esta residência cercada por todos os lados do comércio local e de alguns prédios, ainda resiste!


                                                                        

        Marcia Ovando                                                        

sexta-feira, 25 de maio de 2012

CONCERTO PELA VIDA





                        TEATRO    MUNICIPAL   DE  SÃO  PAULO                           

                                     DIA 20/06/2012   às  20:00h

                                     TENOR:  JORGE  DURIAN


                                                               

                                                                 
                                                                      

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Moema e alguns dos seus prédios na década de 60

Prédio da Avenida dos Imarés  quase esquina  da Avenida Ibirapuera
No andar térreo tinha um salão de beleza bem conhecido,onde minha mãe dona Tina ajeitava os seus cabelos  e cuidava de suas unhas!


Prédio da Avenida Cotovia esquina da Avenida Jauaperi
Neste prédio morava dona Laura professora de uma das minhas irmãs




Prédio da Avenida dos Maracatins esquina com a Avenida Moema
Nêste prédio moravam os irmãos Margarido, colegas do Colégio Estadual Alberto Levy



Marcia Ovando














segunda-feira, 14 de maio de 2012

Em Moema "A VIDA ERA BELA"


1939 – começa a 2ª guerra. Walter, operário, 19 anos e Maria, empregada doméstica, 16 anos, ambos moradores de Moema, que então chamava-se Indianópolis, não se conheciam e enquanto alguns jovens do bairro lutavam numa guerra que não era deles, suas vidas continuavam, apesar do fantasma de uma possível convocação.

 Em Moema havia um clube: o União de Indianópolis – uma sociedade com salão de baile e campo de futebol, este, na Alameda dos Maracatins. Foram seus presidentes nessa época, o Bigode e o Sr. Pinhão, dos quais infelizmente só lembramos os apelidos. Também havia o Antonio Saraiva, o Palha, que era diretor esportivo do clube.

Walter, o Meningite, apelido dado pelos colegas que se reuniam no Largo Franco, era goleiro do time de futebol e foi locutor do programa de calouros do clube, A Peneira, até que o substituíram por Jorge Frassati, melhor qualificado para ler os comerciais dos patrocinadores.

 O Mario Cozel, chefe da mecânica na Fiação Campo Belo, também jogava no time e tinha uma cunhada que no final do ano emprestava um piano para a final de gala do concurso de calouros, ocasião em que as lojas patrocinadoras ofereciam os prêmios aos melhores. (Esse Mario Cozel, era o pai do Mario Cozel Filho, aquele jovem que foi morto na explosão de um carro bomba, na porta do 2º exército, durante a vigência do AI-5. Ele servia o exército e estava de sentinela naquela hora. O jipe foi abandonado ali e ele foi verificar de que se tratava. Era um atentado terrorista e ele morreu. Aquela praça em frente ao QG do 2º Exército tem o seu nome e um busto em sua homenagem).

 Voltando ao União de Indianópolis, aos domingos o Narciso Vernise – o Homem do Tempo que todos conhecemos - irradiava pelo alto falante, as corridas de cavalo do Jóquei Clube, para os freqüentadores do campo de futebol. Um dia, durante um campeonato de várzea coberto pela Rádio Panamericana, ele foi notado e convidado pela equipe para apresentar,  naquela emissora, o programa sobre metereologia.

 O Ernesto Cinquetti, também fazia parte dessa turma e quando os pracinhas de Moema voltaram da guerra, ele mandou celebrar uma missa em ação de graças com a presença deles no campo de futebol da Fiação Indiana. Foi uma comoção geral!

Maria, freqüentava um cinema do bairro, acompanhada sempre pela mãe e pela melhor amiga – Nair. Não perdia um filme do Nelson Ed com a Janette Mac Donald – dramas cheios de sofrimento e música lírica. Muito bonita, Maria era comparada a atriz Mary Pickford.

 Durante as sessões de cinema, nas cenas mais tristes, ouviam-se estrondosas gargalhadas na platéia. Era um grupo de rapazes, o Jorge, o Ricardo e o Nêgo, que incógnitos, divertiam-se em ridicularizar o comportamento das choronas de plantão e à saída, ficavam nas portas, zombeteiros, encarando as moças de olhos vermelhos e lacrimejantes.

