quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

6:40 h em Moema







Moema, dia 23 de janeiro de 2013, às 6:40h

foto de Ruy Villani
                                                                     

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tragédia em Santa Maria sob o olhar do músico Ronaldo Lippi ,da Banda Hot Rocks



Terrível a tragédia que atingiu o município de Santa Maria e a todos nós. Fico pensando e lembro que poderia ter sido em qualquer lugar, até em um dos bares onde costumo tocar.Alguns poucos deles tem em seu quadro de funcionários uma brigada de incêndio e esses devem ser valorizados,mesmo que isso não seja a garantia absoluta de que esse tipo de fato não possa ocorrer.Agora com em todas as tagédias,começam a procurar os culpados.Foi o cara da banda que acendeu fotos que deram início ao incêndio, foram os donos da boate que permitiram que se usassem artefatos desse tipo em um ambiente potencialmente perigoso, foi o cantor da banda que não soube usar o extintor de incêndio,foi o responsável pela manutenção do extintor,foi a direção da boate que permitiu super lotação,foi o responsável pela decoração da casa e pelo uso de materiais inflamáveis, foram os seguranças que  impediram que as pessoas deixassem o local sem pagar as contas,foram as autoridades que deram alvará de funcionamento para um local sem  equipamentos de segurança necessários,foi a falta de sprinklers, foram legisladores que não criaram leis específicas para impedir esse tipo de fato...
Enfim,nunca vai se saber quem são os culpados.Foram todos esses, ou nenhum deles. Foi apenas uma fatalidade ou uma tragédia anunciada.Não importa.Ninguém vai trazer os jovens de volta.
Eu cá com meus botões,fico analisando a situação,e percebo que a culpada é a loucura.
Nós estamos vivendo um momento onde a palavra de ordem é a loucura.Quem promove eventos, seja em casas fechadas ou em espaços abertos,usa a loucura para faturar.A loucura de ganhar dinheiro é a primeira.Quem sai na "balada" não pretende apenas passar algumas horas agradáveis,curtindo uma boa música ou um bom papo com os amigos,sai para a locura... quanto mais "loko"  melhor. Quanto mais bêbado conseguir ficar,mais "loko",melhor...
A música, que tem sido minha profissão em quase meio século ,deixou de ser o foco,passando a ser apenas um elemento provocador da loucura. Nós,músicos, ficamos reféns da loucura.No meu caso  específico,neste momento, tocando rock,somos obrigados a apenas agitar,pois músicas mais calmas não atendem a necessidade da loucura. Quando ousamos em tocar alguma coisa mais sossegada,recebemos críticas imediatas, tendo do público quando dos responsáveis pelos locais onde estamos tocando.Então trabalhamos no fio da navalha.Não podemos mesclar diferentes tipos de rock.E não podemos "botar prá quebrar" sob pena de criarmos conflitos entre os presentes,quando a loucura atinge níveis insuportáveis,gerando brigas, confusões e comportamentos inadequados,mas tendo que manter o som "loko".Isso ocorre não apenas onde se toca rock.Baladas tecno eletrônicas ridículas tocam a mesma música insuportavelmente alta durante toda a noite sem parar, para manter a loucura em níveis absurdos regada a ecstasy e todos os tipos de bebidas,casas country-sertanejas universitárias adotam o som arrasta-pé sem moderação com quantidades estúpidas de álcool sendo ingeridas, onde o pagode é tocado,ninguém pode ficar apenas curtindo o som, todos tem que participar o tempo todo cantando aos berros acompanhando as coreografias e os coraçõezinhos,sempre com muita loucura e álcool  rolando solto,os shwos de axé e carnaval sem comentários:AÊ  GALERA!!!!!!!!!!! aos berros tem que ser repetido milhaares de vezes pela vida afora para os bêbados permanecerem no êxtase da loucura, os bailes funks,seguem em recintos fechados ou praças públicas demonstram a que ponto a loucura pode chegar, com meninas de 12,13 anos , de classe baixa ou milionárias dançando lascivamente obras primas da loucura da imbecilidade humana como: senta na cabecinha,senta na cabecinha....no norte e nordeste os forrós seguem a mesma tendência dos excessos de locura, o mesmo
acontecendo lá pras bandas do sul,onde os  bailões gaúchos tradicionais no CTGs deram lugar a baladas  louquíssimas,como o vaneirão sendo substituídos pelo "tchê music" em casas noturnas onde a loucura é o foco, e não as prendas em suas danças e trajes típicos...
Está na hora de alguém tomar providência. Não apenas em relação às regras e atitudes para impedir que fatos trágicos como esse voltem a se repetir,isso é óbvio. Com certeza,nos próximos meses a fiscalização vai ser incrementada, políticos aproveitadores vão criar mais leis rigorosas sobre o assunto  apenas para aparecerem na mídia, leis que nunca serão cumpridas,alguns locais serão fechados,outros farão obras visando esse lado da segurança,mas enquanto a loucura não for contida,a possibilidade disso  ocorrer novamente sempre vai estar presente,nossos formadores de opiniões tem que mudar o comportamento.Chegou a hora de acabar com o domínio da loucura.Nossa juventude tem que perceber que não temos que viver todo dia como se o mundo fosse acabar amanhã,embora para alguns isso aconteça, como para as infelizes vítimas de Santa Maria.
Vamos deixar a locura restrita aos sanatórios e hospícios.Ninguém precisa de loucura para ser feliz.Vamos dizer não  à locura. Talvez não resolvamos todos os problemas,mas  é um começo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Igreja São Benedito


Hoje na Igreja São Benedito eu não estava sòzinha !

