domingo, 26 de junho de 2011

...cafezinho,bolo e muita conversa

IRANY CABRAL CARVALHO  nasceu na cidade de Santiago no Rio Grande do Sul,em 1920.Quando tinha três anos a família foi morar em São Luís das Missões, cidade onde sua família tinha uma fazenda com plantação de cana de açúcar.
Aos  17 anos, numa tarde de fevereiro quando foi ao cinema com sua amiga Tide conheceu Heitor Magalhães Carvalho, na época com 23 anos, mineiro de Pouso Alegre,farmacêutico.No dia 14 de julho de 1937 começaram a namorar e se casaram em 18 de dezembro do mesmo ano.
Na época da guerra nasceu seu primeiro filho José Galeno e em 1940 nasceu Erico.
Devido a transferência do marido , agora tenente, a família precisou mudar para Pouso Alegre, Minas Gerais, onde morou por 14 anos e onde nasceram os seus filhos Fabia Maria e Heitor. Já morando na cidade de Piquete nasceram os seus filhos Dora e Fernando Miguel. Em 1963 devido ao convite que seu marido Heitor recebeu para supervisionar  um Banco de Sangue em São Paulo, a família se muda para o Jardim Novo Mundo, Moema, mais precisamente para a Rua Olivia,na casa de número 264. Na época dona Irani estranhou muito, pois as ruas do bairro eram todas, ainda de terra e a água era tirada dos dois poços existentes no quintal. Com o tempo foi se acostumando e gostando muito do bairro. Alguns anos depois a família se muda para uma outra casa, mas na mesma Rua Olivia. As plantas de seu quintal são um dos amores de dona Irani.

Irany  Cabral Carvalho e Heitor Magalhães Carvalho(em memória)

filhos: José Galeno(em memória),Erico,Fabia Maria(em memória),Heitor(em memória),Dora e Fernando Miguel

netos: Adriana(em memória),Luana, Erica,Paula,Guilherme,Gustavo e Lívia

IMPORTANTE  RESSALTAR : HEITOR, MAIS CONHECIDO COMO ZINHO,UM DOS FILHOS DE DONA IRANY, CONHECIDO E MUITO QUERIDO POR TODOS OS MORADORES DO BAIRRO,
E QUE SEM DÚVIDA ALGUMA FOI DURANTE TODA A SUA VIDA A ALEGRIA DA NOSSA RUA OLIVIA!


10 de janeiro de 2011 dona Irany comemorando os seus 91 anos



fotos enviadas por: Dora Carvalho

Meu grande abraço à dona Irany pelo seu carinho comigo  e por toda  sua alegria e entusiasmo em contar um pouco de sua história.
Dona Irany mãe dos queridos Didel e Dorinha

terça-feira, 21 de junho de 2011

Mariângela Maciel Miller : formatura do primário no Colégio Cristo Rei
coral dos formandos
recebendo o diploma da professora Odila ano da foto: 1970
fotos enviadas por: Mariângela  Miller Moreira Porto

Igreja Nossa Senhora da Esperança

 
Primeira Comunhão de Mariângela Maciel Miller
ano da foto: 1970
foto enviada por Mariângela Miller Moreira Porto

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Um passeio pelo Viaduto do Chá

Essa fotografia é mesmo especial para mim,pois além de me permitir recordar um momento delicioso da minha infância é um registro histórico dos hábitos paulsitanos que viveram na nossa querida cidade na década de 50.Soube pelo meu pai que ela foi tirada por um lambe-lambe,lembra deles?
Acredito que ela seja de 1954 ou 55, calculada pelo tamanho do meu irmão Hamilton.Ao seu lado está uma prima da minha mãe,Ligia de Três Pontas MG, depois eu, muito chic vestida com um sobretudo cinza, cujos botões guardo até hoje de recordação.Ao meu lado minha tia Cinira, a caçula das mulheres da família da minha mãe e outra prima,Conceição, também mineira,irmã da primeira.
O passeio fotográfico aconteceu no Viaduto do Chá, provavelmente numa tarde em que as três jovens iam às compras ou para um chá, como tinham o hábito de fazer diariamente.Um dado interessante de ser lembrado é que naquela época não ficava bem moças solteiras passearem desacompanhadas,então, na falta de um homem disponível,nós crianças da casa íamos juntas para garantir a reputação das senhoritas e, logicamente,adorávamos.
Mais um detalhe,essas primas vinham todos os anos de Minas para São Paulo e ficavam hospedadas na casa da minha avó, ali perto do Páteo do Colégio.Elas são irmãs do pai adotivo do Milton Nascimento,o Bituca, com quem cantei numa rádio de Três Pontas.





