domingo, 3 de julho de 2016
* Lidia Mazzarolo Galdieri,103 anos, neste final de domingo, uma estrelinha no céu!
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Avenida Jacutinga
Avenida Jacutinga esquina com a Rua Gaivota, setembro de 1952
Meu pai Armando Brunelli, minha mãe Odette Brunelli, minha irmaã Vera Cleide Brunelli e eu na barriga da minha mãe.
José Rubens Brunelli
sábado, 9 de janeiro de 2016
Rua Chanés
Meus avós moravam nesse bairro
Eles moravam na Rua Chanés e eu passava dias na casa deles.Brinquei muito na rua com as crianças do bairro, não tinha nenhum perigo e todos os vizinhos se conheciam. Meu tio e duas tias trabalhavam na fábrica da Fiação Indiana na Avenida Ibirapuera e na hora do almoço eu ia com minha avó Ana levar a marmita quentinha para eles. Das minhas férias o que eu mais gostava era de passar os dias na casa dos meus avós, tempo de alegria.
Ana F. Peres
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Avenida Divino Salvador
Ano 1954. Avenida Divino Salvador com Alameda dos Aicás. Minha mãe Ruth e meu irmão Stênio.
.... de outro ângulo
Cezar Mendes Nogueira
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Essa rua ficava perto do Seminário de Moema, atrás desse muro era o campo de futebol da Igreja Nossa Senhora Aparecida. Eu sou a moça de cabelo escuro e rabo de cavalo.
Marilena Dias Monteiro
Marilena Dias Monteiro
domingo, 12 de julho de 2015
Avenida Cotovia, 361
Meus pais ambos filhos de imigrantes italianos quando se casaram vieram do Cambuci para este bairro, na Avenida Cotovia, 361 e moramos por 12 anos neste endereço porque meu pai trabalhava na Vila Mariana, precisamente na Rua Pelotas, em uma Metalúrgica chamada ARTEB. Bem aquela época era muito diferente, éramos simples e não ouvíamos falar tanto em violência, tive também uma amiga antes do bar pertencer ao Sr. João Mota, os donos anteriores eram um casal de portugueses também, o nome dele era Sr. José Pimentel, a esposa Dona Isaltina e seus dois filhos Maria Nidette e Valtinho, íamos a Escola juntas, na Vila Olimpia, frequentávamos a igreja São Dimas e lá fizemos a Primeira Comunhão, na tereceira série meus pais me transferiram para o Grupo Escolar Napoleão de Carvalho Freire que tinha começado a funcionar havia pouco tempo, e ficava mais perto de casa então eu não precisava maisatravessara a Avenida Santo Amaro, meu costumava me levar na pracinha que ficava no final da Rua Pariquera Açu, inclusive tenho uma foto nesta rua junto com minha irmã, também fui em muito cirquinho do Arrelia na TV Record, meus primos do Cambuci adoravam nos visitar pois íamos ao Ibirapuera e ao Aeroporto, claro que sempre acompanhados por pais e tios, minha professora da quarta série foi a Dona Odete e o Diretorr o Sr. Ismael, frequentei também muitas festas juninas em uma das travessas da Rua Canário e sempre ganhava dos meus pais um balão chinesinho e fósforo de cores, também costumava participar da missa dominical da Igreja Nossa Senhora da Aparecida.
Quando comecei a entrar na adolescência, eu e Maria da graça já dávamos uma voltinhas pelo bairro sózinhas e adorávamos passar em frente a casa do Ronnie Cord, pra vê-lo nem que fosse por um segundo, Hoje realmente este bairro está muito diferente com muitos prédios, mas ainda adoro passar pela Avenida Cotovia sempre que posso , pois tenho um carinho especial por este cantinho com cheirinho de infância , quando a única preocupação era saber se teria goiabada de sobremesa.Bem, por hoje foi do que me lembrei.Brevemente postarei fotos, abraço
Rosa Maria Municelli Espindola
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Dia 9 de Julho
...tal aquela menina de 7 anos continuo tendo certeza de que o dia 9 de Julho é feriado meu pai, porque é o seu aniversário. Saudade.