 Walter e Maria se conheceram nos bailes do União, namoraram e casaram-se em 1943. Enfrentaram juntos racionamentos, blckouts, desemprego e em 1945, no final da guerra, pouco antes de Hiroshima e Nagasáki, tiveram uma filha: eu.
 
texto e fotos enviados por Lidia Walder
 
 

 
 

sábado, 5 de maio de 2012

Minha mãe

Minha mãe Catharina, para sempre Tininha,Tina


                                                                      
                              Minha  mãe como você  faz falta na minha  vida!                        











terça-feira, 1 de maio de 2012

Para Debora Manes


Menina morena
Risonha meia mulher.
O que espera ali em pé?
Menina mulher
Morena e risonha
Procura sua vida
Na porta da fé....

texto e fotografia de Iara Schaeffer

                                                                 

sábado, 28 de abril de 2012

Moema década de 70




                                 FOTO   AÉREA  DO  INÍCIO  DOS  ANOS  70             
                                                            

A foto aérea do início dos anos 70 revela um desengonçamento adolescente: a cidade se desenvolvia rápido em alguns lugares, mas se esquecia de outros.
A avenida larga que corta a foto é a Rubem Berta, inaugurada pouco tempo antes, e o aeroporto de Congonhas aparece na parte superior esquerda. E os bairros dos dois lados da avenida contrastam bastante entre si. Moema, à direita, embora ainda sem nenhum prédio de apartamentos, já está bem moderna. Mas o Planalto Paulista, do lado esquerdo, com suas ruas de terra, uns terrenos baldios e o córrego Paraguai (no canto inferior), ainda mantém um certo ar interiorano.
O contraste se manteve até 1978, quando a gestão Olavo Setúbal canalizou o córrego e construiu sobre ele a avenida José Maria Whitaker – que por sinal é feia de doer

fonte: Martin Jayo, economista e professor da Faculdade Getúlio Vargas
foto reproduzida de skycrapercity.com

quarta-feira, 25 de abril de 2012

De Moema diretamente para o mundo da moda



Formanda Mayra Ovando Obara
Design de Moda / Centro Universitário SENAC

                                    
                                                          P  A  R  A  B  É   N  S!
                                                                              
                                                            

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Alameda Iraé

Vovó  Ida  Lippi : na moto modelo Jawa  os  seus netos Roberto e Renato.
Ao fundo a construção do Grupo Escolar César Martinez na Alameda Iraé
ano da foto: 1953

enviada por: Ronaldo Lippi

sábado, 14 de abril de 2012

Moema tem um semeador: Caetano Beccari

                                       O   SEMEADOR  QUE  MORA  EM  MOEMA
                                                                           
                                                                  
Morador de Moema defende o plantio de árvores frutíferas pela cidade como incentivo para a preservação da natureza

Caetano Beccari fez 87 anos em 2011 e como já o conheço há quase duas décadas, pude vê-lo um pouco mais jovem, embora como todos saibam juventude é um estado de espírito e nesse aspecto ele se mantém atuante e forte.  Beccari plantou em sua casa, acerolas trazidas pelo filho que visitou o Amazonas, em sua casa onde também há um caquizeiro e o mais interessante é que ele mora em Moema, movimentado bairro da capital paulista, onde os aviões quase esbarram a barriga no topo dos edifícios, e pilotos e aeromoças podem dar “tchauzinho” antes de pousar no Aeroporto Congonhas.
Costumo chamá-lo de ouvinte número 1 porque em 1993, apresentando um programa de rádio na madrugada, solicitava aos ouvintes para que ligassem e o primeiro a telefonar foi ele registrando sua audiência. Suas ligações sempre participativas passaram a ser constantes e certa vez ao enfrentar um problema de rouquidão, diante do microfone, recebi dele um pedido para que fosse até sua casa onde suas acerolas que ele dizia conter 30% a mais de vitamina C que qualquer laranja, aguardavam por mim. Fui ao seu endereço e me surpreendi, Avenida Miruna próximo da Maracatins, fundos do Shopping Ibirapuera.
Sua casa é uma visita ao passado com televisão e aparelho de som dos anos 1970 que ainda funcionam. Ele ouve discos em vinil e alguns em 78 rotações que encontram lugar para serem executados. Até seu carro, um antigo Fusca, traz nostalgia mas a localização do imóvel é que impressiona, porque resiste entre aos arranha-céus, mesmo sendo casa térrea, vizinha por sinal de outra onde funciona um restaurante no qual Caetano Beccari e sua esposa Irma, costumam almoçar para não terem mais que ir ao fogão. “Fiz de minha casa um pequeno oásis no meio desse deserto onde só há fumaça e automóveis apressados”, comenta. 

