terça-feira, 16 de agosto de 2011

Meu pai Juvenal Octaviano Miller Neto

No mês de agosto comemoramos o Dia dos Pais. Penso que dia de pai e mãe sejam todos os dias, pois eles são a essência de nossas vidas.
    Infelizmente meu amado pai Juvenal Octaviano Miller Neto (Juju Balagandã) nos deixou em 2003, e apesar da saudade, sempre q penso nele é com alegria pois tive a sorte e o privilégio de tê-lo como "meu pai".
    Meu pai era muito alegre, adorava cantar e dançar (tenho a quem puxar) e um digno "arroz de festa", ou seja, era um baladeiro, não perdia uma festa, comemoração,inauguração, etc!!!
    Foi sempre um batalhador: Aos 12 anos perdeu o pai e a partir daí começou a trabalhar. Ganhou bolsa de estudos no Colégio Bandeirantes e dava aulas de matemática p/ crianças menores ou mesmo de sua classe que tinham dificuldade na matéria. Era assim que auxiliava no orçamento doméstico. Morou por vários anos em um quarto de pensão juntamente com sua mãe, irmã e avó. Como recompensa por seu esforço entrou na POLI, onde fez engenharia civil.
    Quando eu era pequena, não tivemos muito contato pois ele era engenheiro de obra e vivia viajando, mas quando estava conosco, lembro-me bem que nos finais de semana, para poder ficar um pouco com os filhos, ele nos levava junto para as obras que estavam em andamento. Acho que meus irmãos tomaram gosto porque ambos são engenheiros. Eu, em compensação, tenho horror a obras, reformas, casas de materiais de construção, etc...
    Por outro lado, lembro-me bem que saíamos apenas nós dois e íamos à R. Augusta e Shopping Iguatemy para que eu comprasse roupas e sapatos sem a interferência da minha mãe. Era uma delícia, um dia só nosso, de pai e filha.
    Quando entrei no colegial, meu velho passou a me levar e buscar na escola. Bons tempos, em que íamos conversando naquele carrão que parecia um jacaré (era um galaxi verde), ouvindo concertos de piano. Lembro-me também que durante a faculdade, meu pai ia umas três vezes ao meu quarto para me acordar e na última ele me punha em pé e empurrava em direção ao banheiro, como era gostoso; eu não levantava de propósito!!!! Coitadinho do meu velho!!!
    Outra lembrança muito marcante foi quando comuniquei que iria me casar. Meu velhinho perdeu o rumo e até ficou um pouco encrenqueiro de tanto ciúmes.Mas no dia do casamento lá estava ele, fingindo estar muito calmo, sem saber o que fazer, se andava ou corria até o altar e na saída, pisou na minha calda, quase arrancando minha grinalda!!!
    Tenho muitas saudades do meu Juju Balagandã (ele gostava que eu o chamasse assim), das nossas cantorias, danças, passeios e até de cachimbarmos e charutarmos juntos (rsrsrs), lembrei-me disso agora: sentávamos no sofá da sala e ele tinha dois cachimbos que eu preparava e ali ficávamos conversando e cachimbando juntos. Também havia o charuto, mas confesso que não gostava de charutar, aquele cheiro era horrível.
    Aí estão algumas de minhas lembranças com meu amado pai. Ele deve estar lá em cima rindo do que estou escrevendo. Beijos meu velho querido!!!! EU TE AMO MUITO!!!


meu pai Juvenal  e eu na casa da Rua Inhambu,1840, em 1968

Cruzeiro de Reveillon para a Argentina,jantar no Cabo de São Vicente: meu pai, minha mãe  e eu,1972/1973

Cruzeiro para a Terra do Fogo, Porto de Santos:meu pai,eu,Ana Cecilia Saguas e meu irmão Luiz Eduardo, o Pei, em 1980

Maratona de Nova York: Cadú meu sobrinho, meu irmão Carlos e meu pai, em 1999

Brasilia, 1966 - o meu pai foi um dos muitos engenheiros que construiram Brasilia,cidade onde nasci. Antonio,Maria comigo no colo,meu pai com o Carlos no colo e André com o meu irmão Pei no colo

                                                      OS HOMENS DA FAMILIA MILLER: meu irmão Carlos amparando o meu filho Thiago,Cadú filho de Carlos,Pei e seu filho Eduardo e meu pai,Clube Pinheiros,em 1995

texto e fotos enviados por: Mariângela Miller Porto

O Bexiga e meu pai Arthur Macellaro

meu pai Arthur Macellaro e amigos na Rua Abolição,bairro da Bela Vista


meu pai e amigos no campinho de futebol da Rua Japurá

                                                        

Nasci na Rua Treze de Maio em frente ao grupo Maria José. Sou filha do falecido "Corumbá", o qual foi um dos fundadores do Bloco do Esfarrapado - Arthur Macellaro.