Prá você , muitos lisianthus\ lisiantos
quinta-feira, 21 de maio de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Avenida Rouxinol
Casa de esquina da Avenida Rouxinol com a Rua Canário, na década de 60. Na década de 70 é que os edifícios começaram a surgir.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
GALERIA BRIC A BRAC
Alameda Jauaperi, 996 Moema
telefone: 50550874
Exposição de vários autores
Telas de: Luiz Saidenberg
sexta-feira, 20 de março de 2015
domingo, 8 de março de 2015
Dia da Mulher
Ah! Todos os dias são nossos!
Abraços apertados para todas as mulheres que passeiam por este bolg!
O meu respeito e toda a minha admiração para as incansáveis lutadoras: MÃES DA SÉ
Márcia Ovando
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
O fim do casarão mais antigo de Moema
"Em uma cidade cuja preservação cultural está acéfala, nas mãos de pessoas totalmente despreparadas
para lidar não apenas com os bens tombados da cidade, mas também de locais istóricos de São Paulo, este acontecimento choca, mas não causa muito espanto.
Graças ao leitor Paulo Araújo, fomos informados na última sexta-feira que o imóvel mais antigo de Moema estava sendo demolido."
Douglas Nascimento \ site São Paulo Antiga
Esse casarão foi construido para servir de residência à família de Raul Loureiro, em 1923
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Amigos da Rua Normandia
Festa de aniversário de 15 anos de Glauco , 09 de maio de 1971
Paulo,Laércio,Fernando, Glauco, Cassio, Paulo e Antonio
Agnes, Eloisa, Eva, Maria Alice, Beatriz, rosely e Rosyara
fotos de: Glauco Pereira de Oliveira
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Igreja Nossa Senhora da Esperança
Igreja Nossa Senhora da Esperança, Avenida dos Eucaliptos, em 1978
foto de: Rita de Cássia Nepomuceno
domingo, 25 de janeiro de 2015
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
102 anos, Lidia Galdieri
Parabéns, dona Lidia Galdieri!
102 anos: uma benção dos deuses!
Que o dia de hoje possa ser todo de abraços e mais abraços.
domingo, 28 de dezembro de 2014
Ano Velho, Ano Novo...
Quando eu era criança, a chegada do Ano Novo tinha um significado todo especial e místico para mim.
Lembro-me que no dia trinta e um de dezembro, logo ao levantar-me, minha mãe já falava que naquela noite veríamos o Ano Novo chegar e eu ficava o dia inteiro esperando ansiosamente pelo escurecer. E como demorava a chegar aquela noite!
À tardinha, íamos para casa de meus avós, na Rua Arapanés quase esquina com Macuco, em Moema, pois era lá que esperávamos o “Reveillon”.
Não se fazia festa. Reuníamo-nos na sala de jantar, comendo petiscos e bebendo sucos e vinho. A conversa prolongava-se animada até à meia-noite.
Nessa hora, íamos todos para o portão. Meu pai colocava-me sentada sobre o pilar de sustentação do muro, e eu, curiosa, fixava meu olhar no breu da rua, a espera do momento em que o Ano Velho apareceria lá no topo da ladeira, carregando nas costas o Ano Novo, pois como diziam meus pais, ele era ainda muito novo e não sabia andar.
Quando os fogos começavam a pipocar nas alturas, lá vinham eles: um homem de meia idade, longas barbas grisalhas, carregando nos ombros um jovem, que animado agitava-se admirando os fogos.
Na escuridão da noite, iluminada somente pelo eventual brilho dos fogos de artifício, o som dos apitos das fábricas e das pancadas das barras de ferro contra os postes, aquela imagem tornava-se mágica.