A residência de Caetano Beccari é o resquício do passado de um bairro que já teve chácaras, algumas ruas de terra e outras de paralelepípedo. Ele é do tempo em que Moema era bairro fabril, citando que no terreno do Shopping Center Ibirapuera funcionava uma fábrica de meias existindo ainda outras ao longo da avenida. “O bonde que seguia para Santo Amaro atravessava Moema e depois só parava em estações, porque do Campo Belo até o Largo Treze era zona rural”, explica para emendar em seguida que já fez de quase de tudo um pouco na vida. Foi aluno, por exemplo, da Escola Técnica de Aeronáutica que funcionou por uns tempos na Hospedaria dos Imigrantes e ali preparou soldados que lutaram pelo Brasil na Segunda Guerra Mundial. Beccari serviu na Força Aérea de 1945 a 1958, cuidando da manutenção e preparando motores para as aeronaves. Saiu oficial e depois trabalhou em fábrica de fios, oficina de automóveis, distribuição de doces caseiros, além de oferecer serviços de engenharia hidráulica a quem precise. 
Mas foi mesmo em 1992, um ano antes de se tornar meu ouvinte, que ele se aposentou para se dedicar à sua verdadeira vocação: plantar árvores. Desde então, já foram mais de mil unidades plantadas dentro da cidade de São Paulo, a maior parte em canteiros do Hospital da Aeronáutica, no Campo de Marte. A maioria é de mangueiras estando algumas já altas em um terreno da Infraero lá em Moema, ao lado do shopping e bem perto de sua casa.
Tenente reformado da FAB ele circula com desenvoltura no meio militar e onde aparece um espaço, entre um quartel e outro, lá vai ele plantar uma árvore e até mesmo no Aeroporto de Cumbica já plantou, mantendo “suas filhas” catalogadas, segundo espécie e localização, em um livro de anotações mantido por ele.  Sua maior área de plantio, entretanto, é mesmo no Campo de Marte, em Santana, onde cultivou mais de 340 unidades. Mas já semeou também em escolas, praças e condomínios. “Basta me chamar que eu levo a muda, pá, enxada, ancinho e regador”, avisa porque depois não quer dar trabalho ao interessado pedindo ferramentas. Antes de plantar, Beccari costuma fazer uma breve exposição de como se preservar a árvore e se convidado, também faz palestras encorajando outras pessoas a seguirem seu exemplo em nome da natureza.
Plantando foi que descobriu o gosto pela natureza ainda criança, na fazenda da família, em Santo Antônio da Posse, cidade onde nasceu, no interior de São Paulo auxiliando os pais na lavoura. Morou com eles até os 19 anos, depois veio para São Paulo, no ano de 1943, entrando para a Escola Técnica de Aeronáutica, mas nunca perdeu o hobby da jardinagem. Em sua casa, no canteiro de entrada, tem pau-brasil, erva-doce e acerola, “para encher os olhos dos vizinhos”, diz ele orgulhoso por sempre receber a visita dos moradores próximos e de estar sempre disposto em auxiliar quem quer que seja. A casa de Caetano Beccari não tem muros altos. Mantém os mesmos gradis que instalou na década de 1970. “Só faço o bem e acho que até os ladrões me respeitam”, diz sorrindo. Quisera todos pudesse envelhecer assim.
O botânico Gregório Ceccantini, do Departamento de Botânica da Universidade de São Paulo (USP), informa que é preciso conhecer a espécie antes de plantar, para que não cause problemas, como desequilíbrios ambientais ou a quebra de calçadas com suas raízes. A Prefeitura não recomenda o plantio de árvores por munícipes em locais públicos e para isso é preciso uma licença especial.
texto e fotos do jornalista e escritor  Geraldo Nunes

domingo, 8 de abril de 2012

Rua Pariquera-açu

Rua Pariquera-açu ,rua pequenina entre a Avenida dos Eucaliptos e Avenida Cotovia.Assim como muitas ruas de Moema um dia já foi bem tranquila , gostosa demais para as brincadeiras de amarelinha.Numa das casas da rua, quase em frente a esta casa tôda florida morava um menino que eu achava o máximo, pois êle sabia andar de bicicleta,por um longo tempo, sem colocar as mãos no guidon!Para mim era mesmo o máximo!
Marcia Ovando

quinta-feira, 29 de março de 2012

Ônibus Moema



                                                   AUTO  VIAÇÃO  MOEMA



Adolpho Aquilino comprou a Auto Viação Moema no final de 1963 e em 1972 vendeu a empresa/reprodução das fotos de Adamo Bazani

.....................................................................................................................................................................
                                                               ......................
Quando o ônibus Moema parava no ponto em  frente ao Colégio Estadual Professor Alberto Levy, na Aveinida Indianópolis, em questão de minutos  quase que lotava, praticamente  só com  os alunos   e os
professores do colégio.
Entre muitos risos,namoricos, fofoquinhas e cochichos e, também com a distribuição de  olhares mais sérios de alguns professores  o ônibus seguia o seu percurso.Consigo lembrar de alguns amigos e professores: na altura da Avenida Maracatins  esquina da Avenida Moema desciam os irmãos Margarido e às vezes a professora de ciências dona Elza, na  Praça  de Moema e próximo à Praça desciam o Sergio, Rosana, Arturo, Ana, Maria Cezira,sua irmã Maria Rosires, Nelsinho e pelo menos uma  ou outra vez a professora de história  dona Lucília ,também descia na Praça, mais adiante  o Victor, Nicoleta e alguns professores,acho que nesse ponto também descia a professora de latim Maria Lucia ,mais para o final da rua descia o Marcio, na Rua Canário quase esquina da Rua  Pavão descia a Cristina e no final da Rua Canário com a Rua Gaivota  desciam quase que os últimos passageiros: minha irmã Maria Mercedes, eu e, também a professôra de francês dona Carmem.

texto de: Márcia Ovando
                                                       

....................................................................................................................................................................