Minha mãe, Alaíde Turella Macellaro era a cabeleireira do antigo “Seu Barros” da Rua Conselheiro Ramalho.

Meu pai veio da Itália ,na barriga de sua mãe e morou em Corumbá (MS) até seus 14 anos, quando veio para o Bexiga. Aqui ele conheceu minha mãe na Rua Abolição. Casaram e moraram na Rua Treze de Maio por muitos anos.

Ele gostava de satirizar os períodos e personagens contemporâneos e usava o Bloco dos Esfarrapados como meio de chegar ao público com seus pensamentos. Eram cinco amigos que juntos ironizavam personagens como o Jânio, Aracy de Almeida, Xuxa, etc.

Ele deu várias reportagens para emissoras como a Tupo, Excelcior e Globo. Eles se distraiam com fantasias improvisadas e com efeitos inesperados. Reuniam-se inicialmente na Rua Manoel Dutra, na década de 30; depois vieram para a Rua Conselheiro Carrão para unir-se ao Grupo do “Armandinho”.

Contava com os amigos Esquerdinha, Giniguim e Pinguinha. No Bar do Celestino, onde comiam petiscos italianos, meu pai fazia a famosa “sardella” e uma berinjela curtida que tinham como satisfação as tardes de sábado.

Meu pai era muito sociável, gostava de verdade dos amigos... Trabalhou e se aposentou pela Prefeitura de São Paulo como agrimensor. Quebrava muitos "galhos", vendia fogos de artifício em época junina e de copa; teve a primeira TV em cores do bairro na copa de 70 (que se tem notícia), ajudou as vítimas do Joelma arrecadando medicamentos em sacos emergenciais que corremos para levar aos socorridos.

Lembro-me de suas estórias dos jogos de futebol (campinho na Japurá), de sua luta em favorecer a melhoria do bairro junto a Câmara Municipal e com o amigo Brasil Vita.

Que saudades da Carmona, braço direito da ajuda em nosso Bairro. Conheceu o Bilota Júnior, que ajudou nas promoções da Igreja Aquiropita junto com dona Rosinha e com os Vicentinos que promoviam recursos para ajudar a comunidade.

Fui boneca Eucalol e consegui levar o nome do nosso bairro para promover a comunidade que era muito pobre. A maior parte dos moradores eram filhos e descendentes de italianos artesãos recém chegados de seu país, que vieram ao Brasil para trabalhar como operários e funcionários públicos.

Éramos uma geração de novos filhos e netos de imigrantes. Vivemos o verdadeiro Bexiga dos bons tempos, onde se jogava dominó na calçada, não havia violência explicita, as amizades eram mantidas por palavras de honra, falava-se alto como se estivesse brigando como nos campeonatos de bocha.

Meu pai foi uma criatura bem participativa, mas nunca teve segundos interesses; era inocente e abriu mão de patentes que hoje priorizariam sua memória.

Por isso, presto essa homenagem a ele, que deixou lembranças boas para os que dividiram seus sentimentos em suas humildes lembranças. Todos gostavam dele! Existem muitos nomes para citar, perdoem-me; mas por hora agradeço.


                                                          meus pai Arthur e minha mãe ALaíde

fotos e texto enviados por: Maria Tereza Turella Macellaro               

                                                                    






segunda-feira, 15 de agosto de 2011

...mais papais

Maria Regina Cordovil  juntinho do seu pai o maestro Hervê Cordovil recebendo um troféu na Record,em 1961

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Julia filha de  Maria Regina Cordovil  juntinho de seu pai Daniel Haar                                                                             
fotos enviadas por: Maria Regina Cordovil                                                                                 
Dia dos Pais