texto e foto enviados por: Suely Piedade Santos
Minha amiga Suely tem um blog que vale muito ser visitado:
http://www.dapenaomouse.blogspot.com/

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Valdir e Maria Cecilia Saguas em plena lua de mel na Boite Nightand day no Hotel Serrador, Rio de Ja neiro, assistindo o show de Carlos Machado com Grande Otelo, Elizete Cardoso, Silvio Caldas e Norma Tamar.
ano da foto: 1958
foto de:Rose Nakamura

PARA TODOS QUE DE UMA FORMA OU DE OUTRA PARTICIPAM  DO BLOG

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Santo Antonio

Os anos que morei na Nhambiquaras foram repletos de festas juninas. Meus vizinhos eram muito festeiros, Dona Cecília, Seu Castanheira, Dona Olímpia, Seu Ney, Dona Tereza... nos reuníamos todos na frente da minha casa, que tinha um jardim na frente, por sinal nada cuidado, fazíamos a fogueira, cada um trazia uma coisa, quentão, bolo de fubá, pipoca, milho verde, canjica, arroz doce... O arraial era muito bem servido, dançávamos a vontade e nos divertíamos até a madrugada, todas as famílias e agregados.
Normalmente essas festas eram feitas quase sempre na véspera de Santo Antonio ou São Pedro.
Uma dessas festas ficou bem gravada na minha mente ,eu tinha 14 anos, nessa noite tínhamos uma relação de adivinhações para Santo Antonio.
Começavamos com as agulhas virgens, naquela época a minha paixonite aguda era o dono da DKV azul. Eu colocava a primeira agulha que representava ele e depois a segunda que seria eu. A minha agulha corria corria atrás do DKV e ...nada, nuuunca elas se juntavam, por mais que eu tentasse e usasse de todas estratégicas enganosas... nada. O dono daqueles olhos azuis sempre saía numa corrida doida loooonge de mim, para minha angustia!
Depois da tentativa fracassada das agulhas fomos para a faca virgem na bananeira (coitada), depois de enfiar a faca na pobre da bananeira, tínhamos que rezar para Santo Antonio um Pai Nosso e esperar o outro dia, onde no "sangue” da bananeira estaria estampado o nome do meu futuro marido. Quem sabe um 'N' apareceria para alimentar minhas esperanças...
A próxima adivinhação era descascar uma laranja por inteiro sem quebrar a casca, depois roda-la pensando no alfabeto, quando ela se partisse você teria a inicial do nome do seu marido. Para minha infelicidade, ela se quebrava logo no início, mesmo quando eu a rodava bem devagarinho para que pudesse chegar até o 'N' ...nunca chegava!!!!!!!
A última tentativa da noite era os papelotes com o alfabeto, você os deixava debaixo do travesseiro e pela manhã você teria um deles abertos e a descoberta da inicial do nome do futuro marido.
A noite continuava; pula fogueiras, risadas, danças e paqueras até que o cansaço nós vencía e cada um devagar voltava às suas casas.Dia seguinte, dia das grandes descobertas!!!!!!!!
Primeira coisa: levantei o travesseiro e havia um papelote aberto e não era o bendito 'N'...corri para o quintal da vizinha onde estava enfiada as facas ...tudo se misturava, mas eu até que conseguia ler uma letra ou duas, mas também não era as iniciais do meu amado! Todas nós saíamos rindo, nada deu certo. Essa coisa de Santo Antonio não funciona, é tudo uma porcaria, bobeiras que o povo inventa... eu sei que vou casar com ele... e os sonhos continuavam...
Anos depois quando lembrando esses acontecimentos de infância, me lembrei das letras do alfabeto cortado na casca da laranja, do papelote , debaixo do travesseiro  e da letra na bananeira: 'B' !!!!!!!
Genteeee adivinhe o nome do meu marido???
... Bernard!!!!!!!!
Êta santinho bommm sô!!!!!!!!!!