Prá quem não lembra, os ônibus da viação Moema eram verdes-brancos, com detalhes vermelhos....faziam a linha Moema- Praça da República.Tinham seu ponto inicial lá no fim da Rua Canário, seguiam por ela até a Lavandisca, entravam na Av,. Ibirapuera, à direita na Av.Moema,à esquerda na Maracatins, aí ingressavam na Av. Indianópolis até a Jabaquara, seguindo por ela, Domingos de Morais, Vergueiro, Av.Liberdade até o centro velho, de onde chegava à Praça da República. O interessante é que na Canário, Moema e Maracatins, seguiam sentido inverso da atual mão de direção quando iam para o centro e na Lavandisca quando voltavam... Eu usei essa linha algumas vezes quando  trabalhei na Praça da Liberdade, às vezes saia cedo de casa e ao invés de pegar  o bonde, tomava o Moemão....

Ronaldo Lippi
                                                                          

segunda-feira, 26 de março de 2012

REVISTA ATITUDE

                                                                             
A jornalista Anna Carolina  entrou em contato comigo ,pois a revista gostaria de saber sobre o blog já que a edição do mês de março seria sobre o bairro de Moema.  Gostei  da  matéria. Um ano do blog,adorei a comemoração! Obrigada a todos que de uma ou outra maneira contribuem com o moemadetantashistorias.blogspot.com!

quarta-feira, 21 de março de 2012

..diretamente da Avenida Macuco

  BOLO DE MAÇÃ



Há quase 15 anos, recebemos este bolo no momento em que nossos corações estavam super apertadinhos. Veio para adoçar nossa tristeza e nossa família sentiu o conforto necessário e docinho.
Desde então, ofereço as pessoas para que sintam a leveza, entendimento e otimismo para viver!
Este post, dedico a minha irmã May, com muito carinho.

Bolo de maçã com casca

1° parte:
Coloque no liquidificador cascas de 2 maçãs, 3 ovos, 1 xícara de óleo, 1 xícara de açúcar, 1 colher (café) de canela em pó. Bata bem!

2° parte:
Corte as maçãs em pedaços não muito pequenos, coloque na vasilha e despeje por cima 2 xícaras de farinha de trigo, misture bem, acrescente 1 xícara de uvas passa, torne a misturar, acrescente 1 xícara de açúcar, 1 colher (sobremesa) de canela em pó e 1 colher (sopa) de fermento. Misture e acrescente o que está batido (1° parte). Misture bem!

Unte a forma com manteiga e farinha de rosca. Forno médio por 45 minutos.
Sirva com sorvete ou chantilly! Hummm!
Observação! Polvilhe o bolo pronto com açúcar de confeiteiro e canela em pó!

Prontinho!






enviado por :  Marta Ovando Obara
                       blogtucha.blogspot.com.br

                                           
                                                                                            

segunda-feira, 19 de março de 2012

Ronaldo Lippi passeando por Nova York

NOVA  YORK  CITY
fevereiro  de 2012



Time  Square
Ronaldo, sua esposa Marcia e seu filho  Ronaldo


Central   Park
Marcia e  Ronaldo


Edificio  DAKOTA


Em frente ao Edifício  DAKOTA
"onde  John Lennon  foi tirado  de nós"


Marcia,Ronaldo e Ronaldo
Memorial World Trade Center


Nova Torre  no local do  WTC


Manhatan vista do Empire State ao fundo a Nova Torre
do WTC  e  lá longe  a Estátua da Liberdade