Ao passar pelos raros portões, onde as famílias reunidas comemoravam a seu modo o momento, o Ano Novo e o Ano Velho acenavam cordialmente as mãos num cumprimento silencioso. Nesse momento, meu coração disparava. Aquele era o ápice da festa: o Ano Velho se despedindo e apresentando-nos o Ano Novo que chegava.
E eles nos saudavam! Éramos personagens atuantes daquele rito místico de passagem de ano! E eu, na inocência dos meus primeiros anos de vida, timidamente levantava um pouco o braço e temerosa diante da grandeza daquele mistério acenava levemente a mão, trêmula de emoção.
Em dezembro de 1949, mudamos de bairro. Nunca mais vi o Ano Velho e o Ano Novo. Anos mais tarde, diferentemente de mim, que guardava aquela imagem inexplicável, em minha memória, meus pais já haviam se esquecido do fato, quando em um final de ano, na hora dos fogos, perguntei-lhes do que se tratava essa lembrança difusa que povoava minha mente nessa data.
Aí então, pude entender que o Ano Velho era um senhor de meia idade que, na noite da passagem do ano, colocava sobre os ombros o irmão mais novo - o Ano Novo - um jovem paraplégico, ambos sapateiros do bairro, e saíam pelas ruas de Moema, para que ele pudesse participar das festividades daquela noite especial e assistir à queima de fogos.
Ainda hoje me pergunto de onde será que meus pais tiraram a idéia de me fazer acreditar naquela fantasia de fim de ano. Uma coisa porém é certa: todos os anos, ao se aproximar a meia noite do dia trinta e um de dezembro, esteja eu onde estiver, lembro-me do vulto simbiótico emoldurado pela luz dos fogos, sinto saudades da minha inocência e me emociono com a certeza de ser eu a única pessoa no mundo a ter o privilégio da lembrança dessa fantasia particular.
Lidia Walder, Rua Arapanés esquina com a Avenida Macuco, em 1949
Lidia Walder
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Que 2015 possa vir mais alegre, mais colorido, mais risonho, mais dançante,mais leve, mais justo,mais feliz!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
sábado, 6 de dezembro de 2014
EE César Martinez: encontro de ex professores
Empório Moema, Rua Canário
Último encontro de 2014
Com grande alegria e muita emoção que neste dia 2 de dezembro, nós, professoras aposentadas da EE César Martinez,décadas de 80 e 90,de Moema, nos reunimos mais uma vez para festejar a vida, a amizade, a lealdade.
Enquanto trabalhamos sempre fomos unidas e cooperativas para o bem das crianças confiadas aos nossos cuidados, na sagrada missão de ensinar, formar o cidadão de amanhã. Missão cumprida, aposentadas, não poderíamos deixar romper os laços criados durante décadas de convivência e assim, periodicamente nos reunimos, para matar saudades, contar e ouvir novidades, bater papo e, é claro, sempre num lugar gostoso, com boa comida. Afinal, ninguém é de ferro.
Desta vez o encontro foi no Empório Moema, ali na esquina da Canário com Macuco. E assim, continuamos a frequentar o bairro que sempre nos acolheu de braços abertos.
Presentes no encontro: Helena, Mariana, Nadir, Deise, Terezinha, Júlia, Elisabeth, Eliana, Márcia, Ernestina, Maria José, Rosa e Lídia.Último encontro de 2014.
Lidia Walder
sábado, 29 de novembro de 2014
Hervé Cordovil
Se o Brasil não tivesse a memória tão curta e reverenciasse merecidamente os seus filhos ilustres, Hervé Cordovil, compositor, pianista e maestro teria tido durante todo este ano as mais lindas homenagens.
Márcia Ovando
CENTENÁRIO DE HERVÉ CORDOVIL
03\02\1914 *15\07\1979
Hervé Cordovil, compositor, pianista e maestro na história da MPB é considerado um compositor versátil e genial. Compôs vários gêneros musicais ao mesmo tempo que transitou por intérpretes dos mais diversos estilos.