texto escrito por: Iara Schaeffer

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Moema nos anos 60



Quando fui morar no Jardim Lusitânia, o único lugar por perto que se tinha para compras era Moema.
Pegávamos o bonde na esquina do que é hoje a avenida Ibirapuera com a rua Pedro de Toledo. Ali era um lugarzinho ermo e descampado, onde só havia poucas casas, sem calçadas, e os trilhos do bonde, que eram instalados em dormentes sobre o chão de terra socada.
Não sei por que os trilhos do bonde sempre eram acompanhados por uma porção de pedras mais ou menos grandes, do tamanho das pedras dos mosaicos portuguêses que se vêm por aí...
Em direção a Moema, a vista era aberta e o bonde passava, balançando para um lado e para outro, ao lado do clube Monte Líbano que fica na avenida República do Líbano, esquina com a atual avenida Ibirapuera, e lá havia outro ponto de parada do bonde.
Atravessar a República do Líbano era fácil, pois não havia quase carros. Às vezes, quando vinha alguma autoridade, chegando pelo único aeroporto da cidade, era nessa avenida que ficávamos para assistir o cortejo de carros oficiais, os "chapa branca"!
Eu me lembro do Giovanni Gronchi passando por lá e minha prima falando em voz alta: "signora Gronchi, anch′io mi chiamo Carla!" A esposa do Giovanni se chamava Carla, como minha prima, que queria de qualquer maneira, dar o seu recado do alto dos seus 10 aninhos!
Havia um supermercado nesta última esquina, o Peg-Pag, uma novidade, mas se quiséssemos seguir no bonde, desceríamos no ponto em frente à Igreja N. Sra Aparecida, ou adiante, no "balão do bonde", acho que na Macuco.
Ali havia uma série de lojas como a de ferragens, mais adiante a Casa Eurico que penso que ainda exista e a Sulamita de aviamentos. Depois de Moema, o bonde continuava seu andar de pato, com seu som característico de ferros batendo e seus guinchos nas freiadas.
Embaixo de um dos bancos de madeira havia areia, para ser usada em caso de incêndio, mas sem instruções e, pedia-se para o motorneiro parar puxando uma corda de couro que ficava à nossa disposição em toda a extensão do bonde, acionando um sininho.
O interior era marrom avermelhado característico de todos os bondes, seus banco eram de ripas de madeira nobre, anatomicamente desenhados, e para nosso deleite e por falta de coisa melhor para fazer, líamos as famosas propagandas que nunca eram trocadas e que, por isso, ficaram gravadas nas mentes de quem usava esse meio de transporte.
Outro dia, na frente do antigo Mappin, reparei que a reforma que a região está sofrendo, respeitou um pedaço de trilho desenterrado, que assim, ficou exposto e ganhou placa para explicar para quem não conhece, o que são aqueles dois pedaços de ferro em paralelo, enterrados no meio do asfalto!
texto enviado por: Silvana C. Boni




DIA DE SANTO ANTONIO
...ainda dá tempo para os pedidos!
PÃO ITALIANO DE MOEMA
No largo de Moema existia(acho que ainda está viva) uma padaria que fazia o melhor pão italiano do bairro.Aos domingos a fila para comprar dava a volta no quarteirão.

enviado por: Valdir Saguas

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Avenida Aratãs,1701

Em  1948 Maria Lucia , seu marido Edmundo Rodrigues Alves (em memória) e suas filhas Maria Lucia e Maria Eliza na ocasião com nove meses se mudam da Rua General Carneiro, no Bosque da Saúde para uma casa na Avenida Uapés. Nessa casa nasce a terceira filha do casal, a Maria Alice.Em 1958 a familia se muda para uma casa na avenida Aratãs,1701.
Da esquerda para a direita a amiga Renata,Maria Eliza,Maria Alice,um amiguinho e Maria Lucia,na casa da avenida Uapés
Maria Alice e seus pais Maria Lucia e Edmundo,ano 1970

Casa da avenida Aratãs,1701 o portão e todos os detalhes em madeira  da casa foram feitos  pelo sr. Edmundo Rodrigues Alves, muito caprichoso, um verdaeiro artista na arte com a madeira.A casa,ainda existe, porém está toda reformada. O carro que aparece era da família,um Citroem.
Maria Eliza e Renato em frente a casa da avenida Aratãs, na foto aparece o cachorrinho Pichinim,ano 1968, depois que se casaram êles foram morar primeiro no bairro do Jabaquara e depois na cidade de Brasilia.

fotos e dados enviados por Maria Eliza Rodrigues Alves

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Adolescência e a Turma da Pracinha