Há mais de 4 mil anos
Elmesu, um filho amado
Na Babilônia moldou
Cartão pro pai adorado
Desta forma começou
Dia dos Pais festejado
Pôr filho neste planeta
É um plano arriscado
Mas vale a pena saber
Deste seu plano ousado
Plantar árvore, escrever livro
E filho neste legado
Ter na vida sucessores
Vida renovada tem
Se é seu filho ou de outro
Pai é aquele que já vem
Caminhando lado a lado
Faz o bem sem ver a quem
Assim espalha amizade
Bondade e também saber
Vendo os filhos a estudar
Por um novo amanhecer
Feliz do pai que é criança
Faz bem este conviver
Neste dia tão festivo
Muita sorte e alegria
Parabéns é muito pouco
Paz e muita harmonia
Obrigado por ser gente
Inspirando poesia

poesia enviada por: Aparecida Schraner

...mais papais

Beto Coimbra com o seu pai Breno Granja Coimbra e sua filha Bárbara


Beto Coimbra com suas filhas Bárbara e Rafaela

fotos enviadas por: Beth Coimbra

domingo, 14 de agosto de 2011

MEU PAI, MEU AMIGO

Falar de meu pai é uma tarefa muito fácil, porque ele foi meu herói, meu amigo, meu incentivador, meu protetor e minha luz durante o tempo em que Deus deixou que ficasse ao meu lado e da minha família.
Ele estudou e se tornou importante na área de jornais, tanto nos Diários Associados quanto na Folha de São Paulo, local onde se aposentou. Era um homem bem à frente de seu tempo e nos transmitiu múltiplos conhecimentos, mas principalmente honradez, responsabilidade, afeição, respeito e formou, dentro destes princípios pessoas realmente do bem.
Seu maior prazer era ler e também tinha profundo conhecimento de músicas clássicas e entre as preferidas eram Noturno de Chopin e As Quatro Estações de Vivaldi, mas não se negava a ouvir Adoniran Barbosa nem Martinho da Villa, pois adorava dançar com minha mãe em casa nos finais de semana e aí entrava os boleros como La Puerta, El Relojio, e também a orquestra de Ray Coniff e Frank Sinatra (ele amava My Way).
Amava o mar e suas cores, muitas vezes indefinidas e até brincava que quando morresse queria suas cinzas jogadas ao mar e foi assim feito quando faleceu, há  11 anos atrás, deixando um vazio imenso em nossas vidas e na vida de muitas pessoas amigas.
Sua bondade era conhecida em todos os lugares que passou até com os garis da rua, pois no verão distribuía água gelada ou suco e no inverno oferecia café bem quentinho para todos.
Para ele nunca houve preconceito de cor, raça ou de ordem econômicas, pois todos somos iguais perante Deus e deveríamos ser perante a Lei.
Ele nos ensinou a arte de ser paciente diante das dificuldades da vida, mas dizia que é com elas que aprenderíamos a arte de bem viver.
Acho que é um exemplo para os pais de hoje, porque aconchego, muita conversa e carinho são a melhor receita para a educação de filhos.
Obrigada ao meu pai Pedro Nabarrete Filho e a todos os pais que procuram fazer o melhor para seus filhos, deixando para o futuro homens de bem.
Meu pai Pedro Nabarrete Filho

texto e fotografia enviados por: Roseli Tadeu Nabarrete


...para os papais


"Uma ocasião,
meu pai pintou a casa toda
de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa casa,
como êle mesmo dizia,
constantemente amanhecendo."

ADÉLIA PRADO

sábado, 13 de agosto de 2011

Meu querido pai Altivo Ovando


Não tenho conseguido dormir e penso nas suas quentinhas e tão lisinhas mãos passando levemente na minha testa para que o danado sono chegue... Enquanto não vem, meus pensamentos tomam forma de recordações.

Sabia amar como ninguém. Se entregava de corpo e alma e se sentia feliz. Lembro-me bem das várias vezes que deu flores para a mamãe com a carinha de eterno apaixonado (carinha de bobo mesmo)!

Meu véinho, e o meu baile de 15 anos. Que festa linda! Todinha como eu queria! E a nossa valsa...

Que delícia dançar com você! Dançava levinho e lá ia eu, ouvindo os batimentos do seu coração em ritmo prazeroso de Danúbio Azul. Que alegria! Ganhei meu anel de ametista também!

Como dava risada quando em pé ante pé, entrava no seu quarto e ia direto para a calça pendurada atrás da porta e colocava as mãos no bolso para pegar um dinheirinho extra, quando, minha mãozinha se deparava apenas com moedinhas – olhava pra você e você abria os olhos e com meio riso dizia: “tá no outro bolso, pode pegar!”

Adorava me ver maquiada, cá entre nós, exagerava demais!Bem arrumada, com os saltos altíssimos que usava e o batom bem forte. Boina, chapéu, anel e brincos grandes e me dizia: “você está linda! É uma verdadeira espanhola!” E riamos muito! E eu me sentia a mais linda pessoinha desse mundo!