fotos enviadas por: Ronaldo Lippi

sexta-feira, 16 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

...ah! está faltando um  bom café!
REVISTA  ATITUDE  SÃO PAULO

UM  POUCO  DA  REPORTAGEM QUE FALA SOBRE  ÊSTE BLOG

Moema grandiosa também pelos seus índices

O luxo dos prédios e o glamour das lojas, dão lugar à simplicidade das lembranças, como “o senhorzinho que vinha todas as tardes vender o pão doce para o lanche” ou mesmo “a turminha do bairro, uma bagunça só! Todo final de tarde, as brincadeiras. Barra manteiga, amarelinha, perna de pau, pula corda, estátua, boca de forno, guerra de mamona, as primeiras e tímidas trocas de olhares entre os meninos e meninas”. Essas são as lembranças de Márcia Ovando, de 62 anos. Moradora do bairro quase a vida inteira, hoje ela mora fora de São Paulo, mas alimenta a memória de Moema em um blog que, na verdade, é bem colaborativo, pois nele há textos de sua autoria e de vários outros moradores, que, de um jeitinho ou de outro, ajudaram na transformação e na conservação de Moema, juntamente com suas famílias e que têm a oportunidade de escrever seus relatos, tristezas e alegrias com relação ao lugar onde moram. As mudanças do bairro ficaram marcadas em suas histórias, como a de Mariângela Miller Porto que se recorda da interferência que o Córrego da Traição teve em sua infância, quando o mesmo foi canalizado e transformado na Avenida dos Bandeirantes. “Foram anos de obras, o sossego acabou, assim como nossa casa da árvore, nosso cantinho à beira do córrego, com banquinho e tudo, os cavalos sumiram, enfim, era o progresso chegando”, relembra Mariângela. “Ajeitar uma tábua no córrego onde hoje é a Avenida dos Bandeirantes para atravessar com a bicicleta e ir passear do outro lado”, também era uma aventura e tanto para a escritora do blog Moema de Tantas Histórias, Márcia Ovando. Para ela, o bairro é especial porque nele ainda vivem muitas famílias antigas e que é possível encontrar pessoas queridas. “É possível tomar café na casa da dona Irany, bater um bom papo com dona Stella, e assim por diante”, declara Márcia. Lídia Walder, também compartilha lembranças especiais, quando conta que “na rua Arapanés, moravam meus avós, meu tio, a dona Tegna, uma judia que jogava no bicho todos os dias e tricotava luvas de linha finíssima, enquanto conversava com vovó”. O bairro de Moema é assim, grandioso pelos seus índices – moradores com alto poder aquisitivo, maior nível de escolaridade, menor taxa de homicídios na cidade e um dos primeiros lugares no ranking em lançamentos imobiliários de alto padrão, mas também é pequeno e aconchegante pela proximidade dos moradores; pelo Largo de Moema, que cerca a Igreja Nossa Senhora Aparecida e dá um ar de interior no entorno da região (aos domingos tem uma feirinha bem bacana); e pelo Parque do Ibirapuera, que abraça aquele pedaço da cidade com árvores, sombras frescas, um lago e áreas de lazer.

março /2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

Heitor Villa Lobos

  
homenagem do google/aniversário de 125 anos de Villa Lobos



Trenzinho Caipira

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rolar
Lá vai  ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrêlas a voar
No ar no ar no ar no ar no ar
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrêlas voar
No ar no ar no ar

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Prá você.....

Tirei alguns dias de descanso, descanso da leitura, dos bordados, das costuras,  dos desenhos, dos  escritos,das fotografias que tanto curto, tentei tirar um descanso acho que de mim mesma. Caminhei muito por muitas ruas e poucas avenidas, às vezes em passos acelerados e outras ...em passos bem lentos. Em dias de sol e em dias de  garoa.....caminhei, caminhei!
Estou sim num momento difícil da minha vida, desses momentos em que a alma  sente dor, chora e que o coração de mãe se desespera ,mas nada consegue fazer a não ser bater forte e na maioria das vezes descompassado.
Êste blog foi feito com carinho enorme porque acredito que os momentos vividos formam a colcha de retalhos de nossas vidas, assim como as fotos e os fatos, mas neste exato momento não consigo continuar ....
Continuarei postando os comentários e, também as histórias enviadas.
E espero logo estar de volta.

Um grande abraço

Marcia Ovando


24.000 visitas

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL!


DESEJO A TODOS OS AMIGOS E SEGUIDORES DO BLOG UM FELIZ NATAL E QUE OS SONHOS MAIS DESEJADOS VENHAM  EMBRULHADOS EM CAIXAS ESPECIAIS, COM LAÇOS DE CETIM....
TRAZIDOS PELO BOM VELHINHO PAPAI NOEL!
UM GRANDE ABRAÇO