Marcia Ovando

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Lidia Mazzarolo Galdieri

                                             
                                                                                                                        
                                                             PARABÉNS

                                                            CEM  ANOS ! 

                                           LIDIA   MAZZAROLO  GALDIERI

                                                             

Lidia  Mazzarolo Galdieri  morou durante muitos na Avenida Açocê. Viu seus filhos Sergio e Gilberto crescerem juntamente com o bairro de Moema. Quem passasse em frente a sua casa ,pelo menos, por alguns intantes parava para admirar suas rosas no jardim.

100  anos uma benção dos céus!

 Saúde, bons momentos ao lado de seus filhos e netos e...... muitos   chocolates!


Marcia Ovando


 




sábado, 19 de janeiro de 2013

Nasci em Moema


Em primeiro lugar,parabenizo à Márcia pela criação do blog.
Me chamo Marcelo, tenho 47 anos e nasci em Moema .Morei na Jandira e na Jurucê.
Estou há horas lendo o blog,tentando achar conhecidos,e, de certa forma, relembrando minha infãncia.
Resolvi comentar neste ponto*, pois li nomes que me soaram familiares Mario Cozel F., conforme dito agora por minha mãe, paquerou muito minha tia (irmã dela rsrssr).
O Cinquetti foi proprietário de um bar na Ibirapuera próximo ao balão do bonde, que depois pertenceu ao meu pai.Minha mãe acabou de comentar que ele(Cinquetti) sofreu um acidente feio com fogos de artifício e teve graves ferimentos em uma das mãos.
Meu nono cedeu parte dos fundos do terreno de sua casa na Jurucê, para que fosse ampliada a área do Caui/União.
Com relação ao Caui, meus pais comentavam que aprendi a nadar com menos de 1 ano na piscina do clube. Os amigos do meu pai,bêbados rsrsr, me jogavam na água, e eu tinha que me virar sozinho para emergir e voltar para a borda e alguém me pegar.
Penso que eu fui da última geração, que aproveitou Moema quando ainda se tinha terrenos baldios com mamoeiras pro estilingue, podia-se jogar bola na rua e andar de bicicleta sem o risco de ser atropelado,algumas calçadas eram de terra e podíamos jogar bolinha de gude, soltar pipa,etc...
Irei continuar seguindo o blog e torcendo para que  com o tempo, ache pessoas que não tive mais contato.
Mais uma vez parabéns e obrigado...

* referência ao texto :  Em Moema " A VIDA ERA BELA", de Lidia Walder


Marcelo

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Lembranças de Moema


Eu morei na Iraúna logo que nasci em 1975.Nessa época, a casa da Anapurus era do meu avô, êle morava lá desde 1950.A minha casa na Iraúna ficava na primeira quadra de quem vem da Avenida Ibirapuera.Lembro de dois vizinhos que eram amigos do meu pai, o Mendonça e a Tânia, que moravam do outro lado da rua e que tinham dois filhos já adolescentes. Êles tinham também dois cães da raça boxer.Quando nós mudamos para a Anapurus continuamos frequentando a casa deles, mas nada resiste ao tempo, e êles se separaram e mudaram de lá.
Lembro de um amigo do meu pai chamado Iran, êle morava perto na nossa casa da Iraúna,numa casa branca,de esquina,sem muros. Infelizmente não lembro exatamente em que rua ficava a casa dele,tenho que passar na porta para lembrar.Também não sei que fim êle levou.

Luciana Toledo
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Certamente que tenho muitas lembranças sobre Moema.Nasci na Iraúna,em seguida mudei para a Ilamônia onde vivi por mais 15 anos.Meu pai tinha uma imobiliária na Carinás e foi êle quem loteou e vendeu a parte do Jardim Novo Mundo (aquele pedaço entre as avenidas  dos Eucaliptos e dos Bandeirantes).Aquelas casinhas que estão no blog foram construidas na época em que meu pai vendeu os terrenos.Sabe a casa onde é a Pizzaria 1900 na Nhambiquaras? Foi da minha bisavó Aurea, foi a casa onde meu pai cresceu.

Luciana Toledo

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Encontro de Levyanos: Alameda Iraé com Avenida Moema

                                      FELIZ   ENCONTRO  INESPERADO !        

            Fui  tirar umas fotos de Moema e encontrei minhas amigas Marilia  Machado César Décourt e Ana Cristina Maruca.
Milton Seiji Yamaguchi
           

                                                                       

Olha só  que presente tivemos ontem nós 3!!! Eu e a Marilia  Machado César Décourt  tomávamos um café no mesmo bar  na Alameda Iraé com a Avenida Moema, onde comemoramos há alguns anos com coca-cola  a nossa  missa de formatura do ginásio da Escola Estadual  Professor Alberto Levy e vimos o Milton Seiji Yamaguchi fotografando a Avenida Iraé.Amigos LEVYANOS, sempre amigos!
Ana Cristina Maruca
                                   
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Que beleza  de trio! Ana Cristina Maruca sempre querida, nada como morar em Moema e encontrar a todo instante um Levyano!
Aliás o Milton Seiji Yamaguchi tirou algumas fotos para o blog!
Abraço apertado para os três
Marcia Ovando

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Bom dia, dia


                        BOM DIA, DIA

                        BOM DIA  2013!