Algumas de suas composições:
. Vida de Viajante, compôs com Luiz Gonzaga
Sabiá lá na Gaiola, compôs com Mario Vieira
.Meu Pé de Manacá, compôs com sua prima Marisa Pinto Coelho
.Uma loira, ficou famosa na voz de Dick Farney
. Cabeça Inchada
.Rua Augusta, cantada pelo seu filho Ronnie Cord
.Cabeça Inchada
. Prece à São Benedito
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Em alguns momentos do dia quem passasse pela Rua Catuiçara, 41 em Moema, podia ouvir o som do piano do maestro e a cantoria de Isaurinha Garcia, Carmélia Alves e tantos outros!
Márcia Ovando
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Era mesmo ...A maior cantoria! Casa alegre...cheia de vida... Moema tem mesmo, muitas e muias histórias para contar!Só na Catuiçara, 41 dava para escrever uma enciclopédia...Nossa! Quanta coisa aconteceu ali... desde "Os Timidos" conjunto que o Júnior, meu irmão, tocava ensaiando na garagem até gravação do Fantástico...Esse intervalo, entre um e outro, quanta coisa! Quantas músicas foram feitas ali...quantos festivais foram ensaiados naquela sala...muita coisa MESMO!
Saudade, Mai
Regina Cordovil
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Todas suas músicas são lindas. A que mais marcou minha vida foi Uma Loira e como cantava lindamente o Dick Farney.
Tereza Maria
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Quantas lembranças lindas! Tio Hervé sempre muito carinhoso, amável, com um sorriso meigo e cativante...calmo,inteligente e como compunha Dio Mio! Nossa como gostava de ficar na sala ouvindo as músicas e a agitação de entra e sai a todo instante de famosos,amigos e penetras também. Sinto saudades dos tempos de só alegrias das nossas famílias completas! paz tio Hervé, saudades sempre.Martinha
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Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho ,voou, vouo, vouo e a menina que gostava........Minha avó cantava para mim enquanto eu brincava com as pombas na praça de Moema.
Maria Silvia
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Como me lembro do HERVÉ CORDOVIL e das suas músicas, das canções, tive a sorte de morar na Rua Embaixador Ribeiro Couto, 132 no quarteirão grudado a Rua Catuiçara, podiamos sentir a música e sobretudo "Os Timidos" o conjunto do Júnior, fui amigo da Regina Cordovil. Que boas lembranças Regina, um abraço
Santi de Barcelona
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
CHOPE EM MOEMA: PROCURA- SE
Procura-se um caneco de chope em Moema que não seja devasso.
Um chope que tenha a consistente inocência do velho e findo João Sehn da Lavandisca.
Miguel Arcanjo Terra
domingo, 9 de novembro de 2014
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Roberto Lippi e José Lippi
Uma das várias casas que meu avô Roberto Lippi construiu.(na foto ao lado direito, de gravata) e o seu irmão José Lippi. Endereço que aparece na placa: Avenida Jandira,22
foto de: Mario Lippi
Ronaldo Lippi
sábado, 18 de outubro de 2014
Beto Coimbra ai está nossa maluca estória!
1. Era uma tarde do ano de 1969 e após as aulas no Grupo Escolar Napoleão de Carvalho Freire, eu e o Beto, com minha Caloi dobrável, passeávamos pelas ruas do bairro, o Beto em pé no bagageiro gritando: corre, corre, corre. Eu magrinho naquela época, tinha que pedalar de pé para conseguir um pouco mais de velocidade. Percorríamos as ruas perto de nossas casas, eu morava na José Cândido de Souza e ele na Embaixador Ribeiro Couto. Estávamos envoltos naquela sensação de liberdade e coragem por podermos andar sozinhos. Sim, o bairro de Moema permitia que dois meninos de 9 anos fizessem isso.