E meu delicado anel ,o solitário que ganhei aos 18 anos? Juntamente com meu “Chevetinho azul pavão”. - Quando você me chamou pra sair na calçada da nossa casa e um carro parou, achei muito estranho. Você me abraçou carinhosamente e me beijou e entregou a chave do meu tão sonhado primeiro carro, quase morri de emoção papai! E beijei, beijei e agradeci muito e muito. As lágrimas rolavam e, abraçados, conseguíamos sorrir também.

Quando eu viajava, você sempre me mandava cartas lindas, dizendo para observar atentamente tudo, aprender o possível e, dali alguns dias, chegava mais dinheirinho para as danadas compras!

Papai, e os jogos do nosso glorioso Santos? Que loucura! Que alegria! E cada pulo que a gente dava! E nosso Eder Jofre? Aprendi a gostar de boxe de tanto passar as noites vendo e aprendendo a luta. Nós vibrávamos muito! E nos jogos de buraco? Você raciocinava tanto, e implicava comigo por arrumar o tempo todo o joguinho na mesa e, mostrava de cara alegre que ia bater! Quando, mais que de repente, a baixinha danada da mamãe batia com tudo! Você ficava louco! Pulava na cadeira! Mas logo se refazia e íamos pra outra rodada! E começava tooodo o raciocínio de novo!

Adorava ser abraçado, tocado, e bem mimado e sabia faze-los muito bem, com um carinho muito gostoso. Tinha o olho maior que a barriga! O prato do vizinho sempre era o melhor! Era uma formiguinha bem quieta quando se aproximava de um belo romeu e julieta. Só sabia fazer ovos quentes e até hoje não consegui comer nada igual. Adorava leite e tomava de um gole só! Gostava de bananas e ameixas pretas! E detestava peixe, tofu e soja! Dizia que estava comendo algodão!

Quando meu pai chegava do trabalho, eu corria e pegava o chinélinho dele e os colocava nos pés, já um pouquinho cansados e ele fazia uma carinha de menino mimado e eu uma carinha de alegria e amor. Quando eu ia cortar suas unhas, ele ficava encantado com a águinha quentinha e com as mãozinhas bem posicionadas, só esperando para ficarem bonitinhas. A gente aproveitava, e conversava sobre tudo e riamos muito também!

Você é meu chão, meu controle, meu herói, meu primeiro e eterno amor. Você sempre me disse pai, que sempre vale a pena viver! Por que a única coisa que temos certeza é a morte. Portanto, dizia para eu viver intensamente com felicidade. E, aqui tô eu, sem você, mas procurando viver com alegria e dignidade que você me ensinou. E agora, com não muitos risos fáceis e gostosos. E, em meio aos nossos risos fáceis e brejeiros, o tempo foi passando, passando e passou. E tudo agora, chama-se SAUDADE.

“As rosas não falam. Simplesmente exalam o perfume que roubam de ti” (Cartola) – Hoje, estou apenas com o perfume.

Pai,

Fico com suas cartas de amor, sua letra linda, seu cheirinho, e sua maravilhosa assinatura. Coisas que, apesar da modernidade, nenhum computador é capaz de me dar.

Com amor imenso e gratidão eterna,

Sua querida,

Tucha.

Momentos inesquecíveis com o meu pai Altivo Ovando:

                        em 1983


nós 2 dançando, ah como êle adorava dançar!


em 1994 fazendo uma das coisas que mais gostava: trabalhar

meu pai Altivo,minha mãe Tina e minha primeira filha Mayra


nós 2 dançando no coreto em Poços de Caldas

texto e fotos enviados por:  Marta Ovando Obara

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

...nosso papai


papai Cassio Maffia,Adriana,Krista,Micaela e Lua

Adriana,papai Cassio,Micaela e Lua


papai Cassio, Lua,Micaela , mamãe Krista e Adriana


Lua, papai Cassio,Micaela, mamãe Krista e Adriana




...mais papais

Sandra Brentare Martinez e seu pai Plinio Brentare

Meu pai foi uma pessoa LINDA!!!!!!! Êle era uma pessoa simples, com pouco estudo, super trabalhador e a pessoa mais honesta que conheci em toda minha vida. Êle foi o meu melhor amigo!!!Amigo de todas as horas.Sinto muito a sua falta.Mas onde quer que êle esteja, gostaria de reforçar o que êle sempre soube.
PAI, TIVE GRANDE ORGULHO DE PODER SER SUA FILHA. TE AMO MUITOOOOOO......................