Minhas Orquídeas já estão agarradinhas na belíssima Araucária

Bom dia para você que acompanha o blog diariamente deixando comentários , para você que também acompanha o blog, mas prefere ficar anônimo.
Para você que  colabora com fotos, histórias e relatos!
Para vocês meus irmãos Maria Mercedes, Marta, Maria Fernanda e Altivo Jr  que acredito que uma vez ou outra também visitam o blog, bom dia!
Especial bom dia para Cris,Maria, Ronaldo,Marcelo,Pedro,Ana, Natalia, Dirce,Neusa, José e Antonio.

                                                                           

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

2013

 


... 2013    está  chegando



BENDITO QUEM INVENTOU O BELO TRUQUE DO CALENDÁRIO, POIS O BOM DA SEGUNDA-FEIRA, DO  DIA  PRIMEIRO  DO MÊS E DE CADA  ANO NOVO É QUE NOS DÃO A IMPRESSÃO DE QUE A VIDA NÃO CONTINUA,MAS APENAS RECOMEÇA...
Mario Quintana

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL

                                          
               Que o bom velhinho traga de presente para todos um pacote especial...... só  com amor!

!

                          
     ... falando em amor  o texto e a foto da minha amiga Berna :

                                                            EU  E  ELAS      

  Essas são minha manas queridas. Estivemos juntas no último final de semana e, foi muito gostoso como sempre. Elas estão sempre fazendo programas e viagens. Como moro no Rio, não participo muito desses encontros, mas quando vou à Sampa,elas me paparicam demais, levando-me para rever lugares inesquecíveis e tembém conhecer lugares novos, onde passamos momentos agradáveis.
             Éramos 9 irmãos, criados com muita rigidez e disciplina, mas num lar cheio de amor e harmonia.Infelizmente, dois deles já estão em outro plano, mas estão sempre presentes em nossas lembranças.
             Nessa foto estão da esquerda para a direita.....Leticia, Margarida, Eu, Angelica e Madalena. Acho que ela ficou muito bonita retratando bem nossa união. Só não é perfeita, porque faltou nossa mana Maria de Lourdes, que deve estar encantando os anjos lá no céu.
             Carreguei no colo algumas dessas manas, mas hoje são elas que me carregam e eu adoro...rsrsr
             
   Bernadete Pedroso                                                                            

sábado, 15 de dezembro de 2012

Minha primeira árvore de Natal


Casei em Outubro 1975,eu lembro que não tínhamos muito dinheiro sobrando nesse nosso primeiro Natal,tudo que tínhamos foi feito por nós mesmo ou ganho de parentes ,portanto uma árvore de Natal estava fora de cogitações..

Mas, eu amava o Natal daquela época, tudo parecia tão diferente...
O único shopping era o Iguatemi ,e as decorações por lá, eram lindas!!! Meu lugar preferido para me deliciar com as cores e as luzes de Natal! Não existia a fonte do lago do Ibirapuera ,nem as luzes da Paulista,o centro ainda era o lugar mais frequentado no Natal,ainda existia os presépios da Galeria Prestes Maia,e a fila era quase igual ao do banco Real nos dias de hoje..Andar pela rua direita e olhar o prédio da Light todo enfeitado e o Mappin era o must do Natal..

Mas voltando a minha arvore.. pois bem nada de dinheiro nada de árvore de Natal!!!!

Não conformada com isso ,em minhas muitas andaças por aí, achei um galho seco na rua e catei ele,pensei que ele poderia me dar uma boa arvore de Natal ,cobri todos os galhos com papel alumínio e minha mãe me deu umas bolinhas prateadas coloquei as bolinhas em laços de fitas vermelho e ...voilá ,minha arvore de Natal!!! Fiquei tão orgulhosa com o meu desempenho e criatividade que não vi a hora de alguém vê-la e me encher de elogios...

Chegando em casa aquela noite meu marido ,olhou pra ela e disse:

"-Nossa que coisa mais horrorosa!!!!!!!!!!!"

Ai ai.. minha primeira obra prima totalmente desmoralizada!!!!!

Não me importei muito,também não a joguei no lixo...em janeiro tirei todos os enfeites e pendurei o galho na área de serviço.

Ano seguinte até poderia comprar uma arvore mas decidi usar o mesmo galho,pintei-o de prateado e usei as mesmas bolinhas do ano interior uns algodões desfiados para imitar a neve e acrescentei umas luzinhas.
Assim que meu marido chegou disse:

-Nossa que lindo, muito original, perfeito!!”

Humpf... Vai entender os homens...rsrsrs
                                                                                        

Iara Schaeffer



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Avenida dos Imarés


                                                                  

                                                                                  
Êste prédio éum charme! Ah! que maravilha se todos os prédios tivessem apenas 4,5,6 andares! Mais uma vez a ÁRVORE  resiste, sobrevive  solitária  entre  muitos carros e poluição intensa .