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Velhas festas de fim de ano

Volto à minha antiga casa que não mais existe. Mas existe em mim! Portanto, não preciso de chave. Basta girar a maçaneta e entrar.
Gostaria de precisar um fim de ano específico, mas todos os anos entre 1950 e meados dos anos 60 foram sempre iguais e felizes...
Alternadamente, entre os meses de outubro e novembro, meus pais, meus avós iam à Cidade para comprar os presentes de Natal. Saíam às escondidas e – mistério – voltavam para casa carregando pacotes  e iam diretamente para os seus quartos.
No final de novembro iam à Rua 25 de março comprar uma nova guirlanda para a porta, algumas bolas, enfeites e festões para a árvore de Natal. A tradição rezava que era preciso acrescentar a cada ano um novo enfeite à árvore. Compravam também um enorme pacote de algodão para “fazer neve”.
No início de dezembro, vovô, papai e tio Amedeo iam a Itaquera comprar o “Pino” (pinheiro) que, em casa era colocado em uma grande lata de óleo “Sol Levante”.
Seis de dezembro começava o Natal! Alegria e ansiedade...
O pinheiro era colocado em um canto da sala de jantar. A lata de óleo era coberta por uma camada de papel-crepom verde e, sobre ela, uma camada de celulóide amarelo e laços de fita vermelha.
Um a um os enfeites e adereços eram dispostos na árvore. Cabia ao vovô colocar a ponteira, enquanto meu pai fixava a guirlanda à porta de entrada.
A segunda etapa da noite foi forrar o tampo da “credenza” (aparador) menor com feltro e sobre ele colocar um espelho, onde foram dispostas as figuras do nosso pequeno presépio.
Tudo pronto para o Natal! E eu começava a esperar pelo dia 25, que parecia estar a mil anos-luz longe de mim...
Vinte e quatro de dezembro. Eu andava pela casa prestes a ter um ataque de ansiedade. Veio a noite e nonno e nonna, após o jantar, arrumam-se para ir à Missa do Galo.
Não comemorávamos a véspera. Lá pelas dez da noite, mamãe, esperta como uma raposa dava-me duas fatias de rabanada e uma caneca de  gemada “carregada” com conhaque e me levava para a cama. Meia-noite meus pais colocavam os presentes sob a árvore e iam dormir.
Manhã do dia 25: -“A sveglià’ miei maialini! È già Natale!” (Acordem meus leitõezinhos! Já é Natal!) – gritava o meu avô, batendo uma contra a outra, duas tampas de panela. Segundos depois eu e meu irmão em pijamas, o molecão tio Amedeu, em camiseta e cueca, atacávamos os presentes sob a árvore.
Em casa o almoço de Natal era da família e também dos filhos que Nossa Senhora nos mandava. E quase todas as famílias os recebiam.
Os “filhos de Nossa Senhora” eram os imigrantes solteiros (Italianos, espanhóis, gregos, portugueses) que, sem ninguém, sem família estavam aqui em busca de melhores dias. Moravam nos quartos de pensão ou nos cortiços e acabavam “adotados” pelas famílias da vizinhança. Era enternecedor ver todas aquelas “mammette” (mãezinhas), com lágrimas nos olhos, recebendo os filhos de Nossa Senhora. De dor da separação elas entendiam. E muito!
Após o almoço, a confraternização. Era um “vattene viene” (vai e vem) de vizinhos, amigos, parentes e aparentados. Música, festa e vinho. Na rua, a molecada exibia os presentes que ganharam...
O Ano Novo tinha a véspera com sua ceia e seus fogos. Tinha a Corrida de São Silvestre e o barulho ensurdecedor das buzinas dos carros e dos apitos e sirenes das fábricas. A ceia era farta. Tanto que sobrava muito para o almoço de Ano Novo. E era tradição da nossa família engolir três grãos de “melagranno” (romã) para que sempre estivéssemos juntos. Os espanhóis comiam uma colher de “lentejas” (lentilhas).
O almoço do primeiro do ano era igual ao do Natal.
Feliz Ano Novo! Agora, era só esperar pelo Dia de Reis...
Eu e todas as crianças, na véspera de Reis, colocávamos os nossos sapatos à porta, fora de nossos quartos, à espera de presentes (balas, confeitos, chocolate, etc.) Ninguém colocava mais os sapatos à janela, pois havia o receio de que fossem roubados. Os espanhóis colocavam capim dentro dos sapatos, para alimentar os camelos dos Reis Magos. Em agradecimento os reis deixavam presentes.
Dia seis! Após o almoço, a sobremesa era o Bolo de Reis que, além de delicioso, trazia brindes em seu interior. Depois do “Magnificat” (Hora da Ave Maria – Seis da tarde.) começávamos a desmanchar a árvore de Natal e o presépio. E também, começar a sonhar com o próximo fim de ano...
É hora de partir. Saio silenciosamente dessa minha casa que não mais existe, mas que ainda existe em mim e fecho a porta calmamente. Olho para o chão e em frente a ela ainda está o velho capacho que sempre dizia a todos “Bem-Vindo”. Capacho verdadeiro. Não como os muitos capachos que mascaravam a hipocrisia daqueles que Mal-Recebiam os seus parentes e amigos.
Fecho o portão e caminho de volta à realidade sentido o perfume da Dama da noite que florescia no jardim... Floresce ainda em mim...

texto enviado por:  Wilson Natale








...




terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Memórias de Natal

                                                          



Natal para mim sempre foi motivo de festa, acho que o motivo de eu sempre ser assim sempre foi o meu pai que era um festeiro por excelência! Tudo era motivo de festa, a partir de dois convidados já tinha sarapatel, miúdo de frango, cerveja e muita música…

Então Natal era mais um motivo de festejar, tudo sempre foi com muita alegria muita música e muita comida, embora a situação financeira da família nunca tivesse sido das melhores!

Buscando na minha memória eu lembro alguns Natais e um em especial...

Lá pelo ano 67 eu comecei a me interessar por instrumentos musicais, queria apreender a tocar piano. Eu tinha uma amiga na época que morava na Chibarás que já tinha uma vivência de piano e resolveu me dar algumas aulas. Mas não gostei da coisa. Eu queria apreender em um dia e já sair tocando, nem que tivesse sido uma valsinha. Mas aquele negócio de ficar repetindo notas musicais cem vezes e não sair nenhuma melodia sequer não era pra mim. Eu queria tocar!!! Quatro aulas depois eu desisti. Fui para o violão, e fiquei apaixonada pelo violão. Acho que era coisa da época, a guitarra tinha lá sua influência.