Chegando na minha casa, havia uma rampa em declive para chegar na garagem, o Beto ainda socava o banco da bike e gritava: corre, corre, corre. Quando chegamos na garagem, havíamos atingido uma certa velocidade por causa da rampa e aí quem disse que consegui parar? Fomos arremessados por cima das caixas, da enceradeira, forte apache, autorama, enfim por cima das coisas que guardávamos naquela época. Após o susto inicial, percebi que entre mortos e feridos todos se salvaram. Ainda meio zonzo, qual não foi a minha surpresa quando notei que o Beto estava com um galo enorme acima do olho esquerdo e um tanto arroxeado. Caraca,quase desmaiei de susto imaginando que tivesse ferido mortalmente meu amigo. Corri para chamar minha mãe, claro porque nessa hora o corajoso menino já queria o colo da mamãe. Coitada, quase acabei com ela. Era uma jovem mamãe, um pouco inexperiente, só se lembrou de um costume popular emergencial, o de colocar um bife em cima do local atingido. Cara aquele bife deixou o negocio muito assustador. Após minha mãe verificar que aparentemente não haviam maiores danos precisávamos mostrar o estrago para D. Stella e Sr. Breno, pais do Beto, para verificarmos se deveriam ser tomadas outras providências. Poxa quase caí de costas na hora de contar o ocorrido para os pais dele. Graças a Deus Sr. Breno e D. Stella logo verificaram que não havia maiores danos e nos liberaram para brincar novamente. Depois daquele dia nunca mais deixei o Beto mandar eu correr com ele na garupa, até porque depois da pancada seria melhor eu seguir pela minha própria cabeça, afinal quem sabe se ele não havia ficado meio doidinho né? rsrs
Lá na casa de D. Stella e do Sr. Breno era uma delícia, uma casa térrea muito ampla, haviam muitas delas naquela época, onde hoje se constroem prédios para 50 famílias ou mais. Éramos generosamente recebidos pela D. Stella com sua alegria contagiante e pelo Sr. Breno com sua elegância tradicional. Lá jogávamos canastra após as aulas e nos divertíamos. Lá também ocorreu o meu primeiro bailinho, a primeira paixão, sim porque a irmã do Beto, a Telinha, cresceu e virou uma gatinha. Lá era um lugar mágico. Lembro até hoje que entramos escondidos no quarto do irmão mais velho do Beto, o Breninho, para espiarmos um pôster psicodélico que ele trouxe dos EUA retratando o Pato Donald dando um assanhado amasso na Margarida, uau!
Tive uma adolescência coroada pela generosidade daquela família.
A casa da D. Stella é tão mágica que nos transporta no tempo.
Deus abençoou D. Stella com essa família linda. Muito obrigado por tudo família Coimbra.
Um beijo a todos.
Edi.
Edmundo Calio
Lá na casa de D. Stella e do Sr. Breno era uma delícia, uma casa térrea muito ampla, haviam muitas delas naquela época, onde hoje se constroem prédios para 50 famílias ou mais. Éramos generosamente recebidos pela D. Stella com sua alegria contagiante e pelo Sr. Breno com sua elegância tradicional. Lá jogávamos canastra após as aulas e nos divertíamos. Lá também ocorreu o meu primeiro bailinho, a primeira paixão, sim porque a irmã do Beto, a Telinha, cresceu e virou uma gatinha. Lá era um lugar mágico. Lembro até hoje que entramos escondidos no quarto do irmão mais velho do Beto, o Breninho, para espiarmos um pôster psicodélico que ele trouxe dos EUA retratando o Pato Donald dando um assanhado amasso na Margarida, uau!
Tive uma adolescência coroada pela generosidade daquela família.
A casa da D. Stella é tão mágica que nos transporta no tempo.
Deus abençoou D. Stella com essa família linda. Muito obrigado por tudo família Coimbra.
Um beijo a todos.
Edi.
Edmundo Calio
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Parabéns pelo blog sobre Moema você não tem noção como é bom ficar lendo as histórias do bairro para mim que moro longe aqui em Santa Catarina (Jaraguá do Sul) meus queridos pais ainda moram em Moema (Jacira pertinho da Paul Harris) e foi o bairro que cresci e ajudei a construir pois fui professor de Geografia no LEP\LUZWELL na Rua Chibarás hoje já não existe mais.