  Morei no Rio de Janeiro em 1972 e quando voltei p/ São Paulo estranhei muito. Quase não saia e, um dia, em 1974, meu 1º amigo, Fogueira, foi me chamar em casa, com sua possante Mobylette (ou será que era outro nome???), dizendo que ia me levar até a pracinha ali perto de casa para eu conhecer algumas pessoas. Subi na garupa e lá fomos nós!!! Chegando lá, vi meu irmão Peipei conversando com um grupo muito animado., formado pela Ana Cecília, Ana Maria, Nelsinho (que já conhecia) e Dante. Fui apresentada a todos e fiquei ali, cheia de timidez, conversando mais com o Fogueira e com ciúmes do meu irmão que nem disfarçava seu interesse pela Ana Cecília.
    Nos dias que se seguiram, já ia com o Pei, depois do almoço, direto para a pracinha e fui conhecendo o resto do pessoal: Márcio, Risada, Gusto (irmão do Dante), Ivan, Dudú (irmão da Cristiane), Cristiane, Cláudia, Vavo, Armando,além de reencontrar o Tonho, Beto, Mário, Nininha, Vivo, Yara, Maria Silvia Pi, enfim, cada dia a turma ia aumentando. Eram tardes muito divertidas, cheias de papos furados, muitas gargalhadas, enfim, era só alegria.
    Com o tempo, éramos 1 grupo enorme: Nelsinho, Tonho, Pei, Beto, Márcio, Mauro, Dante, Gusto,  Ana Cecília, Ana Maria, Biinha, Marcelinho (estes 4 últimos todos irmãos), Vivo, Vavo, Mário, Nininha, Fernanda Moura, Fernanda Lisboa, Birigui, Yara, Maria Pi, Marco, Dudú, Cristiane, Mariane, Cláudia, Fogueira, Risada, Alemão, Nena, Ivan, Bolzan, Cibeli, Leda, Rose, Cida, Maria Silvia e Renata (irmãs), Fernando Dias, Armando, Pig, Maurízio Salla, Marina Lebowitz, Marta Néspoli, Cida e Mário Banin, Taborda, Sandra Brentare, Sandra italianinha, Maria José, Eliane e Silvana (irmãs), Jayme, Lia, Léia e tantos outros que não me lembro. Fazíamos muitas festas, íamos ao cinema Vila Rica, e tomávamos lanche na lanchonete do posto Shell, da Av. Santo Amaro. Lembro-me quando o Shopping Ibirapuera foi inaugurado e na hora que as portas foram abertas, o grupo quase todo estava lá. Foi inesquecível!!!
    Como toda turma de jovens, é claro que os namoros começaram a aflorar: Pei e Ana Cecília, Beto e eu, Maria Pi e Marco, Márcio e Cristiane, Fogueira e Fernanda Lisboa, Bolzan e Cida, Cláudia e Vavo, Risada e Eliane, Nelsinho e Cibeli, assim como foram brigando e formando outros pares: Maria Pi e Vivo, Bolzan e Cristiane, Márcio e Nena, Vavo e Marina, enfim, pares foram formados e desfeitos e, claro, alguns acabaram se casando, tais como: Pei e Ana Cecília, Nelson e Cibeli, Bolzan e Cristiane, Vavo e Marina, Márcio e Nena.
    Lembro-me também de quando inauguraram o New Lareira's, na Av. dos Bandeirantes, ao lado do viaduto da Av. Ibirapuera. Era nosso ponto de encontro e acho que demos muito lucro para o dono!!!
    Foi uma adolescência maravilhosa, cheia de festas, cinemas, discotecas, corridas de Kart, fórmula 3 e moto, viagens, namoros, encontros e desencontros.
    O melhor de tudo isso é que passados tantos anos ainda somos amigos e a alegria em nossos encontros é a mesma de quando éramos adolescentes, apesar de estarmos na faixa dos 50 anos, casados e com filhos!!!
    Não posso deixar de citar que durante esses anos tivemos perdas de pessoas muito queridas e que deixaram grande saudade em n/corações!!! Fica aqui minha homenagem a esses amigos maravilhosos que nos deixaram tão cedo, mas que tenho certeza, estão sempre ao nosso lado: SANDRA ITALIANINHA,  MÁRCIO, LIA e VAVO!!!


escrito por: Mariângela Miller Moreira Porto

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Primeira Comunhão dos alunos do Colégio Nossa Senhora da Aparecida


1a.foto:Suely e seus amigos
2a.foto:Suely, seu irmão Hamilton e sua prima Sandra
as 2 fotos foram tiradas em frente a Igreja Nossa Senhora da Aparecida
ano das fotos: 1959

O colégio Nossa Senhora da Aparecida fazia todos os anos a primeira comunhão em grupos. Saíamos todos em procissão do colégio até a Igreja Nossa Senhora da Aparecida para a cerimônia e  depois voltávamos com todos os familiares para o colégio para saborear uma farta mesa de lanche, afinal todas as crianças estavam pela primeira vez fazendo jejum.Êsse dia foi o acontecimento na minha vida!