Avenida dos Imarés esquina da Avenida Moreira Guimarães.....ao fundo um pedacinho da pista do Aeroporto de Congonhas

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

De Chico Buarque de Holanda para Oscar Niemeyer





"A casa do Oscar era o sonho da família. Havia um terreno para os lados da Iguatemi, havi...
a o anteprojeto, presente do próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar. Cresci cheio de impaciência porque meu pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar. Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o terreno da Iguatemi. Desse modo a casa do Oscar, antes de existir, foi demolida. Ou ficou intacta, suspensa no ar, como a casa no beco de Manuel Bandeira.
Senti-me traído, tornei-me um rebelde, insultei meu pai, ergui o braço contra minha mãe e saí batendo a porta da nossa casa velha e normanda: só volto para casa quando for a casa do Oscar! Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguases, projeto do Oscar. Vivi seis meses naquele casarão do Oscar, achei pouco, decidi-me a ser Oscar eu mesmo. Regressei a São Paulo, estudei geometria descritiva, passei no vestibular e fui o pior aluno da classe. Mas ao professor de topografia, que me reprovou no exame oral, respondi calado: lá em casa tenho um canudo com a casa do Oscar.
Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim. Quando minha música sai boa, penso que parece música do Tom Jobim. Música do Tom, na minha cabeça, é casa do Oscar."
 
                             De Chico Buarque de Holanda para Oscar Niemeyer



                                                                               

Oscar Niemeyer



                 Sylvio Netto Lorenzi                                                                   

Oscar Niemeyer





"Meu trabalho não tem importãncia,nem a arquitetura tem importância prá mim.Para mim o importante é a vida, a gente se abraçar.Conhecer pessoas,haver solidariedade,pensar num mundo melhor. O resto é conversa fiada"

                                                          Oscar Niemeyer                                              
                                                                       

domingo, 25 de novembro de 2012

Brincadeira de rua

                                                JOGO  DE TACO             

                      Nossa  brinquei muito na rua em  que morava  em Moema            

       Eu,a Cecilia do Amaral, Ana Lucia do Amaral, Sandra Salzano,Beth  só  meninas jogando taco e a vizinha do meu lado direito dona Alexandrina não devolvia nenhuma bolinha que caia na casa dela, ela tinha uma gaiola no quintal cheinha de bolinhas nossas, mas era muito bom, isso tudo na Avenida Jacutinga, 117

Maria Cristina Schmidt
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 Acho que eu era a única menina atrevida a entrar no jogo de taco dos meninos da rua Olivia, a minha alegria durava pouco, pois logo eu era expulsa. Daí só de marra  atrapalhava  um pouquinho o jogo dos meninos.
Há muitos anos não vejo alguém jogar taco.

Marcia Ovando

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Imagina só  cresci  vendo os meus 4 irmãos e seus amigos jogando taco, quando faltava gente para o jogo lá ia eu e olha que eu jogava direito. Era bom demais  tinha ate´campeonato  entre as turmas das ruas próximas: Rua Chanés, Avenida Ibirapuera, Avenida Maracatins.

Maria Regina  Bresda

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No meio da rua, que na época era de terra e que sempre tinhamos que entrar na   casa de alguém para recuperar a bolinha.

Marco Otavio Baruffaldi

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Apreciava  muito ver os meninos  jogarem taco eu morria de vontade de jogar mas tinha vergonha de pedir para entrar no jogo

Adelaide

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Eu joguei muito taco...na Rua Ministro Gabriel de Rezende Passos, na época Avenida Tico Tico, ali, em frente onde hoje é o Hospital Alvorada, quando a rua ainda era de terra....onde havia o terreno do Sr. Cardoso, repleto de goiabeira,onde sempre íamos roubar goiabas e fugir do galo que era o cão de guarda... bons tempos

Ronaldo Lippi

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Eu joguei  muiiiitttooooooo! Era bom nisso....kkkk

Fernando Carvalho
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ÔÔÔÔÔH.Quase em frente a sua casa,Um pouco mais para frente,entre a casa do Mario Sérghio e da Laurita.

Pedrinho Pinto da Silva
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Na Normandia faziamos campeonatos incríveis...
Eu e o Sylvinho eramos parceirões!

Fernando Brandão de Carvalho
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Infelizmente,não...

Luiz Saidenberg
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Sim mas muito pouco

Renato Lisi
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Na minha rua  na Alameda dos Anapurus também fizemos muitos campeonatos e também perdemos muitas bolas que caiam na casa  de uma vizinha muito chata que não devolvia de jeito nenhum as bolas acho que ela vendia as bolas que raiva

Anderson Silva
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Joguei muito com seu irmão!

Beto Coimbra
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domingo, 18 de novembro de 2012

Na Avenida Jandira, 49 a Casa Eurico


                        
  

Em 70 anos de his­­tória, a Calçados Eu­ri­co já fez de tudo um pouco pelos seus clientes, ajudou a superar complexos e até salvou casamentos. Especialista em tamanhos grandes, a loja coleciona depoimentos de consumidores agradecidos por encontrar o seu nú­me­ro com a opção de escolha por diferentes modelos. Nídia Rosenthal, uma das herdeiras do negócio, não esquece do cheirinho de maçã que tomava conta da loja toda vez que uma cliente de Fraiburgo (SC) enviava uma caixa da fruta em agradecimento à entrega de um sapato. “Era muita gentileza. A gente estava vendendo e ganhando com isso. É muito bom esse retorno, é como um aplauso para o artista.”