Fica aqui o meu cordial parabéns pelo fantástico blog!
Alexandre Macedo Pinto
domingo, 12 de outubro de 2014
Alamaeda Iraé
Minha avó Ida com uma conhecida em sua casa na Alameda Iraé, em 1946
Ronaldo Lippi
foto tirada por: Mario Lippi
domingo, 5 de outubro de 2014
Os Castellani
Os meninos de Moema : Marcio Castellani , seus irmãos Marcus e Persio com a Belinha,cachorrinha basset , visitando a vovó que morava bem perto do Museu do Ipiranga,em 1957
domingo, 28 de setembro de 2014
O bonde
O bonde fechado era chamado de camarão, talvez pela cor vermelha que apresentava.
No sentido contrário tomei o bonde inúmeras vezes para ir ao
Largo Treze em Santo Amaro. Eu estudei o ginásio e colegial em um colégio na
estrada de Itapecerica (IAE – Instituto Adventista de Ensino) e ia até o Largo
Treze para tomar um ônibus até o Capão redondo, diariamente. E fazia o caminho
de volta. Eu sabia de cor o nome de todas as paradas do bonde de Moema até
Santo Amaro. A primeira parada era a de Indianópolis, que era chamada de balão
do bonde. Alguns bondes que vinham do centro iam apenas até essa parada e
faziam ali o retorno. Em 1968, comecei a ir de ônibus escolar, então parei de
ir de bonde, mas no último dia de circulação do bonde (27 de março de 1968),
fiz questão de descer em Santo Amaro e ir de bonde até minha casa.
O bonde era muito presente na vida do bairro e dos
estudantes. Lembro-me de deixar moedas no trilho do bonde para que o bonde ao
passar, amassasse a moeda. Tenho uma moeda guardada ainda, amassada dessa
forma. Outra coisa que eu gostava de aprontar e muitos outros meninos também
era pegar uma das pedras existentes ao lado dos trilhos e colocar em cima do trilho.
O bonde quando passava espatifava a pedra e soltava muita faísca. Diziam que
era perigoso e que poderia até descarrilar o bonde. Espatifei muitas pedras,
mas nunca consegui descarrilar nenhum bonde...
Uma brincadeira muito comum na Alameda Iraé era empinar
papagaios. Eu fazia muito bem o “peixinho”, só duas varetinhas cruzadas e usava
a linha 24 para empinar, cheguei a soltar um com seis carreteis inteiros,
praticamente não dava para ver o papagaio, apenas sentia pela tração na linha.
Outro papagaio muito comum na época era o “maranhão”, era feito com três
varetas, mas esse eu não sabia fazer bem, mas tinha vontade de ter um.
Morava ao lado da linha do bonde entre as avenidas Chibarás
e Açocê, um rapaz de chamado de “Carioca”. Uma vez juntei todo o meu dinheiro e
comprei um Maranhão por cinquenta cruzeiros. E fui feliz soltar o papagaio. O
Álvaro, filho da Dona do Bazar Ana Maria, fez uma proposta de brincadeira, de
fazer um papagaio pegar o outro. Aceitei, mas um enroscou noutro e os dois
caíram em algum lugar que eu nunca descobri. Perdi o tão sonhado papagaio no
primeiro dia. Fiquei sem...
Outra coisa que começava a aparecer (pelo menos para mim), o
cerol, era uma linha com cacos de vidro, finamente moídos. Dava trabalho fazer,
colocavam-se cacos de vidro dentro de uma lata de óleo, e se martelava durante
um bom tempo, até conseguir um pó de vidro suficientemente fino para colar na
linha. Como a criatividade era grande, alguém descobriu que essa lata ao ser
colocada sobre o trilho do bonde seria amassada por ele e...num instante, como
um passe de mágica ... pozinho fininho de vidro ...
Quantas latas aqueles bondes amassaram.
Ruy Ernesto N. Schwantes
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