fotos e texto enviados por Suely Piedade Santos

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Anita Lippi e seus filhos Ricardo e Ronaldo
os três na janela do belissimo Ford 1946

foto enviada por Ronaldo Lippi

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O tempo que Moema era Indianópolis

Nos anos 1950, o bairro de Moema era mais conhecido por Indianópolis. Segundo se dizia naquela época Indianópolis começava depois da Avenida santo Amaro para quem estava na Vila Olímpia ou Itaim Bibi. E quando a gente ultrapassava a ainda estreita Avenida Santo Amaro vinha as Ruas Pintassilgo, Graúna, bem-te-vi, não sem antes colocar o nome Avenida dos Eucaliptos, onde realmente tinha pés de eucaliptos por quase toda sua extensão. Era por essa Avenida que íamos até a TV Record a pé assistir aos sábados à noite a Luta Livre ver Fantomas o lutador mascarado e outras figurinhas difíceis de engolir. Acho que nem o Zagallo os engoliria. Aos domingos à tarde íamos La na Record assistir a Gincana Kibon que era apresentado por Vicente Leporace e a Miss Kibon Clarice Amaral. A TV Record tinha sua entrada como se fosse uma casa comum de telhado em “duas águas” com um enorme número 7 abaixo no ângulo do telhado. Até chegar lá tinha que entrar pelo portão e andar uns 50 metros do quintal da casa que era o auditório da TV que ao entrar se via uma arquibancada de madeira como era comum nos circos da época. Alias naqueles anos tinha o circo do Arrelia onde os espectadores ficavam naquelas arquibancadas.
Com a desapropriação pela prefeitura para o alargamento da Avenida Moreira Guimarães o terreno foi encurtado em vinte metros mais ou menos, o que descaracterizou aquele bonito terreno ta TV.
No “centro de Moema” tinha o brindes Pombo, uma firma de brindes que naquela época eram compradas pelas empresas para fornecer a seus funcionários. Em cima do prédio a efígie da ave Pomba, que podia ser também a ave do sexo masculino. Essa firma era propriedade do meu amigo Mansur que eu os encontrava sempre com sua simpática esposa na agencia do Jóquei Clube próximo a igreja de Nossa Senhora Aparecida. Mansur ficava emocionado quando eu contava a historia do bairro, que eu, meu irmão e garotos da Vila Olímpia  nos anos 1950 andavamos de bicicleta nas ruas de terra, vindo pela Rua Pavão que saia em frente à Fiação Indiana, onde hoje é o Shopping Ibirapuera, no terreno onde  estava a fabrica de tecidos, ainda tinha  o campo de futebol de terra amarela e, a enorme torre da Aeronáutica. Seria muito bom se algum morador antigo tivesse fotos daquela época.
A Avenida Ibirapuera tinha uma canaleta no centro com os trilhos por onde passava o Bonde que vinha da Avenida da Liberdade até Santo Amaro. Aos poucos os bondes foram sendo retirados em 1968, e coube a essa linha de Santo Amaro a ultima a sair de cena e na ultima viagem teve dois passageiros ilustres o governador Abreu Sodré e o prefeito José Vicente de Faria Lima.
texto enviado por Mario Lopomo

domingo, 29 de maio de 2011

Rua Tuim

JOANA DANTINO MILANO,  nasceu na Rua  Manoel Dutra, 320 no bairro  Bela Vista. Os seus pais eram donos da Padaria Lucania, na Rua Rui Barbosa.
Casou com Miguel Milano na Igreja Nossa Senhora do Carmo.
Em 1952 em pleno carnaval ela e o marido fizeram a mudança para a Rua Tuim e que tudo foi muito sofrido,pois o bairro além de ser muito distante do bairro  Bela Vista onde estavam acostumados a viver,a rua era de terra, não tinha luz e era preciso tirar água do poço e o pior de tudo êles não conheciam ninguém.
Aos poucos foram conhecendo um e outro vizinho, suas filhas Maria José e Marilena nasceram e quando percebeu já estavam acostumados com o bairro!
Em 1975  dona Joana resolveu abrir, num pequeno espaço de sua casa mesmo, um bazar e todos os dias
junto de sua filha Maria José ali ela está atendendo os fregueses  e tricotando casaquinhos para recém-nascido.
Acredito que muitas pessoas que moram ou passam por Moema já compraram algum aviamento no bazar ,que fica na Rua Tuim quase esquina da avenida Rouxinol.