                                                                                                                                                                                   

                                                                             
Terminava o ano de 1936.
E com ele, a vida tranquila de uma família burguesa de um dos maiores centros culturais da Alemanha: Dusseldorf.
A guerra trouxe-a para o Brasil, mais exatamente para uma fazenda de café e algodão próxima a Marília, no interior de São Paulo.
Dona Leonie, contadora formada, assumiu funções compatíveis no escritório da fazenda, e o senhor Erich recebeu o cargo de almoxarife.
Os filhos do casal, Gert, de 9 anos e Hans, de 7, frequentavam a escola da fazenda, que se resumia a uma classe para todas as idades. E cuidavam da limpeza e arrumação da casa.
Em princípios de 1938, a família Rosenthal parte novamente. Desta vez para São Paulo, Capital.
Imagem > família Rosenthal e o amigo Steiner (centro)
A família Rosenthal e o amigo Steiner
(centro)

Dona Leonie logo começou a trabalhar em um banco, enquanto o senhor Erich procurava um local para montar seu próprio negócio.
Um dia tomou um bonde na Praça da Sé. O bonde ia até Santo Amaro, mas o senhor Erich resolveu descer em Indianópolis.
Em meados de 1938...

                                                  Herr  Erich Rosenthal, que nesta época já era chamado de Senhor Eurico, tinha encontrado o lugar ideal para desenvolver seu negócio. Um bairro misto, afastado do centro, tal e qual era sua loja na Alemanha. Só que na verdade, a Avenida Jandira pouco ou nada tinha a ver com a Dusseldorfer Strasse.
Era uma rua de terra, que virava rio em dia de chuva, para alegria da meninada com seus barquinhos de papel. O comércio era mínimo: uma padaria na esquina, um barbeiro, um relojoeiro, uma loja de móveis, uma de uniformes escolares e alguns bazares.
Como disse um pedestre bem humorado, era preciso ter coragem para abrir uma loja naquele fim de mundo.
Mas o senhor Eurico acreditou.
O bairro era bom. Os funcionários das fábricas e indústrias da redondeza eram uma clientela em potencial. Na época, tinha a Metalúrgica Barbará, a Reiche, fabricante de parafusos, a Junker, de fogões, a Sherwin Williams, de tintas, e poucas outras.
A colônia alemã, atraída pela indústria em crescimento, era bastante expressiva.
A linha de bonde Centro-Indianópolis fazia seu balão de retorno praticamente na porta, o que era garantia de movimento. E o que era mais importante: não havia na região nenhuma loja de calçados.
Mas tudo isto não significava, de modo algum, que os negócios seriam fáceis.
No Brasil, as coisas funcionavam de forma um pouco estranha aos modos germânicos do senhor Eurico.
A pontualidade não era prática muito difundida no país, qualidade não era a principal preocupação dos fabricantes de calçados, e a pechincha era uma mania nacional.
Aos poucos, com o apoio da família, e a vivência do amigo e funcionário Jacob no ramo de calçados, o senhor Eurico foi descobrindo as manhas do negócio made in Brasil.
Seguindo os palpites de Jacob, o senhor Eurico aprendia a comprar a crédito de bons fornecedores, dona Leonie fazia clientes respondendo à pechincha com pequenos descontos, e os filhos divulgavam a imagem da loja distribuindo folhetos de propaganda.
No dia 24 de dezembro de 1938, absolutamente contagiado pelo jeitinho brasileiro, o casal esticou o expediente das seis e meia da tarde até altas horas da noite, para atender os retardatários do Natal.
Resultado: antes da Missa do Galo, a Casa Eurico cantava seu primeiro recorde de vendas: um conto de réis num único dia. A façanha se repetiu no carnaval, registrando a maior venda de tênis do ano.
E assim, sempre atento às oportunidades, o senhor Eurico começou a praticar o marketing numa época em que a palavra não existia, nem mesmo no dicionário.
Arrematou um lote de calçados masculinos número nos tamanhos 43 e 44, anunciou no jornal alemão e vendeu tudo em poucos dias.
Ele tinha acabado de descobrir um segmento novo e inexplorado no ramo de calçados: o dos sapatos de números grandes, que a Casa Eurico lidera até hoje.

A loja no bairro

Imagem >No fim dos anos 40, São Paulo já era o maior centro industrial da América Latina. Para ter sucesso no comércio era preciso oferecer produtos diferenciados, vender status e fazer propaganda.
A Casa Eurico aumentou suas vitrines e ganhou uma bela marquise na entrada, sinal da arquitetura dos novos tempos.
Os anúncios veiculados no jornal alemão e no rádio se incumbiam de trazer a clientela selecionada.
O carrossel infantil instalado bem no meio da loja trazia crianças com suas mamães a tiracolo.
Mas, segundo o senhor Eurico, a alma do negócio continuava sendo dona Leonie.
Gert e Hans, os filhos do casal, já não trabalhavam na loja: Gert emigrou para os Estados Unidos, onde vive até hoje, e Hans se formou Engenheiro Civil e seguiu sua carreira em São Paulo.
Nesta época, o casal Eurico e Leonie dividiam a responsabilidade e o trabalho com alguns funcionários competentes e dedicados.