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Luciana e Thiago juntinho do papai Luiz Roberto Martinez

fotos enviadas por : Sandra Brentare Martinez


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Lembranças com meu pai...

A gente saía da Nhambiquaras e pegava o ónibus para o Vale do Anhagabaú na Maracatins quase esquina com a Aratãns. Era dia de compras, o dia era diferente e não importava se fazia sol ou chuva. Para mim, o dia era claro, brilhante e alegre. Esquecia até os meus enjoos crônicos que tinha dentro de ônibus!
Saíamos cedinho de mãos dadas pra não se perder. Dentro do ônibus meu pai me deixava sempre sentar na janela e explicava aos passageiros que eu tinha enjoo, e necessitava de ar fresco. Naquele tempo as janelas eram abertas perto do seu rosto e o vento batia direto nas pessoas sentadas, algumas delas não gostavam, por isso, meu pai sempre pedia desculpa e explicava a situação.
As vezes quando o vento não fazia o efeito necessário, ele abria uma caixa de fósforo e mandava eu mastigar os palitos, e parecia funcionar. Foram quase uma tortura chinesa esses passeios, mas eu não perderia por nada desse mundo!
Descíamos no Anhagabaú e subíamos as escadas rolantes da galeria Prestes Maia, íamos em direção da Rua São Bento e descíamos a ladeira Porto Geral direção 25 de Março. Lá comprávamos meias e calcinhas tudo em dúzias. Eu sempre achava que meu pai era exagerado, mas hoje entendo porque: Comprar a “granel” (como ele costumava dizer), era mais caro do que ao atacado.
Depois das compras subíamos a ladeira novamente e voltávamos para a Rua Direita onde por lá fazíamos as compras de sapatos ou qualquer outra necessidade, mas, não antes de entrar nas Lojas Americanas e comer o famoso cachorro quente com milk-shake. E essa era a hora de compensação de todo o sacrifício da ida e da volta de ónibus!! Hummm que delícia era o ápice das compras, acho até que, se eu fechar os olhos e voltar no tempo ainda posso sentir o cheiro bom que era aquele molho da salsicha com cebolas e tomates de verdade.Algumas vezes tinhamos direito a um Sundae,sabe daquelas taças altas cheio de mashmalow , chantilly e uma cereja na ponta nada de stress de dieta de acúcar ou gordura..bom demais!
Terminadas as compras voltávamos pelo mesmo itinerário cheia de pacotes, e novamente de mãos dadas pelas escadas rolantes da galeria. O meu dia perfeito, embora soubesse que iria passar pelo mesmo sofrimento dos enjoos na volta, havia recebido a recompensa de um dia maravilhoso.
Quando descíamos do ônibus na Maracatins já era quase noite, subíamos a Aratãns juntos, minha mãe, minha irmã e eu. Meu pai? Ahhh ele? Ficava na padaria para o seu bem merecido “rabo de galo”!
Meu pai Veridiano Miranda Tinoco com o  meu filho Bernie Schaeffer, 1978

texto e fotos enviados por: Iara Schaeffer

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Nosso pai, Kazumi Obara

Mayra, Mainah e o papai Kazumi Obara, em 1992

em 1993

em 1994

em 1994

2011
Pai: sabemos a sorte que temos de ter um pai como você!Te amamos muito e para sempre!Beijos das  suas "filinas".

fotos enviadas por: Mayra Ovando Obara

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

 Viva o Dia dos Pais                                 

Perdi meu pai muito cedo, ele morreu em junho de 1945 as 04h00min de lá matina (cedinho né) na época eu tinha apenas 6 anos e meio.

Naquele tempo os pais ainda não possuíam um dia, o dia dos pais eram mesmo todos os dias.
.
Meu nome Arthur, eu herdei de meu pai que também era Arthur e graças a esse fato até hoje lá em casa eu sou simplesmente Tutu.

Meu pai já era escolado, na arte de ser papai, pois o mesmo era viúvo, com sessenta anos nas costas e possuía seis filhos ao se casar com mamãe.

E então já meio cansado ou então já aposentado, querendo apenas dormir ao lado de minha mãe, que tinha só vinte sete anos e ainda não estava muito madura, produziu só mais três filhos dos quais eu sou o caçula.

 Às vezes me lembro dele, passeando e me dando sua mão, e assim de mãozinhas dadas fazíamos as caminhadas pelas ruas da Freguesia.