minha conversa ao pé do do ouvido com dona Joana

sexta-feira, 27 de maio de 2011

MOEMA - PEQUENA HISTÓRIA DE UM GRANDE BAIRRO

Moema é hoje um dos bairros nobres e privilegiados que a cidade de São Paulo possui.
Na década de 50, o bairro ainda apresentava aspecto de uma cidade do interior, com muitas chácaras, muitas casas simples e várias indústrias que evidenciava ser um bairro predominantemente fabril. Com a chegada dos anos 60, pouco a pouco as empresas começaram a mudar para outros centros, propiciando o início de um bairro residencial.
A década de 70 foi o marco do descomunal desenvolvimento ocorrido em Moema. Com localização privilegiada, muitas casas foram dando lugar para empreendimentos imobiliários com construções de edifícios para a classe média, média alta e de alto padrão, originando progresso gigantesco em todas as atividades que um bairro moderno necessita para subsistir. Acompanhando e confirmando o crescimento, surge o Shopping Center Ibirapuera que veio para consolidar o ritmo progressista do bairro.
Apesar de ser visinho do Aeroporto de Congonhas e ter ocorrido alguns acidentes graves quando da decolagem ou aterrizagem de aviões, em nenhum deles teve como palco um espaço dentro das delimitações de Moema. Mas houve um acidente curioso e trágico, que ficou para a história do bairro acontecido há cerca de 30 anos. Um pequeno avião, provavelmente desses que eram usados na época para as primeiras aulas de um candidato a piloto, por pane no motor ou imperícia, chocou-se violentamente com um edifício da Avenida Ministro Gabriel de Resende Passos.
O curioso do acidente foi que o bico da aeronave atingiu o vitrô do banheiro de um dos apartamentos do edifício, tendo ficado cravado no imóvel. O trágico foi o falecimento do piloto. Não lembro se havia um acompanhante que, se confirmado, teria tido o mesmo destino.
Voltando à história, Moema hoje conta com um comércio totalmente diversificado e modernizado, atendendo  a todas as necessidades dos moradores; Bancos das principais bandeiras a cada canto; Hoteis diversos de quatro e cinco estrelas; Pizzarias e Restaurantes para todos os paladares; Escolas conceituadas de ensino fundamental, ensino médio e faculdades; Para entretenimento, uma agradável casa de Shows;
Para atenuar o estresse que o cotidiano da vida produz, o lindo Parque do Ibirapuera, ao lado e muitos outros privilégios que faz com que o bairro atualmente seja o sonho de muitos mas, realidade de poucos.
O famoso cantor e compositor baiano, Dorival Caymmi, falecido em 2008 e autor de lindas canções, fez uma que diz: "É DOCE MORRER NO MAR" - Termino esta pequena história dizendo: "É DOCE VIVER EM MOEMA" !!!

texto enviado por: Roberto Capuano

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Avenida Ibirapuera

Posto na esquina da Avenida Ibirapuera
Mario Lippi e seu Ford 1946
ano da foto: 1960
foto enviada por Ronaldo Lippi

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Vila Indiana, vila da Fiação Indiana

Da esquerda para a direita: Lidia Aparecida Walder no colo de sua mãe Maria Aparecida Walder e
Benedito Martins no colo de sua mãe Maria Lima Martins em frente a casa de Maria Lima, na Vila Indiana a vila dos operários da Fiação Indiana.Hoje o Shopping Ibirapuera ocupa uma parte do terreno onde um dia foi a Fiação.
ano da foto: 1947
foto enviada por: Lidia Aparecida Walder

segunda-feira, 23 de maio de 2011

 Aratãns...