imagem >Com a construção do Shopping Center Ibirapuera, Moema perdeu sua dimensão regional para se tornar um bairro metropolitano. As casas foram cedendo seu lugar para lojas e edifícios. Aumentou a população local, e gente de toda a cidade passou a frequentar e comprar no bairro.
Era preciso modernizar a imagem da Casa Eurico.
Um belo banho de boutique, e a loja abriu suas portas para uma nova clientela, vinda de todos os cantos da cidade.
Aos sábados, a loja ficava tão cheia que as pessoas se aglomeravam à porta. Um sucesso que infelizmente o senhor Eurico teve pouco tempo para saborear. Com sua morte em 1976, o senhor Guimarães, gerente da loja desde 1964, passou a ser o braço direito de dona Leonie, ajudando-a em todas as transações com fornecedores. O filho Hans passou a assessorá-la na coordenação e solução de problemas administrativos, e sua nora, Liliana, auxiliou-a nos serviços de escritório por alguns anos.

Novos tempos

Em 1990, já com 90 anos, Dona Leonie achou que era hora de se aposentar. Seu filho Hans assumiu, então, a direção da loja ao lado das filhas e do Sr. Guimarães. No final de 1999 mais uma reforma fez com que a Casa Eurico se tornasse muito mais ampla, bonita e moderna.

Hirany Guimarães Moreira é uma espécie de braço direito da empresa, um dos entusiastas e responsável em tornar a loja exclusiva para pés grandes.Conhecido como o senhor Guimarães êle é funcionário desde 1961 quando tinha 21 anos.
Betty é uma campeã de vendas da loja e trabalha na empresa há quase  50 anos.
Casa Eurico  na sua terceira geração: administrada pelas irmãs: Claudia, Nidia e Vera Rosenthal netas dos fundadores.


fonte: site Empreendedor e  Casa Eurico

Marcia Ovando
                                                                          

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Avenida Ibirapuera

                Avenida  Ibirapuera em frente ao Hospital Alvorada,  na foto Ricardo Lippi, ano 1970

foto de Mario Lippi

arquivo: Ronaldo Lippi

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Uma casa em Moema

Uma casa em Moema  perto da Alameda dos Anapurus que, ainda resiste bravamente ao tempo e ao crescimento do bairro.



Marcia Ovando

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Desejos



Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na tv
Ter uma palavra especial
E que ela goste de você
Música de Tom e letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ver a banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca,nem jamais e adeua.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco,
Bolero de Ravel
E muito carinho meu

                                   CARLOS  DRUMMOND DE ANDRADE

                         

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Walter Walder

   
                                                     Walter  Walder          
                                              05/01/1920  27/10/2012   
Lidia Walder não importa a idade que tenhamos, pois   perder mãe, pai é perder o chão, o porto serguro, o sentido de tudo.
Acho que o sr.Walter Walder vai  continuar se deliciando pescando muitos peixes......
Os meus pêsames e meu abraço apertado.

Marcia Ovando                                                                

domingo, 28 de outubro de 2012

Tecelagem Lorena,na Alameda dos Nhambiquaras

                                      A nova entrada  da Tecelagem

                                    Essa parte do prédio da Tecelagem ja foi entregue
                                                                            

A Tecelagem Lorena fundada em 1961, assim como a loja Sulamita fizeram parte da vida de muitos moradores de Moema. A minha mãe dona Tina  dia sim e outro também lá estava ela fazendo compras tanto numa como na outra  loja.Houve um tempo  que também  reinou em Moema a Tecelagem Vania.
Depois de muitos anos a Sulamita fechou,depois fechou a Tecelagem Vania, mas a Tecelagem Lorena permaneceu firme e forte crescendo junto com o bairro ali nos seus quase 1500 m2. na Alameda dos Nhambiquaras, 1375.
Bastava  dona Tina,minha mãe entrar na Tecelagem Lorena para  logo ser atendida carinhosamente por uma de suas vendedoras.Nas famosas semanas do retalho uma das vendedoras  telefonava para mamãe avisando dessa semana especial. E ali na loja dona Tina fazia a festa!
Com o tempo a tecelagem foi se modernizando e acrescentando outros produtos para venda : armarinho , artigos de cama,mesa e banho e nos últimos  anos esses artigos foram tomando um bom espaço da loja.

Não com a frequência constante de minha mãe, mas passei  a comprar os meus tecidos na tecelagem.
Há alguns dias  precisei ir ao bazar Ana Maria  e resolvi atravessar a rua para ver as novidades em tecidos da  nova coleção de verão na Tecelagem Lorena e dei de cara com algumas portas e janelas fechadas , caminhei até uma pequena porta aberta e por ali entrei.Qual não foi o meu espanto e desapontamento quando fui informada de que quase todo o prédio já havia sido entregue e que a loja funcionaria apenas naquele espaço.Segundo o vendedor  dos quase 1500m2 a loja passou a  funcionar, somente naquele pequeno espaço. A pequena loja tem pouquissimos tecidos  e  um  alguns  artigos de cama,mesa e banho.
Sai da loja sem ter conseguido  comprar nada , com uma tristeza grande e  com a única indagação: o que aconteceu?
Ah! Moema  não será mais a mesma ,  que falta nos fará   toda aquela imensidão de tecidos expostos em diversas prateleiras, prontinhos para serem comprados!