Meu pai era marceneiro, pedreiro, eletricista, encanador, fazia de tudo um pouco e era um grande artista como encardenador, profissão que exerceu com arte e nela se aposentou.

Infelizmente com meu pai muito pouco convivi, só sei que ele era bom, carinhoso culto, educado, não dizia palavrão, não tinha vícios algum, e sua única fraqueza, digo aqui com toda a franqueza, era tomar como aperitivo um cálice de boa pinga antes do almoço a mesa.

E assim em 1945 quase ao final da Segunda Guerra, meu pai se foi dessa terra aos setenta e sete anos.

Pouco com ele eu vivi, mas muito com ele aprendi.

E assim paizinho querido, que de minha memória não sai, presto-lhe essa homenagem nesse dia de todos os Pais.


texto enviado por: Arthur Miranda

domingo, 7 de agosto de 2011

...mais papai

Os pais de Erta Tamberg, Manfredo Tamberg ,89 anos e sua mãe Helmi Walli Tamberg,82 anos

foto enviada por: Erta Tamberg

...mais papais

Marcio Porto Feitosa com os seus filhos Virginia e Leonardo

Yara Leal de Carvalho e seu pai Gustavo Guerreiro Leal de Carvalho, em 1988

fotos enviadas por: Yara Leal de Carvalho
 Milton Geraldo Freitas Santos

 
O mais marcante da história da vida do meu pai foi o fato de ter vivido 60 anos de um casamento repleto de amor, respeito e felicidade junto de dona Alicinha. Dos 80 anos de sua vida, é possível dizer que a maior parte foi passada  ao lado de  minha mãe e quatro filhos, pois viveu exclusivamente para nós e para sua profissão. 

Por essa razão, muitas lembranças da infância que povoam minha memória o colocam em destaque. Dentre as mais gratas ficou o exemplo do seu amor a uma carreira . Ele sempre se orgulhou de ser bancário, profissão que levava a sério, quase como um sacerdócio, o que deve ter sido a principal razão do respeito obtido por ele no meio.

Quando pequena ia com ele muitas vezes à agência bancária, fora do horário de expediente, aliás muito mais extenso do que o de hoje, por vezes para alguma arrumação ou preparativos para festas, que aconteciam com a participação de todos os funcionários. Não sei exatamente o que os unia tanto e os fazia trabalhar com  tamanho prazer. Era evidente a animação reinante naqueles encontros, que para mim eram diversão, mas para eles era parte da rotina de trabalho. Só vários anos mais tarde fui perceber que a profissão de meu pai era desgastante e  enfadonha para muitos, não para ele e seus colegas.

Para ele a carreira era tão importante quanto a família,  melhor dizendo, o alicerce que a sustentava. Sei que meu pai se realizou como profissional e foi feliz sendo bancário durante muitos anos de sua vida. Ele nos deixou em 2006, mas permanece no nosso pensamento e coração.

Suely e seu pai no Viaduto do Chá - 1950

Milton Geraldo Freitas Santos,um exemplo de profissional, bancário - anos 60

toda família, quando éramos seis, Guarujá - 1964

Milton Geraldo Freitas Santos em sua cidade natal, Amparo - 1978

Suely e seu pai no Dia dos Pais, em Indaiatuba - 14/08/2005

texto e fotos enviados por : Suely Piedade Santos








sábado, 6 de agosto de 2011

Algumas das cartas que o meu pai me escreveu







Meu pai Altivo Ovando sempre escreveu carta para todos os filhos e, também  para os netos. Tenho todas as cartas que me foram escritas guardadas tal uma relíquia! Espero que um dia os meus netos possam ler suas cartas e assim poderão conhecer um pouquinho do bisavô.

cartas enviadas por: Marta Ovando Obara

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Memórias de um pai de primeira viagem

Depois de uma gestação bastante complicada, conforme já narrei em outros textos, dia 18 de março de 1969 vinha à luz uma menina linda que na pia batismal receberia o nome de Renata. A época era de vacas magras. Morávamos na Rua Maria José, as entradas financeiras eram poucas e descontinuadas.

E a garota havia chegado com uma fome assustadora. Por sua vontade, não dava sossego à mãe que, por mal maior, não produzia a seiva maternal com a devida quantidade. Então, mostrando que os pulmões eram saudáveis, a menina punha a boca no mundo, chorava, berrava de tal forma que quase nos levava a chorar juntos.

Não havendo outro recurso, partimos para o leite em pó. Leite Ninho. Enfim a fome parecia saciada. Os intervalos entre as mamadas passaram a ser mais regulares. A paz, finalmente, parecia ter chegado e aportado naquele lar em construção.