Lógico que o meu pedido de Natal era um violão. Saímos cedo para o centro e fomos até a Eletroradiobraz, Sears, Mappim, Mesbla a procura de um violão. Gente!  Eu tinha uns 14 anos e já não acreditava mais em Papai Noel não! Fomos de loja em loja à procura do violão certo. As marcas melhores eram Di Giogio e Gianninis, experimenta daqui experimenta de lá ,quando vi na Mesbla um Giannini que era minha cara, lindão: todo branco! Não  quis nem saber  de nada, acústica , peso, som, nada só daquele violão branco!!!! Logicamente, o preço era diferente, muito mais caro do que os meu país podiam pagar e ainda tinha o presente da minha irmã pra comprar. Mas eu não quis saber e queria aquele violão, então meus pais começaram a calcular repensar e pensar na opção da minha irmã, foi aí q eu vi uma bonequinha bonitinha no canto da loja chamada Sissi, gracinha de boneca. “olha mãe é do filme a princesa Sissi, ela vai gostar” (e muito mais barato que o meu violão) e foi aí que eles decidiram comprar a boneca, afinal um violão era um investimento para a musicista que eu iria me tornar!

Natal chegou e debaixo da minha árvore de Natal prateada tinha dois pacotes o meu violão branco e a boneca da minha irmã! Eu já sabia o conteúdo do meu, mas minha irmã não. Eu abri o meu e saí toda feliz a minha irmã abriu o dela e não gostou nada de nada do dela. Afinal o meu era maior e mais reluzente. Mas eu nem liguei, pois afinal de contas um ano antes ela tinha ganhado uma bicicleta e eu uma boneca... e essa é outra história pra contar!!


texto enviado por: Iara Schaeffer

domingo, 18 de dezembro de 2011

Um Natal diferente

Não sei se o "peso na consciência" altera os dígitos na balança, mas como ocorre quase todo final de ano, pelo menos comigo, que me pego admirada toda vez que recorro à data com um: "nossa já estamos quase no final do ano, como está passando rápido; preciso me organizar se não acabarei perdida nos afazeres...", e assim começa a maratona para se chegar ao “podium” no dia 31 vindouro com ar cansado e um largo sorriso, abraçando e desejando um feliz 2012 a todos.

“Well, well, well”, assim dizia Sherlock Holmes ao seu fiel escudeiro Watson e com gestos mansos e olhar distante talvez aconselha-nos que deveríamos fazer o que fosse possível, apenas o possível. E dando veracidade a esta mensagem lúdica prometo que farei apenas o possível, mas qual dentre tantas coisas, escolherei as mais importantes ou pelo menos as que não me deixarão constrangida em 2012.

Silencio e volto meu olhar através da janela do meu quarto e contemplo as copas verdes das árvores que se iniciam nas quadras do Clube Banespa e se estendem até a Chácara Flora, e na insistência desse olhar me deixo ficar e perceber que este ano, eu não tenho o que... E sim, fazer o que de fato vai me dar prazer.

Podemos começar pelos presentes a serem comprados e que iniciam já em novembro em listas de cunho profissional, social e familiar. Reuniões e encontros mil e tudo isso acompanhado do trânsito caótico, do estacionamento impossível e da chuva torrencial da nossa querida São Paulo.

E o que dizer dos almoços/jantares com as turmas de grupos queridos, cujo rateio da conta lhe causa náuseas, pois na alegria do reencontro ficou na unidade do suco e no belisco da comida e distante da turma do barril. Amigo secreto, ah! Quem será que inventou esta modalidade de se presentear, já que boa parte dos participantes sai com cara de desagrado com a lembrança em punho, maldizendo o tanto que investiu no seu e que foi dado a quem nem ao menos conhecia direito.

Resolvido está, este ano confeccionarei boa parte dos presentes, pois a minha satisfação será imensurável. Não há maior alegria, para mim, do que adentrar em qualquer loja de materiais para confecção de peças de artesanato. Dou-me o direito prazeroso de olhar as novidades na arte da criação.

Miçangas, aviamentos, botões, tintas, cola, retalhos, pincéis, adesivos e guardanapos, sim para as artes em “decoupagê” e, na riqueza das idéias, olhar com ar maroto e dizer baixinho:
- “Esse vou fazer para a fulana, ficará a cara dela. E este com certeza o meu amigo vai achar um desbunde. Ah! essa peça será uma réplica, pois a quem ofertarei não se cansa de admirar a original que tenho em minha sala de estar”.

E assim me dando o direito de me liberar de atividades, que pelo menos neste ano que se finda, não sinto espontâneo prazer, antecipo um Feliz Natal a todos e recebam o Ano Novo com aquele abraço.

texto enviado por: Rita Cássia Oliveira

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Mais uma vez é Natal.......

                                                                           

...e como em todos os anos, me reporto à infância, onde o Natal era o que de melhor a vida podia oferecer.