Marcia Ovando

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Regina Cordovil


Esta é a capa do meu  segundo  LP.Foi tirada no Jardim Escola Nova(que ficava na Avenida dos Eucaliptos)...estavamos no segundo ano primário.Atrás de mim ,está a Suely Horta Duprat e a Laurita...Do me lado está a Aurea Chaib.Atras da Suely está o Flavio Simões, atrás do Flavio Simões está o Glauco Pereira de Oliveira(ele morava na Rua Normândia e a Aurea na Avenida dos Eucaliptos, esquina com a Rua Jauaperi) e tem um bracinho e metade de uma cabecinha a esquerda da Aurea que é o Flavio Cidade. As músicas que tem nesse disco, nós cantávamos no colégio.
ano: 1964

Regina  Cordovil




sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Um sorriso e tanto!

                                      Roseli  Nabarrete

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Alameda dos Arapanés


                 Minha boneca, eu e  minha  mãe  Maria Aparecida  em frente a casa dos meus avós na Alameda dos Arapanés                                                                       












Um olhar de encantamento
Deve ser Natal ou qualquer outra data festiva, pois na foto, estamos na casa dos meus avós paternos Luiz e Deolinda Walder, na Alameda dos Arapanés quase esquina com Macuco – a casa ainda lá está escondida por um muro alto.
O ano é 1947, documentado no verso da foto com as palavras escritas por minha mãe: “Lidia com 2 anos”.
Ao fundo minha mãe, Maria Aparecida Walder, olha com imensa ternura para sua primeira cria, único encantamento então de sua existência.
O carrinho e a boneca devem ter sido presentes de Papai Noel e, sobre essa boneca a mãe lembrava sempre um fato sui generis.
Certa feita ela cozinhava e me ouvia balbuciar, sentada à porta da cozinha, algo que não lhe agradava. Aproximou-se e me viu tentando colocar o vestido na boneca, sem conseguir e repetindo uma palavra socialmente não aceita. Como eu sabia? Meu pai sempre teve “boca suja” como ela e eu, que não perdia nada, captei a palavra e seu uso adequado na hora certa.
Contava ela que se aproximou, perguntou o que eu dizia para ter certeza do que ouvia e com doçura me explicou que Jesus não gostava que as criancinhas falassem aquela palavra. Claro que não me lembro desse fato, mas lembro de que nunca, enquanto estive na casa dos meus pais, disse uma única palavra de baixo calão.
Lidia Walder

domingo, 14 de outubro de 2012

Dia da criança, que presente dou pra minha ?

Desde que o criei, em janeiro de 2007, nunca fiquei tanto tempo sem escrever no blog de Flavia. Três meses. Mas esta pausa não significa eu ter desistido de lutar pela Lei Federal para Segurança nas Piscinas do Brasil. O cansaço é temporário, mas é constante minha disposição para cobrar das autoridades esta tão necessária Lei.

12 de Outubro - Dia da criança. O que dar de presente para Flavia? Tinha 10 anos quando o acidente numa piscina sem segurança lhe roubou a infância. 10 anos. Depois, 15, 20, e agora prestes a completar 25 anos os presentes que fazem bem à Flavia são, respeito, cuidados, amor, atenção e carinho. Como por exemplo o carinho transmitido neste texto já publicado aqui e  que em 2008, minha amiga e escritora Leila Jalul escreveu para Flavia e que com frequência releio para ela.


“SE EU FOSSE...
Um anjo, ainda que por uns momentos, iria visitar Flavinha, sussurraria palavras mágicas, faria cócegas nos seus pés e na barriga, como fazem as mães nos filhos pequeninos, pelo prazer de ouvir as gargalhadas dobradas. Não importaria que depois viessem os soluços, tivesse de fazê-la tomar três goles dágua para que o ugle, ugle parasse de vez. Não temeria sequer colocar-lhe na testa um fio de linha vermelha emboladinha e umedecida com saliva.

Se fosse um anjo, não esse de verdade que ela tem, mas daqueles que a gente conhece das pinturas nas abóbadas das igrejas, pequenininhos, entroncadinhos, passaria dias e noites sorrindo para, diante dos meus malabarismos angelicais, ela esboçasse ainda que um mínimo daquela alegria criança que tinha antes do sono que já se prolonga.

Anjo não sou, mas bem que poderia ser uma fadinha esplendorosa e faiscante, varinha mágica na mão direita, asas de libélula e traje de bailarina. Se fosse uma fadinha sobrevoaria nas dependências do seu quarto e, tal qual um beija-flor, pararia bem próximo ao seus ouvidos , recitaria versos e cantaria canções de encantamento, só para vê-la, preguiçosamente, tentar acordar.

Fada não sou.

E se fosse um palhacinho, ainda com meu coração triste, será que conseguiria? Roupas coloridas, maquiagem forte, exagerada, voz de paspalha, perguntaria e Flávia responderia, na mais velha das velhas tradições do circo:
- Hoje tem marmelada?
- Tem sim, Senhor!
- Hoje tem goiabada?
- Tem sim, Senhor!
- E o palhaço, o que é?
- É ladrão de mulher!
Será?