 Era um DKV azul,eu sabia quando ele estava na casa da (a)vó. O carro, estava plantado na frente com as portas abertas,esperando ser limpo. Meu coração batia forte...ele estaria lá .Eu nem me olhava no espelho,não precisava.Nao arrumava meu cabelo,não havia tempo. Apenas dava qualquer desculpa para a minha mãe, subia a Aratãns em direção a casa da minha vó Mariinha. Meu coração aos saltos ,o rosto pegando fogo,toda a emoção estampada nele.
Saia da minha casa na Nhambiquaras, viarava a Aratãns em direção ao meu amor...olhando à frente e só me virava quando eu escutava o voz dele:
_ "Ei, tá indo pra sua vó?"
Nossa! Iluminação total, a voz quase não saía, só se ouvindo um grunido.
_ "Hum Hum..."
Mas eu tinha de parar, afinal de contas foi ele que começou o papo.
-"vou sim." Respondi.
-"e voce, lavando o carro ?"
Burra de tudo..ai ai ai que pergunta mais idiota...
Ele abria aquele sorriso lindo e com aqueles olhos azuis brilhantes que combinava tanto com o carro, ele perguntava:
- "Vai na Manja hoje? O bailinho começa as oito!!" Era só o que eu queria ouvir...
- "vou sim. voce também vai né?"
- "vou."
Pronto acabou o diálogo,tudo bem ,ele vai !ele vai!Não tinha mais nada pra dizer,nem pra ouvir...nem mesmo que eu quizesse a alegria tomou conta do meu corpo todo..
"entao tá, agente se encontra lá!"
Virava meu corpo tremendo de emoção, acenei um tchauzinho e continuei subindo a Aratãns ,já chegando na esquina com a Anapurus. Amigas na varanda gritaram :
- "Oi Iara , vai pra sua vó?" as gargalhadas soaram longe...
Todo mundo sabia ,afinal, eu subia aquela rua pelo menos duas vezes por dia,só para poder ter um glance daqueles olhos azuis...
Do outro lado da rua estavam mais alguns amigos ;Roberto Zé Augusto,Mimi ..
-"Oi, Iara, tudo jóia?
-"Tudo.."
-"Bailinho na Manja hoje, viu??
Ora, como se eu não soubesse, já estava contando os minutos os segundos, até ensaiando mil roupas no pensamento, sonhando com os momentos que iria passar em seus braços, ao som de Ray Charles,Sergio Endrigo ,Rita Pavone , minha cabeça em seu ombro e esperando, esperando o primeiro beijo.
Chegando na minha avó, com a cabeça nas nuvens, não ouvia nada que ela falava. Cumprimentava meus tios e saia correndo. A vontade era voltar de novo, descer a Aratãns mais uma vez e olhar pra ele,mas não podia. Ia dar muito na cara, tinha que disfarçar.
Então ia nos vizinhos Dna Lica e Sr Lico, na Aratãns mesmo, brincava com as crianças de pular corda...afinal, ainda, faltava algumas horas para às oito.
Meus treze anos...

Escrito e enviado por: Iara Schaeffer
 



sábado, 21 de maio de 2011

Moema...aí vem os noivos

Yedda Mendonça Netto e Sylvio Roberto Lorenzi
Igreja de Santa Cecília
Dia 05 de julho de 1954

Yedda minha madrinha duas vezes!  Amiga querida dos meus pais, passou a fazer parte da nossa família. Presença constante  em  muitos momentos de nossas vidas,acabou se tornando uma pessoa especial e inesquecível!
Morou na Rua Normandia, 33 com seus três filhos Fernando, Fabio e Silvio e advogou durante  anos em São Paulo até o dia em que resolveu voltar à sua terra natal Catalão,Goiás.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Moema...aí vem os noivos



Mariângela com seu pai Juvenal O. Miller Neto


Karina P.Leite,Mariângela,Rafael Zacarias,Roberto e Patricia Zacarias

Luiz Eduardo Maciel Miller,Mariângela,Roberto e Ana Cecilia Saguas Miller

Mariângela Maciel Miller e Roberto Moreira Porto
Igreja Nossa Senhora do Brasil
Dia 30 de julho de 1985