Mesmo sendo meu pai operário de fábrica e minha mãe uma modesta dona de casa, sempre tivemos natais maravilhosos, plenos de fantasias, desejos realizados e com profundo significado.

De nossos poucos vizinhos, éramos as únicas crianças que acreditavam em Papai Noel. Meus pais não tiveram medo de correr o risco e contemplar-nos com essa fantasia.

Quando o fantasma do desemprego instalou-se em nosso lar e parecia que pela primeira vez o Natal seria diferente, eles, com sua criatividade e amor garantiram a realização de nossos sonhos.

Meu pai, na pequena oficina de meu tio, trabalhando noites a fio até altas horas e minha mãe, segurando-nos dentro de casa, para que não “atrapalhássemos” o trabalho dele, garantiam os presentes.

Na manhã da Grande Festa, debaixo de nossa árvore (de cipreste vivo), aguardavam-nos exclusivos brinquedos confeccionados com madeira, tecidos e outros materiais que circulavam em nossa casa. Papai Noel trouxera. Não sei como, mas não duvidávamos disso.

Acho que meus pais, em sua simplicidade, entenderam o verdadeiro sentido do Natal. Burlaram as dificuldades, os apelos consumistas e as crises domésticas formando em nós, graças à força de seu amor, um conceito sólido sobre o significado dessa festa e da própria vida.

Este ano, já arrumei a árvore nesta casa que é a de meus pais, pela primeira vez sem a participação da minha mãe, mas toda dedicada a ela em memória de todos os magníficos natais que me proporcionou.
 
texto e foto enviados por: Lidia Walder
 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal para a irmã

Hoje você ligou para mamãe perguntando se ela queria a sua árvore de Natal, pois uma nova daria mais vida a sua sala de estar. Mas onde colocá-la nessa casa tão pequena? Com isso, acordei sabendo que já é Natal novamente e que a sua árvore vai enfeitar a casa da nossa irmã caçula.

O primeiro enfeite de Natal daqui de casa foi comprado pelo papai na Rua 25 de Março. Uma frase escrita em letras grandes e feita de papelão, com detalhes nas cores vermelha e verde. Abria-se como um leque e era colada de uma ponta a outra da porta com os dizeres "Feliz Natal". Pronto, o espírito natalino contagiava a todos e sabíamos, como crianças espertas, que algo de bom aconteceria nos próximos dias.

Depois, quando você estudava no ensino médio, saía atrás de galhos secos para serem recobertos de algodão e decorar com aquelas minúsculas bolinhas que se quebravam ao menor toque. Foi a mais simples e talvez a mais bonita que já enfeitou a nossa casa. Tentei fazê-la nos outros anos com bolas maiores e, sempre que dava um vento, ela caía no chão e lá se iam todas as minhas economias.

Mais tarde, uma vizinha nos deu uma de alumínio tão usada que parecia ter saído de um filme de terror. Mesmo assim, consegui dar um jeito e com o cuidado de sempre colocar um peso na sua base para que não fosse ao chão.

Nos dois anos seguintes, a mamãe resolveu apenas pregar na parede cartões de Natal recebidos de várias partes do país. Sempre vinha o da tia Maria com o Tio Uchoa, o do Ró, da Cadá e de vários amigos políticos do papai, sendo o de um certo senador o mais importante. Nesse tempo eram comuns os cartões, coisa que nenhum e-mail hoje em dia será capaz de preencher.

Teve um ano que mudei radicalmente e enchi todo o teto da cozinha de bolas de todos os tamanhos e cores. Nunca esqueço a cara de espanto das pessoas quando chegavam e olhavam para as telhas.

No dezembro seguinte fizemos a festa no quintal. O pé de bulgari e o de espirradeira ficaram cobertos de luzinhas que piscavam sem parar. Agora lembro quantos Natais você não esteve presente.

No outro ano a casa vizinha estava desalugada e resolvi colocar trinta lâmpadas coloridas no pé de laranja alheio. A visão que tínhamos da cozinha era a mais linda possível. Saiu caro, mas todos adoraram. Como as luzes chinesas estavam em todo lugar e eram vendidas nas lojas de R$ 1,99, enchemos a cozinha e assim foi mais um ano.

Depois, mamãe ganhou um presépio minúsculo, que a cada ano se perde uma peça. Com ele, estamos até hoje. Recentemente a nossa querida irmã do meio nos deu um novo, mas de tão minúsculo desconfio que o menino Jesus ainda esteja no ventre da Virgem Maria. Às vezes, ela insiste em colocar aquele pisca-pisca do ano anterior e que de 100 luzes apenas dez se acendem. Em torno do quadro da Santa Ceia fica aquele emaranhado de fios retorcidos. Não que tudo isso seja bobagem. Foi parte importante em nossas ceias, em nossos almoços e tenho certeza que fomos felizes.

Desejo o melhor Natal do mundo para todos nós e quem sabe um dia eu finalmente consiga realizar o sonho de ter uma linda árvore de Natal no canto da sala.


texto enviado por:Sergio Emiliano