Sou sem graça, mas daria o melhor do meu espírito parvo para entregá-la e reintegrá-la à vida. Odele, Flávia e o irmão teriam muito o que conversar. Ririam juntos.
......”

Infelizmente Leila, passados quase 15 anos desde o dia 06 de janeiro de 1998, ainda não temos motivos para sorrir. Seja porque Flavia continua em seu sono sem fim, seja porque as autoridades também ainda não acordaram para o grave problema de falta de segurança nas piscinas do Brasil. A tão necessária lei, não só ainda não saiu, como  não se tem notícias de seu andamento. Por isso, neste dia 12 de Outubro dia de Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil, em que se comemora também o dia da criança, um presente valioso para todas elas poderia ser a Lei Federal de Segurança nas  Piscinas. Criança feliz, é criança brincando em segurança.


FLAVIA VIVENDO EM COMA...

"Este blog,criado em janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia, e sua luta pela vida. Flavia vive em coma vigil desde que, em 06.01.1998, aos 10 anos de idade, teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema- São Paulo. O que aqui escrevo,é o relato verídico dos fatos a partir do acidente,até os dias de hoje. É um alerta sobre o perigo existente em ralos de piscinas. É um protesto contra a lentidão da justiça brasileira."
                                                                                                                          Odele Souza

blog: www.flaviavivendoemcoma.blogspot.com


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ser criança é.....

                        Mariângela Miller Moreira Porto e seu gato Sadinho  em 1963


Ser criança é:

"Ser criança é acreditar que tudo é possivel.
É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco.
É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos.
Ser criança é fazer muitos amigos antes mesmo de saber o nome deles.
É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.
Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.
Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser"

Glberto dos Reis                                       

domingo, 7 de outubro de 2012

Lembranças de uma avó

Minhas filhas, assim como todas as mulheres modernas, trabalham fora exercendo a chamada "dupla jornada”.
Por conta disso, estou sempre rodeada dos netos. Eles vêm em busca de um dengo, de ajuda nos trabalhos escolares e, principalmente, saborear alguns quitutes, típicos de "casa da vovó".
Mas, gostam muito, também, de ouvir as histórias que conto sobre minha infância. Desde o mais velho, com 20 anos, até o pequeno, com 7, divertem-se muito ouvindo os relatos das travessuras, das brincadeiras de rua, todas elas já conhecidas de todos nós. Eles gostam de saber os detalhes e já tive que contar a mesma história várias vezes.
 Outro dia, o menorzinho, Leonardo, hoje com 7 anos, olhou-me com tristeza e perguntou:
- Vovó, você não tinha play?
Expliquei a ele, que a rua era o play das crianças e ali nos divertíamos muito, brincando de "estátua", de "jogar sério" "jogar pedrinhas", brincadeiras que ele não conhecia. Inclusive, o teatrinho de rua, onde encenávamos pequenos roteiros ou sinopses, feitos pelos mais criativos. Também fazíamos as roupas dos personagens, com muito papel crepom, cola e purpurina. Tudo muito colorido.
Nossa plateia era formada pelos vizinhos, que traziam suas cadeiras e, ainda, nos aplaudiam muito. Depois, servíamos lanchinhos de pão de forma e água com groselha, comprada em litro, no Zé da venda.
 Meu netinho, ainda não satisfeito, tornou a perguntar: -E, também não tinha shopping?
Novamente tive que explicar que nosso shopping era ali mesmo, a céu aberto, aonde os vendedores vinham até nós para oferecerem seus produtos. Eram os mascates que vendiam roupas, vendedores de livros, os  verdureiros, o peixeiro, etc. Mas o que mais gostávamos mesmo, eram dos vendedores de  doce como o "quebra-queixo", "machadinha", "biju" e, principalmente, do vendedor de "sonhos e "maria-mole", com seu carrinho envidraçado e todo pintado de branco. Que delícia!
Além dos vendedores, tínhamos, também, os compradores. Uns compravam jornais e papelão, outros garrafas, metais, etc. 
E nós, (acho) iniciando a reciclagem, juntávamos todo esse material e ficávamos à espera dos compradores. Os cruzeiros e centavos, obtidos com essa transação, eram facilmente trocados por gibis, ou pelas delícias açucaradas descritas à cima.
Acho que hoe é difícl para uma criança, imaginar toda essa liberdade que tínhamos, pois as ruas, agora, são assustadoras.

Bernadete Pedroso

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Rio da Traição

Que legal. Voce morava ou mora bem perto da casa do palhaço Arrelia. Ele morava na
Praça Cel. Fernandes de Lima. São umas 3 quadras. Esse era o nosso caminho para as aventuras
na beira do corrego. Havia alí uma chacara que tinha um pé de castanha. Eram umas bolas espinhudas.
Nós só conseguiamos pegar as que estavam no chão. Nem sabíamos o que era aquilo. Meu avô contava
que o nome "traição" era devido a uma emboscada que um bandeirante sofreu do proprio filho, naquelas margens.
Acredito que vindos do litoral ou de Santo André da Borda do campo o Rio da Traição era caminho para o oeste.
Acho que já estou viajando mas pode ser verdade.

José Eduardo Soares

sábado, 29 de setembro de 2012

Hebe Camargo





                             
                           "UM   MINUTO  DE  SELINHO,  POR  FAVOR "
Catraca Livre