Na verdade, a Renata se mostrara, desde o início, uma chorona dengosa. E nós, pais amantíssimos, buscávamos apaziguar seus choros fazendo-lhe as vontades, dormindo com ela entre o casal, segurando-lhe as mãozinhas a qualquer resmungo noturno, dando-lhe chazinhos madrugadores, etc., etc. e tal...

Assim se passaram os meses de março e abril, com choros, noites mal dormidas, falta de dinheiro, mamadeiras e tudo o mais que poderíamos suportar. Dois meses antes de o homem pisar na Lua, nos éramos um casal de pais meio esbodegados de primeira viagem.

Foi precisamente no dia 30 de abril que o drama chegou ao ápice. A nossa Renata começou a chorar e nada fazia com que ela parasse. Chorava antes e depois da mamadeira, chorava acordada e dormindo, no colo ou no berço, chorava alto e baixo, forte e fracamente, dia e noite. Chegou o dia 1º. de maio, feriado nacional, e ela não respeitou a data: continuou a chorar.

Tínhamos sido convidados a almoçar na casa do famoso Tio Durval, já apresentado aos leitores em texto específico. O convite era providencial, todos sabiam, colocamos a Renatinha no Moises (berço ambulante) e fomos para o tão esperado almoço. O trajeto era bem pequeno; para ser mais exato, três quarteirões, já que o tio Durval morava na Rua Conselheiro Ramalho.

Naquele dia, especialmente, o trajeto nos pareceu ter várias léguas. A Renata não parava de chorar e chamava a atenção de todos que conosco cruzavam. O choro continuou durante o dia inteiro, ela foi rezada e benta por conhecidas lá na vila que o tio Durval morava e nada resolveu.

Resolvemos voltar para casa. O choro continuou. Desesperado, sem mais nada para tentar, juntei os parcos trocados que me restavam e, pegando um táxi, levamos a menina para o antigo SAMDU, na Rua da Liberdade. Chegamos e, por causa do choro, acredito eu, fomos atendidos rapidamente, embora o OS se encontrasse lotado.

Depois dos exames preliminares, o pediatra de plantão nos chamou e disse que a menina estava precisando de maiores cuidados médicos e, por isso, nós seríamos encaminhados a um hospital onde os recursos eram mais eficientes.

Lá se foi, então, o trio, devidamente acompanhado por outros pacientes, para dentro de uma ambulância que, de imediato, saiu piscando sua luz vermelha e gritando com sua estridente sirene. Não sabíamos o destino, só sabíamos que iríamos em busca de lenitivo para os males de nossos doentes.

Na ambulância, os comentários eram para que não fossemos para o Hospital Geral da Lapa, pois corriam comentários de que quem ali entrava só saía para o cemitério. Olhei para a Cida e nossos olhares estavam esbugalhados e tensos. Chegamos ao destino, pernas bambas adentraram no saguão do Hospital Geral da Lapa.

Minha vontade era sair correndo e levar minha filha para longe daquele nosocômio, mas o choro da pequena me fez desistir da idéia. Aguardamos. Fomos atendidos, a menina passa então por exames básicos e somos informados que ela deverá ficar internada para exames e acompanhamento, mas não poderíamos ficar com ela e nem montar guarda no saguão do hospital. Deveríamos ir embora e voltar na manhã seguinte para conversar com o pediatra titular do hospital.

Muito a contragosto, foi o que fizemos. Saímos em busca de um ônibus que nos levasse o mais próximo possível de nossa casa, pois o dia 1º já se acabara e estávamos nos primeiros minutos do dia 2 de maio.

Na condução, nos seguramos, mas, ao chegar em casa, desabamos num choro contundente. A nossa Renata, depois de dois meses, passava sua primeira noite longe dos nossos olhos e, pior, internada num hospital.

Logo pela manhã, conversei com a Cida e decidimos que só eu iria ao hospital de imediato, se fosse necessário eu telefonaria para ela e ela iria me encontrar lá. Saí de casa por volta das 7 horas da manhã, passei na casa de minha mãe para conseguir algum dinheiro e fui para o hospital.

Cheguei e fiquei sabendo que o pediatra ainda não havia chegado. Meia hora depois, fiquei sabendo que ele já estava no hospital, porém faria primeiro as visitas de rotina e depois iria examinar os pacientes entrados no dia anterior. Eu precisaria aguardar. Sem solução aguardei.