Lembro-me bem de quando estava para casar. Não fui uma noiva muito entusiasmada porque em razão de namoros anteriores, achava que tudo poderia acabar de uma hora para outra e também porque trabalhava o dia inteiro e quando dava saía para ver os preparativos para o grande dia: decoração da Igreja, coral, convites, vestido, véu, grinalda, bouquet, visita para convidar os padrinhos, curso para noivos, etc !!!Ufa que canseira!!
    Minha mãe me ajudou muito. Depois de me levar a 1000 lugares para que eu escolhesse um vestido, pedi que ela sentasse comigo e desenhasse o que eu queria. E assim, nasceu o "meu vestido de noiva". Depois que cheguei a conclusão de que era aquilo mesmo que queria, pedi a minha mãe que levasse a uma costureira conhecida por fazer vestidos de noiva. E assim foi feito.
    Tenho que confessar que preferia algo mais simples, mas como única filha, não podia simplesmente amigar ou casar no civil!!! Meu pai queria me levar ao altar e por ele me VESTI DE NOIVA e casei-me na Igreja. Hoje confesso que valeu a pena, foi tudo muito bonito, lá estavam muitas pessoas queridas e meu pai, não esqueço o seu rosto, era a felicidade em pessoa!!!
    Vocês devem estar pensando: Que noiva mais esquisita!!! Não, a verdade é que fui criada para estudar, trabalhar, ser antes de tudo 1 profissional e quando o Roberto apareceu em minha vida, foi tudo muito rápido, pois em 1 ano e meio, namorei, noivei e casei. Confesso que quando faltava 1 semana para o dia do casamento entrei em pânico!!! Queria sumir para qualquer canto com a minha mãe!!!
    Mas vamos ao "Dia do Casamento"!!! Entrei com meu pai na igreja, tremendo como uma vara verde, o sorriso até estava difícil de aparecer de tanto que tremia, aí chegamos ao altar e ele me entregou ao Roberto. Foi como um bálsamo!!! O Roberto sempre teve o dom de me acalmar, pois sempre fui ansiosa, geniosa e briguenta. Olhei para ele e senti todo o seu amor e meu coração transbordou de felicidade!!! Foi uma sensação maravilhosa!! Aí subimos a escadaria que levava ao altar, claro que tropecei na barra do vestido, e a cerimônia transcorreu normalmente, quer dizer, normalmente até a hora que abracei minha mãe, pois comecei a chorar e tremer e não queria parar de abraçá-la e aquela sensação de pânico voltou e eu queria sair daquela Igreja com ela e sumir. Diante disso, levei uma bronca da minha mãe que me desgrudou dela, mandou que eu parasse de chorar e voltasse para o meu marido porque ele já estava me esperando para sairmos do altar!!
    Hoje, depois de quase 26 anos de casada, com um filho maravilhoso de 16 anos  (Thiago), agradeço a Deus por ter colocado o Roberto no meu caminho, um rapaz 4 anos mais novo que eu, mas que me mostrou o caminho da felicidade, do amor verdadeiro, do respeito que deve haver entre um casal, do valor da família, que é nosso maior bem e da importância de ouvir um "eu te amo" todos os dias!!!
    Sou uma pessoa abençoada !!!!
    E, Roberto, "eu te amo"!!!!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Moema...aí vem os noivos



Meus pais Tina e Altivo Ovando                                               Minhas irmãs Maria Fernanda e Marta
No cantinho o meu irmão Altivo(Vivo)

no cantinho minha irmã Maria Mercedes
Marcia Ovando e Arthur Minniti Filho
Igreja de Santo Ivo
Dia 11 de dezembro de 1970


Nos dias que antecederam ao meu casamento a casa viveu dias e noites de muita alegria.Vizinhos,amigos e parentes passavam em casa para bater papo, ver os presentes,tomar um bom café com bolo e saber todos os detalhes do casamento .Já  no dia do casamento a bagunça foi geral, dá para imaginar cinco mulheres fazendo cabelo, maquiagem, andando de lá para cá, todas ansiosas,falando sem parar, rindo, brincando realmente, uma casa de noiva!Lembro muito bem que apesar de toda alegria e expectativa senti um  grande aperto no coração, pois eu ia deixar para trás os meus pais, minhas irmãs tão queridas, ainda meninas Marta e Maria Fernanda , minha irmã Maria Mercedes minha companheira de quarto, de confissões e meu irmão caçula Altivo, o Vivo, enfim nada mais seria igual.Posso dizer que tive um casamento de conto de fadas com direito a tudo, inclusive muitos fogos,batucada,confete e serpentina!

Moema...aí vem os noivos

Sonia Maria Gevaerd e João dos Santos Motta
Cartório Walter Guimarães
ano: 1971

Moema...aí vem os noivos

 Sandra Brentare e seu pai Plinio Brentare
Sandra Brentare e Luiz Roberto Martinez
Igreja Nossa Senhora da Esperança
Dia 03 de dezembro de 1982

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Moema...aí vem os noivos

Elizabeth Gilek Gonçalves e Carlos Alberto Castellari Coimbra
Cerimônia do Civil
Dia 24 de março de 1992
Na foto: Maria Stella Castellari Coimbra,Aurora Gilek Gonçalves e Breno Granja Coimbra

terça-feira, 17 de maio de 2011

Moema...aí vem os noivos


Yara Leal de Carvalho e Marcio Porto Feitosa
Cerimônia realizada no Salão Da Confederação das Senhoras Católicas
Dia 22 de janeiro de 1988




segunda-feira, 16 de maio de 2011

Moema...aí vem os noivos

Suely Piedade dos Santos e José Celestino dos Santos
Cerimônia realizada no Cartório do Jardim Paulista
Em dezembro de 1987

Moema...aí vem os noivos

Marcia Aparecida Delphini Vasques e Ronaldo Lippi
Igreja de Santo Ivo
Dia 24 de outubro de 1980