Depois de três horas de longa espera, vejo um senhor meio calvo, com um avental branco se aproximar do balcão de atendimentos, falar alguma coisa com a recepcionista e ela, olhando para mim dizer: Os pais da Renata Chammas, por favor, se aproximem...

Respirei fundo e me aproximei daquele senhor que continuava mantendo um semblante sério. Tão logo cheguei mais perto, o médico, medindo-me de cima a baixo, disse numa voz meio esganiçada: O senhor é o pai daquela linda menina? Quando acenei com a cabeça concordando, ele continuou: Você e sua mulher querem matar a coitadinha? Quem mandou a entulharem de leite em pó? Ela teve uma paralisia intestinal, sabia? Poderia ter morrido.

Nossa, tudo aquilo de uma única vez quase me derrubou. Fitei o médico com olhar suplicante e ele, mas calmo continuou: Pronto, não precisa chorar, agora está tudo bem, ela já esta cuidada e “desentupida”. Fala pra mãe dela passar a alimentá-la com leite próprio e completar as mamadas, se necessário, com leite comum tipo “C” cortado em 1/3 com água fervida e engrossado com farinha de arroz, do jeito que escrevi na receita. Pode pegar sua filha e ir embora.

Ufa! Que alívio constatar que minha filha havia sido internada no Hospital Geral da Lapa e dele sairia viva! Peguei a menina nos braços, parei um táxi (a ocasião merecia gastar com o transporte), fui embora.

Ao chegar em casa, foi uma choradeira geral. Eu, Dona Cida, minha mãe, a mãe dela, minha irmã, os vizinhos, todos choraram de alegria. Hoje, relembrando o fato, posso avaliar como sofre um pai de primeira viagem!
texto enviado por: Miguel Chammas

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

...minha irmã Maria Fernanda


Minha irmã Maria Fernanda Ovando Mirabelli juntinho do nosso pai Altivo Ovando,da nossa mãe Tina Ovando e do seu marido Antonio Mirabelli  . Foto de 1997 , na Igreja São José, casamento do Arthur  meu filho e Lucia Helena

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ao meu pai JOÃO DE CARVALHO





É muito difícil falar sobre o meu pai, não tenho lembrança dele, só sei o que minha mãe e todos os que o conheceram contam.
Ele nasceu em Atibaia, SP  e era o caçula de uma família de muitos filhos. A mãe dele, uma mulher bastante severa e cheia de opinião,
tinha por hábito escolher que profissão cada filho teria na vida e queria que meu pai fosse sapateiro. Ele que tinha a quem puxar, não
concordou e veio para São Paulo, exercer a profissão que havia escolhido: Farmaceutico.

Minha mãe era uma jovem muito bonita e havia sofrido recentemente uma decepção amorosa. Morava com a família, nos fundos da
casa de uma senhora que adorava bancar a casamenteira, e achou que ele era ideal prá ela (nossa, como ela estava certa!). Um dia,
ele foi aplicar uma injeção nessa senhora e ela chamou a minha mãe, sem saber do que se tratava, minha mãe foi como estava, de
pijamas! imaginem o constrangimento. Mas ele gostou dela na mesma hora e pouco tempo depois, começaram a namorar, noivar e
finalmente casar.

Minha mãe diz que ele era muito divertido, excelente amigo, marido e pai. Aliás ser pai era o grande prazer da vida dele, ele rolava no chão  comigo e com meu irmão sem se importar com a roupa que estava usando e nem se o chão estava sujo. Sinto tanto não me
lembrar desses momentos.

Dizem que sou muito parecida com ele, não só fisicamente, o temperamento também, e herdei dele o amor aos animais, ele era
Fisacal da UIPA(União internacional protetora dos animais)e guado com muito carinho a carteirinha dele.

Meu pai faleceu em 1959, vítima de um infarto fulminante, aos 38 anos de idade, deixando minha mãe com dois filhos pequenos
eu com 4 anos e meu irmão com 2 anos.

Tenho muito orgulho em ser filha dele, mesmo sem ter tido tempo de conhece-lo, por isso aproveitei essa oportunidade para prestar
essa pequena homenagem à ele, João de Carvalho, meu pai.

Carteirinha Fisacal da UIPA - União Internacional Protetora dos Animais

texto enviado por: Claudia Carvalho


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

...para você

Fabio  meu filho : êstes pézinhos do Luca Benjamin são a fôrça, o amor,a fé e esperança na estrada da sua vida.Para você o meu amor maior.